Como tem acontecido já alguns anos, o ano tricolor foi mais uma vez
sem nenhum título, e com muitas dúvidas e problemas internos. Poucos foram os
momentos de alegria nesse ano.
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| Começar com ele foi o 1º erro do ano. |
Pra mim, tudo já começou perdido quando a diretoria, já encabeçada por
Raí, bancou Dorival Jr. no cargo de treinador. Sabendo como o time terminou o
ano de 2017, quase caindo pela primeira vez para a segunda divisão, os
responsáveis deveriam ter iniciado o ano com outro treinador, pois estava mais
do que escrito que ele não duraria muito tempo ali no comando. Bastava olhar
para o campo e ver que seu time não tinha um padrão sequer de futebol.
Após um inicio de paulistinha ruim e ainda sem um bom futebol, Dorival
foi demitido antes da segunda fase do estadual. Todos sabiam, e eu mesmo
escrevi algumas vezes, não fosse Hernanes, somente o treinador não teria dado
conta do recado em 2017.
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| Teria o profeta mudado o rumo desse ano? |
Falando no profeta, o jogador ao contribuir (e muito) com a
permanência do São Paulo na série A, fez o torcedor ficar esperançoso para o
ano que viria pela frente, pois muitos já imaginavam o time bem mais ajeitado
com o meia e mais alguns outros nomes, porém, o que muitos não esperavam foi
que a diretoria, principalmente o presidente Leco, escondera da torcida uma
cláusula no contrato do profeta, que dizia que ele deveria retornar à China no
inicio do ano. A notícia caiu como uma bomba nos torcedores, e fez a reputação
do presidente ficar pior. O mínimo que ele deveria ter feito era ter deixado
isso claro, para que todos ficassem cientes que isso poderia ter acontecido.
Pra segunda fase do paulistinha e restante do ano, Diego Aguirre foi
contratado. O treinador tinha a fama de montar equipes mais fortes defensivamente,
e era a partir desse setor que a diretoria acreditava que poderia ter melhor
desempenho. O treinador foi bancado também por Lugano, diretor institucional.
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| O melhor momento do ano, o 1º turno. |
Mas o time demorou a engrenar, principalmente pelo time sofrer gols em
curto espaço de tempo, o que deixou muitos reticentes sobre a qualidade do
treinador uruguaio. A sequencia de empates no inicio do brasileiro e os jogos
ruins em casa, contribuíram pra isso. Eu mesmo cheguei a ficar desconfiado,
porém, comecei a perceber que ele estava com o grupo na mão.
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| Chegou para mudar a postura do time... |
Quando veio a pausa pra copa, o tricolor fez um intensivo de
treinamentos, pois haviam chegado jogadores que não fizeram a pré temporada, e
isso serviria também para o treinador conhecer os jogadores. Dentre esses nomes
estavam os experientes Diego Souza e Nenê. A chegada de Everton também fortaleceu
bastante o elenco.
Na volta do brasileiro o tricolor engatou vitórias importantíssimas o
que fez dele naquele momento o líder do campeonato. Com isso, o Morumbi passou
a ser determinante e os jogos estava sempre lotados e as vitórias aconteciam.
Foi sem dúvida o melhor momento do time no ano!
Porém, veio a terceira eliminação do ano, e todas sob o comando de
Aguirre. Depois de cair para SCCP no paulistinha, levando gol aos 47’ 2T e
perdendo nos pênaltis, e caindo na copa do Brasil, em casa para Atlético/PR,
foi a vez do time ser eliminado pelo pequeno Colón-ARG na Sulamericana. Restava
apenas o brasileiro para o time dar uma resposta, mas foi acontecendo o que
ninguém imaginava.
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| Eliminações doloridas, esperadas e recorrentes. |
O time passou a ter um jogo por semana, enquanto muitos de seus
adversários se espremiam entre os demais torneios. Muitos, inclusive eu,
acreditou que agora, com mais tempo de treinar seus times, o treinador faria
esse time deslanchar. Mas foi justamente o contrário. O time chegou a ficar
dois meses jogando apenas uma vez na semana e vencer apenas uma vez.
O que se dizia, era que o uruguaio não sabia treinar seus times, e só
dava certo quando lidava apenas com o lado motivacional dos jogadores.
Se era verdade ou não eu não sei, mas que isso aconteceu de fato
aconteceu!
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| Desgaste e pouco futebol o derrubaram. |
Os questionamentos do elenco começaram acontecer. O time que parecia
tão unido, pareceu se perder ao longo do segundo turno. E se no primeiro turno
o time foi o campeão, com um baita aproveitamento, no segundo o time fez um
campeonato horroroso. Foi o suficiente para a crise ficar instalada e a torcida
abandonar os jogos em casa. O time que virava o turno em primeiro, em poucas
rodadas começou a cair de posição e teve que lutar muito para garantir uma vaga
na pré libertadores. Terminou o campeonato com incríveis 15 empates.
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| Para muitos, Nenê foi um dos responsáveis pela queda de produção. |
Pra mim, uma vergonha para um time que mesmo a trancos e barrancos se
mantinha entre os 4 do campeonato.
Pouco antes do término do campeonato, há 5 rodadas do fim, Raí mandou
Aguirre embora, alegando que com isso, faria o elenco reagir e garantir a então
vaga direta na libertadores. André Jardine, que era auxiliar assumiu (dias
depois foi efetivado também para 2019), e claramente não conseguiu dar jeito
num elenco recheado de cobras e lagartos.
Apesar de eu achar que Aguirre estava desgastado, eu não mandaria
embora naquele momento, pois ele deveria ter finalizado o campeonato. Lugano
também não gostou de não ser consultado sobre a demissão.
Algumas coisas culminaram com o time terminar o campeonato em 5º
lugar. O elenco limitado é um desses, mas na verdade, os bastidores do clube
está contaminado. Entra ano, sai ano, e o São Paulo não consegue montar um
elenco decente. O time que já foi durante muitos anos referência passou a ser
motivo de desistência de jogadores, que quando são consultados, desistem. E
quando estão no elenco, sucumbem.
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| Falavam a mesma língua? R. Rocha vazou. |
Enquanto coisas como essas continuarem, amargaremos mais anos sem
títulos, ou então um time que faça o torcedor acreditar mais. Os nomes
contratados esse ano provam o quanto estamos perdidos. Foram gastos milhões e
milhões em jogadores limitados, ou que não fizeram por merecer estar ali, e
isso, ao longo do ano pesa, e a conta chega. Muito investimento financeiro pra
pouco investimento técnico.
Se olharmos para o ano de 2017, para fazer uma comparação, podemos
dizer que a única diferença para esse 2018, é a posição que ficamos no
campeonato nacional, pois o restante, foi tão ruim quanto.
O pior disso tudo, é saber que na medida em que os dias passam, e as
coisas permanecem as mesmas, o tricolor terá dificuldade novamente em 2019.
Eu quero estar muito enganado, mas eu acredito que Jardine será
mandado embora assim que terminar o paulistinha (provavelmente sem título), e
não aguentará a pressão que é jogar uma libertadores. Isso é, se o time se
classificar para a fase de grupos do torneio.
Tudo leva a crer que teremos as mesmas dificuldades que estamos
enfrentando nos últimos anos.
Ou o São Paulo briga para ser respeitado novamente ou continuaremos
sofrendo e vendo nossos rivais ganhando títulos e se aproximando cada vez mais
de nossa história.
FORA LECO
Rafa Malagodi









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