São Paulo joga muito mal novamente, mas desta vez enfrentou um
adversário mais forte, e a derrota foi mais do que esperada. Aguirre é o maior
culpado.
Antes de qualquer coisa, o Palmeiras mereceu (e muito) vencer a
partida. O São Paulo voltou a fazer uma péssima atuação, talvez um pouco pior
daquelas em que jogava mal e não perdia. A diferença dessa vez é que o time
enfrentava o melhor elenco do Brasil, e diante de um adversário qualificado,
erros são fatais. E foram!
Obviamente que o Palmeiras tem seus méritos pela maneira como se impôs,
mas quando se lembra que o tricolor tem tido atuações ruins há alguns jogos, o
vencedor ficará em segundo plano na conversa.
Eu confesso que estava esperançoso com o jogo. Acreditava que a
vitória viria por alguns fatores, o primeiro dele, é que entendia que o time
daria uma resposta positiva ao mal momento. Outra, era o tabu de 16 anos sem
perder no Morumbi, e o mais importante deles, imaginei que por se tratar de um
confronto em que a vitória nos deixaria na liderança novamente, acreditei que
seria diferente. Ledo engano.
Nossa derrota começou já na escalação. Indo pro jogo, ouço no rádio
que Aguirre não escalaria Everton, vindo de lesão como titular, pra isso faria
duas improvisações. Bruno Peres e Rodrigo Caio. Quis ser o professor pardal, e
colocou o time numa roubada. Tenho certeza que o treinador acreditou que não
sofreria nenhum tento na primeira etapa, e na segunda lançaria Everton como
peça chave. Não deu tempo.
O Palmeiras fez dois gols e, quatro minutos e apenas cozinhou o
tricolor no segundo tempo.
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| Difícil. São Paulo volta a jogar mal e vê tabu encerrado após 16 anos. (foto:Rubens Chiri / saopaulofc.net) |
Juntamos essa quantidade de improvisações com as péssimas atuações de
Diego Souza e Nenê. O segundo deles, ainda deve ser cobrado ainda mais, pois
pouco tem feito há algum tempo.
Ao final da rodada, o São Paulo deve cair para quinta posição. Mesmo
que a diferença de pontos vai continuar próxima (pelo menos por hora), o fato
de cair posições mexe emocionalmente.
O time estava jogando no seu limite físico, isso era notável, mas além
disso, alguns erros passaram a ficar cada vez mais claros, e na medida em que o
campeonato vai se encerrando, toda a empolgação anterior começa a se dissipar.
Chances de título ainda existe, mas quando se olha para a maneira em
que o time se apresenta há algumas rodadas, creio que todo torcedor passa a
ficar cada vez mais descrente com um possível título.
FORA LECO
Destaque positivo
TORCIDA. Mesmo com o
oportunismo da diretoria, em aumentar o preço dos ingressos, mais de 56 mil
torcedores estiveram presentes.
Destaque negativo
AGUIRRE. Quis ser o
professor pardal, e colocou em campo um time cheio de improvisações; NENÊ. Seu futebol sumiu, e internamente,
algumas coisas precisam ser bem resolvidas, segundo o treinador; ANDERSON MARTINS. Levou sufoco do
Deyverson....isso mesmo, Deyverson.
Rafa Malagodi

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