19 de abril de 2018

São Paulo 2 x 2 Atlético/PR (2º jogo, quarta fase copa do Brasil 2018)


Time mostrou não ter casca e não saber segurar resultados a seu favor. Foi assim no paulista e, hoje, sofreu empate após estar vencendo por dois gols de diferença. Na análise do primeiro jogo, eu alertei justamente para o que aconteceu hoje, jogadores descomprometidos.

Aguirre começou armando um time ao seu gosto, literalmente. Pois assim como ele já disse anteriormente, jogaria com três zagueiros, e por ai foi. Mas devo dizer que a formação dos três estava “errada”. Militão não pode jogar pela direita e Arboleda pela esquerda. Muito menos R. Caio ser líbero. Tanto é que as saídas de bola foram comprometidas. Já do outro lado, o Atlético tinha a saída sempre de pé em pé. Quando o São Paulo pressionou a bola saiu mascada e quase sempre a nosso favor, mas Nenê estava dormindo até então. Mas bastou ele acordar pra dar o passe de calcanhar para Valdívia marcar, e pouco depois ele mesmo ampliar. Era um bom primeiro tempo, bem jogado. O placar de 2 a 0 era tudo o que precisávamos. O São Paulo estava indo para o intervalo vencendo bem, porém veio o pênalti infantil de Lizieiro e o Atlético diminuiu.
Foi o único vacilo do time até então. O tricolor fez um bom primeiro tempo, mas para segunda etapa tinha que criar mais.

Sempre assim. São Paulo volta a ser
eliminado, e nem Nenê salvou desta vez.
(Foto: Luis Moura / WPP / LANCE!)
Não sei o que Aguirre disse dentro do vestiário, independente do que foi, certamente ele não contava com um gol logo no inicio da segunda etapa. Se o gol de pênalti no fim da primeira etapa já tinha dado uma balançada, o gol de empate acabou com as esperanças do time. Obviamente que tinha um tempo inteiro praticamente, mas naquela altura, sofrer o segundo gol foi um duro golpe. O tricolor estava vencendo por dois gols. Justamente o placar que precisava para se classificar. Aí começou o desespero, e entraram no time Diego Souza e depois Cueva. Obviamente não deu em nada. Nenê ainda quase conseguiu fazer o terceiro, mas era pouco. Todo torcedor já tinha ficado impaciente que as coisas não aconteciam, e o Atlético sabendo disso passou a usar a bola para esfriar o tricolor.
Nem mesmo as tentativas desordenadas do fim fez o time chegar ao menos perto da classificação. E a eliminação foi mais uma vez frustrante. Mais uma vez em casa.

O que fica como lição (apesar do São Paulo não estar fazendo as suas há tempos) é que o time precisa ser mais ligado. Alguns jogadores precisam sentir mais a camisa que usam. E isso não é de hoje, mas o grande problema é que essa recorrência, está minando cada vez mais o tricolor de vencer ou ao menos chegar próximo de alguma conquista.

Como eu disse no fim do ano passado, o São Paulo em 2018 precisava voltar a ter a grandeza que já teve, para pensar em algo a mais no ano que vem, mas o que tenho visto até aqui, é um time que falta a casca de vencedor, e isso faz com que o adversário, por menor que ele seja, não respeite mais o vermelho, branco e preto da camisa.

FORA LECO

Destaque positivo
NENÊ. Demorou para entrar na partida, mas quando entrou foi o nome do time. Quase conseguiu  colocar o time ao menos nos pênaltis.

Destaque negativo
CUEVA. Jogou por cerca de 25 minutos. O suficiente para mostrar a todos que está dando de ombros para o clube; AGUIRRE. Escalar um time que precisa de dois gols com três zagueiros é complicado. Principalmente por bagunçar a ordem dos zagueiros; PETROS. Jogo após jogo vem se escondendo. Continua jogando com a garganta.

Rafa Malagodi





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