Time mostrou não ter casca e não saber segurar resultados a seu favor.
Foi assim no paulista e, hoje, sofreu empate após estar vencendo por dois gols
de diferença. Na análise do primeiro jogo, eu alertei justamente para o que
aconteceu hoje, jogadores descomprometidos.
Aguirre começou armando um time ao seu gosto, literalmente. Pois assim
como ele já disse anteriormente, jogaria com três zagueiros, e por ai foi. Mas
devo dizer que a formação dos três estava “errada”. Militão não pode jogar pela
direita e Arboleda pela esquerda. Muito menos R. Caio ser líbero. Tanto é que
as saídas de bola foram comprometidas. Já do outro lado, o Atlético tinha a
saída sempre de pé em pé. Quando o São Paulo pressionou a bola saiu mascada e
quase sempre a nosso favor, mas Nenê estava dormindo até então. Mas bastou ele
acordar pra dar o passe de calcanhar para Valdívia marcar, e pouco depois ele
mesmo ampliar. Era um bom primeiro tempo, bem jogado. O placar de 2 a 0 era
tudo o que precisávamos. O São Paulo estava indo para o intervalo vencendo bem,
porém veio o pênalti infantil de Lizieiro e o Atlético diminuiu.
Foi o único vacilo do time até então. O tricolor fez um bom primeiro
tempo, mas para segunda etapa tinha que criar mais.
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| Sempre assim. São Paulo volta a ser eliminado, e nem Nenê salvou desta vez. (Foto: Luis Moura / WPP / LANCE!) |
Não sei o que Aguirre disse dentro do vestiário, independente do que
foi, certamente ele não contava com um gol logo no inicio da segunda etapa. Se
o gol de pênalti no fim da primeira etapa já tinha dado uma balançada, o gol de
empate acabou com as esperanças do time. Obviamente que tinha um tempo inteiro
praticamente, mas naquela altura, sofrer o segundo gol foi um duro golpe. O
tricolor estava vencendo por dois gols. Justamente o placar que precisava para
se classificar. Aí começou o desespero, e entraram no time Diego Souza e depois
Cueva. Obviamente não deu em nada. Nenê ainda quase conseguiu fazer o terceiro,
mas era pouco. Todo torcedor já tinha ficado impaciente que as coisas não
aconteciam, e o Atlético sabendo disso passou a usar a bola para esfriar o
tricolor.
Nem mesmo as tentativas desordenadas do fim fez o time chegar ao menos
perto da classificação. E a eliminação foi mais uma vez frustrante. Mais uma
vez em casa.
O que fica como lição (apesar do São Paulo não estar fazendo as suas
há tempos) é que o time precisa ser mais ligado. Alguns jogadores precisam
sentir mais a camisa que usam. E isso não é de hoje, mas o grande problema é
que essa recorrência, está minando cada vez mais o tricolor de vencer ou ao
menos chegar próximo de alguma conquista.
Como eu disse no fim do ano passado, o São Paulo em 2018 precisava
voltar a ter a grandeza que já teve, para pensar em algo a mais no ano que vem,
mas o que tenho visto até aqui, é um time que falta a casca de vencedor, e isso
faz com que o adversário, por menor que ele seja, não respeite mais o vermelho,
branco e preto da camisa.
FORA LECO
Destaque positivo
NENÊ. Demorou para
entrar na partida, mas quando entrou foi o nome do time. Quase conseguiu colocar o time ao menos nos pênaltis.
Destaque negativo
CUEVA. Jogou por cerca
de 25 minutos. O suficiente para mostrar a todos que está dando de ombros para
o clube; AGUIRRE. Escalar um time
que precisa de dois gols com três zagueiros é complicado. Principalmente por
bagunçar a ordem dos zagueiros; PETROS.
Jogo após jogo vem se escondendo. Continua jogando com a garganta.
Rafa Malagodi

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