PALMEIRAS – nota 5
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| Um ano para esquecer |
Encarado por muitos como o time do ano (entre os paulistas), o Palmeiras
contava com um elenco forte, e que havia perdido poucos jogadores do elenco
campeão BR-16. Mas sua maior perda era o treinador Cuca. Pro seu lugar Eduardo
Baptista foi o escolhido para comandar o vestiário de bons jogadores e também
de medalhões. Incluindo Felipe Mello.
A medida em que o campeonato acontecia, pairava uma desconfiança se o
então treinador seria bom para aquele tipo de elenco. Uma eliminação pra Ponte
Preta, com direito a derrota por 3 a 0 pesou bastante para o treinador.
Com a libertadores acontecendo ao longo do ano, o que podia ser
observado, era um time com erros constantes, e jogadores com um futebol bem
abaixo do que se esperava. Vitória nos minutos finais, entrevistas exaltadas
foram o bastante para E. Baptista ser demitido. Cuca voltava...
Seria a solução? Também não foi. O treinador do penta brasileiro não
conseguia fazer o time jogar, e ainda batia de frente com alguns jogadores.
Borja, que foi recebido nos braços da torcida, e Felipe Mello, que chegou a ser
afastado, foram alguns dos jogadores que Cuca pouco aproveitava. Quando F.
Mello foi reintegrado ao elenco, o treinador já não tinha mais clima.
Apesar das eliminações na copa do Brasil e libertadores, por coisas do
futebol, o Palmeiras chegou a depender apenas dele para ser bicampeão
brasileiro, e tirar o título do SCCP que era líder desde a 5ª rodada. Mas o
time sucumbiu, viu a pressão aumentar, a torcida atirar pamonhas no elenco, e a
crise ser instalada. O então 2º lugar foi comemorado, mas no frigir dos ovos,
com aquele elenco do início do ano, e o investimento ao longo dele, um título
pelo menos deveria ter desembarcado na Pompéia.
SANTOS – nota 6
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| A vaga na libertadores foi seu triunfo. |
O vice brasileiro 16 deu ao time da baixada uma certa esperança para o
ano de 2017. Acostumado a chegar nos finais do paulista nos últimos anos, certamente
o torcedor chegou a pensar que esse ano não seria diferente, mas ser derrotado
para a Ponte Preta, antes mesmo da semi-final fez o torcedor ligar o alerta. O time
já não era aquele mesmo que chegou a encantar em alguns jogos do ano anterior.
Os destaques da equipe eram Vanderlei, que cansou de salvar o time ao longo do
ano, e Bruno Henrique, recém chegado da Europa.
Um início muito bom na libertadores, sendo o único invicto na fase de
grupos, agradou parte dos jornalistas e torcida, que chegou a colocar o time
praiano como o melhor da competição até então. Mas internamente as coisas não
estavam caminhando com tanta tranquilidade. Dorival Jr. foi demitido, alguns
chagaram aa acusar que seu filho tinha muitos desentendimentos com alguns jogadores.
Para seu lugar, o já folclórico Levir Culpi. Após a eliminação na libertadores,
com o time jogando menos do que se esperava, somado aos fracos resultados no
BR-17, culminou na demissão do treinador. Elano assumia o time e tentava apagar
o incêndio. A torcida iniciou a sua caça as bruxas e Zeca foi o principal alvo.
Tanto que reincidiu com o Peixe de forma judicial. Lucas Lima, acusado de corpo
mole desde o “interesse” do Barcelona, foi outro bastante xingado, e antes
mesmo do fim do ano, foi afastado da equipe (e contratado pelo Palmeiras).
O ano ainda contou com a contratação de Nilmar, que não conseguia
jogar, pediu o desligamento do time, alegando depressão. E terminou com uma
eleição para presidente que quase virou caso de polícia, devido as supostas manipulações
de votos.
Ainda com tudo isso, o time beliscou uma vaguinha na libertadores.
SCCP – nota 9
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| Eu tenho a força! |
Certamente o caso mais curioso dos quatro. Tipo por muitos, inclusive
pelo técnico, como a 4ª força do estado, o SCCP tinha de fato um time limitado,
e já no início do ano tinha que aguentar com a gozação do suposto interesse do
time em Drogba. Juntando isso ao elenco limitado, e um treinador “inexperiente”,
fazia total sentido a desconfiança. Mas o campeonato paulista iniciou, e com
uma forte defesa, o time foi ganhando corpo, e a sua maneira, vencendo os
jogos. Conquistou o paulista de maneira improvável, porém merecida. Como muitos
sabem, o estadual não é parâmetro pro nacional, com isso a desconfiança pro
restante da temporada voltou.
O time seguiu sua luta calado, e mesmo sob desconfianças foi jogando
rodada por rodada, e sem derrotas. Terminava o primeiro turno invicto e com uma
pontuação/aproveitamento impressionantes! Certamente sua campanha passou a ser
alvo de discussões em qualquer roda de
amigos/torcedores/jornalistas/especialistas, pois em sua maioria, os
questionamentos eram como uma equipe limitada (com alguns bons nomes) fazia um
campeonato daquele?! Era a prova que o futebol era jogado dentro de campo. Mesmo
que polêmico, o SCCP teve jogos em que foi extremamente ajudado, como no gol de
mão de Jô, em contra partida, foi bastante prejudicado também, como no
impedimento mal marcado de quase 3 metros contra o Flamengo. Mas com tudo isso,
seus adversários com elencos e/ou futebol melhores sucumbiam, e o time seguia
na frente.
Nem mesmo as eliminações da copa do Brasil e sulamericana atrapalharam
o time. O pior momento foi no início do 2º turno, quando o time passou a perder
jogos em casa, e viu sua vantagem que havia chegado a 16 pontos cair para 5 (e
para o rival Palmeiras). Foi o momento de maior turbulência da equipe, pois o
time não mostrava tanta confiança como antes. Se o 1º turno foi muito acima da
média, o 2º foi bem ruim, mas como a gordura acumulada, somada a incompetência de
seus adversários, o time voltou a entrar nos eixos e todo o ambiente construído
fizeram a diferença, e o time conquistou seu sétimo título brasileiro.
O que vou dizer aqui é muito pessoal, e não tem nada a ver com gostar
ou não do SCCP. O certo é, o time parece ter vencido o BR-17 mais por
incompetência das outras equipes principais, do que pelo seu próprio futebol.
Mas como o time não tem nada a ver com isso, venceu sozinho.
Rafa Malagodi



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