Somente após o jogo terminado Bauza explicou o inexplicável. Ter
sacado Ganso para poupa-lo, e no seu lugar Wesley, pra fechar o meio campo.
Eu até entendo o que ele tentou, mas o futebol não funciona de maneira
simples. Tanto que, com a classificação, as coisas podem ter saído como o
planejado, mas por pouco a vaca não foi pro brejo.
O São Paulo esperava os bolivianos em seu campo. Jogava defensivamente.
Isso até parecia com a velha história de se poupar devido a forte altitude.
Pode até ser, mas o time não conseguia jogar, não conseguia ter a bola nos pés.
Somente um chute aos 10’ e depois mais nada.
Diante da proposta arriscada o time estava se dando bem, até começar a
séries de erros do nosso fraco goleiro. Com 25 ‘ recebeu um cartão amarelo por
cera, e minutos depois, numa bola cruzada falhou e não cortou. Resultado: Gol
do Strongest e outra falha do goleiro.
Aquela altura, tudo o que o São Paulo havia conseguido segurar por 30’
ficou em cheque. Os bolivianos se aproveitaram e foram pra cima. O tricolor só
chutes pra frente.
Perto do fim o gol salvador tricolor. Calleri marcou novamente pela
libertadores. De cabeça, após escanteio e recolocou o São Paulo no páreo. No
minuto seguinte Kelvin teve a chance de virar em linda jogada, mas jogou por
cima.
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| Toca no Calleri que é gol! O atacante tem sido decisivo. Agora nosso goleiro....Quanta decepção. |
Pra segunda etapa, o tricolor parecia ainda mais esgotado. Várias vezes
alguns jogadores caiam no chão por falta de ar. Bruno foi o mais visível de
todos e com fortes dores deu lugar a Caramelo. E o São Paulo seguia sofrendo
pressão, até porque não conseguia ficar com a bola. O jogador que deveria fazer
esse papel ainda estava no banco.
Demorou 65’ até que Bauza colocasse Ganso pra jogar. E foi justamente
na vaga de quem não fazia nada em campo (outra vez) Michel Bastos.
A partir desse momento, o tricolor contava com duas coisas. A primeira
era tirar a bola da defesa, e isso vinha acontecendo bem. Rodrigo Caio e Maicon
voavam pra mandar as bolas pra frente. A segunda delas, era a bola nos pés do
Ganso, que segurava o jogo e fazia o tempo correr.
Apesar dessas situações, a pressão era muito grande, e a medida em que
o tempo foi passando, aumentava à aflição, pois um gol adversário mataria o
tricolor.
O São Paulo teve chances de matar o jogo, mas não sei se era
preciosismo (como na cavadinha de Ganso) ou se era esgotamento físico. Mas
quando foi ao ataque, dava pra ter caprichado mais.
Quando o árbitro deu 5’ acréscimos, deu tempo de Denis aprontar mais
uma vez. Por nova cera, o goleiro recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Naquele momento, sem poder fazer mais substituições, Maicon foi o escolhido pro
gol. E foram 2 minutos de muita apreensão. Mas o zagueiro conseguiu por duas
vezes cortar os cruzamentos e no apito final, conseguimos nossa classificação.
Depois do apito, ainda teve muita confusão em campo, e na bagunça,
Calleri levou um soco na cara e foi expulso (!). Prejuízo enorme pra fase de
mata mata. Não pelo goleiro, que esse foi até ótimo ter sido expulso, mais pelo
Calleri, que vem sendo nossa principal arma de gols.
Destaque positivo
MAICON. Segurou tudo lá atrás, e ainda precisou ir
por gol nos minutos finais e foi mais seguro do que nosso goleiro!; CALLERI. Outro gol, artilheiro. Tem encarado o espírito do
torneio, mas aquele cartão nos prejudicou; HUDSON. Fez uma partida
excelente. Foi um guerreiro no meio de campo.
Destaque negativo
DENIS. DENIS. DENIS. Falhou novamente. Suas falhas estão quase custando
nossa eliminação. Depois da expulsão, merece ao menos ficar no banco por um
longo período. Pior que suas falhas, é não assumir que errou.
Rafa Malagodi

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