14 de abril de 2016

São Paulo 2 x 1 River Plate-ARG (fase de grupos libertadores 2016) in loco

In loco

Era preciso vencer! Depois do “presente” que os venezuelanos deram ao tricolor, após a vitória sobre o The Strongest, somente os três pontos nos interessava. Com dois de Calleri, o São Paulo venceu o River e agora vai até a Bolívia na última rodada podendo empatar.

A torcida fez sua parte e encheu o Morumbi. Cerca de 51 mil torcedores estiveram presentes para apoiar o time. E sem dúvidas, muitos saíram satisfeitos.
Tecnicamente não achei uma partida brilhante. Faltou mais chutes a gol, faltou mais chances de gols. Elas foram poucas.
Ainda que o time argentino era cascudo e marcava bem, o São Paulo foi quem mais ficou com a bola nos pés e ditou o ritmo da partida. Tentou as jogadas pelo meio, pelas laterais e até mesmo nas invertidas de bola, mas estava difícil passar pela defesa. Até mesmo algumas jogadas individuais estavam acontecendo, quase sempre com Kelvin.
O gol enfim saiu quando Calleri aproveitou cruzamento e encheu o pé. A torcida explodia de alegria, pois sabia que o jogo estava nas mãos do tricolor caso quisesse sonhar com a classificação. Os jogadores pareciam ter de fato entendido o espírito da coisa.
Mas o primeiro tempo ficou mesmo 1 a 0 e com os jogadores saindo aplaudido.

Convenceu. Calleri marca 2 e São Paulo
ganha seu primeiro grande jogo no ano.
Na segunda etapa, a postura foi parecida. O tricolor tinha o controle e pouco sofria perigo. Vez ou outra os argentinos chagavam nas bolas paradas. Numa delas quase o empate.
Nessa partida, não faltou disposição de boa parte do elenco, e um deles era João Schmidt, que comandava o meio de campo. Desarmava e passava com qualidade. Hudson também não comprometeu.
O São Paulo enfim chegou ao segundo gol com Calleri novamente. Desta vez de cabeça. Naquela altura, o River tinha sentido o golpe. Ainda mais porque o tricolor seguia pressionando a marcação e voltou a criar algumas oportunidades. 2 a 0 no marcador era tudo o que o time precisava, pois alem do placar vencia com qualidade.
O torcedor passou a gritar olé, e os jogadores trocava passes para incentivar. Ainda mais quando após uma confusão, o São Paulo passou a jogar com um a mais. A curiosidade do lance ficou por conta da torcida, que ao ver a confusão passou a gritar por LUIS FABIANO, em alusão a confusão de 2003 pela sulamericana.
Ganso, segurava e passava a bola como queria, assim como fez na Argentina. Já seu companheiro Bastos não fazia o mesmo e destoava dos demais.
Porém, Bauza errou nas substituições. Kardec e Centurion entraram. Minutos depois, Denis falhou (outra vez) e o River diminuiu. Por incrível que pareça, um jogo que estava nas mãos, passou a deixar todos aflitos.
Os 10 minutos finais foram de sufoco. O River veio pro abafa e o São Paulo não aproveitava seus contra ataques. Kardec perdeu gol cara a cara e deixou o torcedor revoltado.
Quando o apito final chegou, um misto de alívio e alegria. A vitória foi ótima, mas esse sufoco no fim.... Agora, o São Paulo vai enfrentar os bolivianos fora de casa, na altitude. Um empate basta pra classificar, porém, esse não pode ser o pensamento do time. Tem que ir pra vencer. A camisa tem que pesar!

Destaque positivo
CALLERI. Assim como seu amigo e jogador Osvaldo pediu, marcou duas vezes. Mostrou que sabe jogar jogos importantes; MAICON. Tem sido um guerreiro em campo, do jeito que o torcedor gosta de ver.

Destaque negativo
DENIS. Mais uma falha. Não é um mal goleiro, mais acredito que está longe de ser um goleiro confiável.

Rafa Malagodi




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