24 de março de 2016

São Paulo 1 x 0 Botafogo-SP (11ª rodada paulistinha 2016)

Existem aqueles jogos, em que 1 a 0 aos 44’ é heroico, pois o time batalha quase noventa minutos por um gol pelo menos, mas na partida do São Paulo, isso não aconteceu como o descrito acima, pois o gol tricolor serviu como um “ufa” misturado com “quase”.

Não posso analisar o jogo apenas pelo resultado. Fico feliz com a vitória, é evidente, porém continuo extremamente temeroso com o futebol apresentado. Outro futebol ruim, com uma ou outra chance de gols, mas também, com diversas chances do adversário. Não fosse o baixo nível técnico, meu discurso aqui seria diferente.
Não gosto (ou não quero) criticar Edgardo Bauza, mas nessa partida ele iniciou mal, mexeu mal e não conduziu bem a equipe. A começar por Bruno improvisado na lateral esquerda, sendo que ele possuía Carlinhos em campo. Tudo isso pra não tirar Carlinhos do meio campo. Foi mal também quando passou Caramelo pra jogar na esquerda. Outra “pataquada”.
O São Paulo tinha a posse de mais de 60% da bola, evidente, pois o Botafogo se propôs a jogar atrás, indo apenas no contra ataque, e ainda sim, quase chegou ao gol em algumas oportunidades. Denis esteve seguro.
Foi mais um jogo moroso, com o tricolor tocando, tocando e tocando, e dando pouca objetividade. Contra times fechados, as vezes é necessário uma jogada individual, um jogador mais habilidoso, mas isso nos falta já algum tempo...

Sem querer querendo! São Paulo "acha" gol no fim
 e tricolor vence em outro jogo ruim.
No segundo tempo, Bauza poderia ter colocado o São Paulo pra atacar desde o começo, quando colocou em campo Lucas Fernandes, poderia ter optado por tirar um volante, mas mexeu em Daniel. Com isso, o time seguiu com a bola, mas chegando em alguns momentos.
Durante uns 15’, o time até flertou com o gol, mas perdeu as poucas chances que teve. Foram cabeçadas, chutes de fora da área, dentro da área. Depois, voltou a mesmice de sempre.
Um fato curioso, foi Ganso ter ido a campo pendurado com dois amarelos, as vésperas de clássico contra o Santos. E o inesperado (esperado) aconteceu quando o camisa 10 fez falta proposital para levar o cartão. Minutos antes o meia já havia tentado uma, mas o árbitro deixou passar. Justamente o jogador que tem feito os gols e jogado melhor na equipe, estava aprontando das suas para não ir á Vila Belmiro, sábado.
Antes do apito final, os cinco minutos restantes, deixaram o torcedor apreensivo e feliz, pois aos 41’, o Botafogo teve a chance mais clara da partida e desperdiçou. Inacreditável. Três minutos depois, aos 44’ o tricolor ACHOU o gol, que fez os 3.214 torcedores que estiveram no Pacaembu ficarem aliviados. Ganso encontrou Calleri, que depois de 11 jogos voltou a marcar.
Curioso foi que o gol teve um ar de “sem querer”, pois Calleri não acertou em cheio na bola e o goleiro adversário vacilou antes da bola bater na rede lateral.

Muitos acreditaram que foi no sufoco, que agora a urucubaca vai embora, pois o tricolor não vencia há cinco partidas, porém, deve-se ressaltar, que foi o próprio São Paulo, com seu jogo sem expressão que tem dificultado as coisas. Fosse o adversário mais forte, certamente o placar teria sido diferente, mas o futebol não, esse seria o mesmo.

Destaque positivo
CALLERI. Achou o gol que deu a vitória, ou melhor, os três pontos. Estava merecendo, pois ao menos brigava para marcar durante seu jejum; DENIS. Se em jogos anteriores falhou, desta vez fez boas defesas e evitou o pior.

Destaque negativo
BAUZA. Tentou inventar e quase saiu com o placar ruim do campo. Improvisos e escolhas erradas; KARDEC. Entrou no segundo tempo, mas JURO, não era possível percebê-lo em campo; GANSO. Deu o passe do gol, tem feito gols, e tem jogado bem nos últimos jogos, mas levou o cartão propositalmente para não enfrentar seu ex-time.

Rafa Malagodi



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