Vencedor ele sempre será. Trabalhador também. Isso jamais ele perderá.
Mas o bem da verdade é que não dava mais pra ele.
Tinha a questão pessoal, da saúde. O treinador estava se desgastando
demais e seu problema de saúde é grave.
Mas a questão profissional pesou mais. Ele faz parte de um grande
grupo de treinadores ultrapassados, que não se atualizam e vivem de trabalhos
passados. Coloco na lista Felipão, Leão, Abel Braga. Luxemburgo outrora
entraria, mas depois de sofrer, o “pofesô” se atualizou.
Falando exclusivamente de Muricy Ramalho, ele perdeu o comando.
Abalado, parecia que não conseguia extrair mais nada dos jogadores. Suas
convicções também atrapalharam. Manter alguns jogadores como Ganso e Luis
Fabiano titulares e preterir jovens da base foi minando suas equipes, que não
demonstravam padrões táticos.
Ele tinha no elenco vários jogadores ruins é verdade, mas ele é quem
treina e escala, e até nisso os erros estavam acontecendo.
A diretoria amadora também tem relação direta com seus insucessos.
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| "Aqui teve trabalho" |
Eu sempre tive um pé atrás com Muricy desde os tempos de TRI-HEXA. Mas
suas conquistas foram me acalentando, porém, ainda continuava com minhas críticas.
Por exemplo suas improvisações. Souza, Ramalho, Jean, Hernanes, Arouca e tantos
outros sofreram com suas invenções.
Lembro de uma entrevista coletiva do treinador em 2006, após o 1º jogo
do BR. O São Paulo venceu por 1 a 0 (gol de Rogério, de pênalti) o Flamengo,
mas foi muito mal. Porém o treinador disse que não estava ali para dar
espetáculos, e se fosse aquele placar até o final o time seria campeão.
Realmente foi, mas com um futebol de resultados. Mas ele era também torcedor, e num ambiente em que muitos são tão "profissionais", e isso sempre deve contar pontos, claro.
Em 2013 Rogério Ceni alertou: “Telê já não existe mais. Autuori
acabamos de “matar”. Só restou Muricy”.
Mas hoje ele “morreu...” mas continuará um são paulino fanático
Rafa Malagodi

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