Foi sofrido. E bastante sofrido. Tricolor chega a semi final da Sulamericana
mesmo com a derrota no Equador. Time brasileiro chegou a ser proibido de
reconhecer o gramado e treinar. Jogo em São Paulo garantiu a classificação.
Árbitro apita o inicio, gol do Emelec. O gol equatoriano aos 20
segundos assustou os brasileiros. Isso era tudo o que não poderia acontecer. O
time da casa foi com todo pra cima. Pressionou, pressionou e pressionou. A
defesa tricolor tirava a bola como podia e se fechava na medida do possível.
O São Paulo não se encontrou no jogo. Não conseguia colocar a bola no
chão e tocar, sem espaços se livrava da bola com facilidade. Com mais de 25
min. a pressão dos mandantes era forte.
Aos 27 min. enfim o tricolor conseguiu ficar com a bola e trocou bons
passes. Num desses bons passes uma falta sofrida, e na cobrança P. Miranda
desviou e Kardec fuzilou pra empatar. Era o quarto gol consecutivo do jogador.
O gol era um alívio. Foi a primeira vez que o São Paulo conseguiu ir ao ataque,
ou melhor, colocar a bola no chão.
Após o gol, o São Paulo administrou melhor a partida, mas ainda seguia
pressionado.
Aos 39 min. um contra golpe mortal do tricolor e Ganso virou para os
brasileiros. Esse gol deixava o time em situação confortável, já que precisava
sofrer mais quatro para ser eliminado, e três para ir para as penalidades.
O time foi para o intervalo mais tranquilo com a situação momentânea.
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| Ganso marca. Gol deu mais tranquilidade, mas não dispensou a pressão sofrida. |
Começa o segundo tempo e a pressão foi ainda mais forte. Menos de 2
min. pênalti para os mandantes. 2 a 2. Sete minutos depois novo pênalti, e a
virada. A partir daí foi coração puro.
O Emelec foi com tudo para o ataque. Teve boas defesas de Rogério,
bola na trave, zaga tirando por cima, por baixo, e pura apreensão, pois um gol
ali levaria a partida para as penalidades.
O São Paulo tentava colocar a bola no chão, mas estava difícil. A
forte marcação e o desgaste físico era notório. O tricolor passou a jogar muito
na raça, na vontade. Ademilson e Osvaldo entraram para dar velocidade ao contra
ataque, mas nenhum foi aproveitado. Muricy ainda chegou a colocar Lucão para
auxiliar nas bolas aéreas.
O desgaste tricolor, pelo 7º jogo em 21 dias tem sido bastante
significante, mas o time tem tirado forças para suportar as pressões, e na base
de muita disposição, consegue chegar a mais uma semi final e agora terá pelo
menos 8 jogos (se chegar a final serão 10) de extrema dificuldade se ainda
quiser ser campeão (Brasileiro ou Sulamericano).
Destaque positivo
DISPOSIÇÃO. Mesmo com os
jogadores extremamente desgastados, o time se superou mais uma vez; ROGÉRIO CENI. Sofreu três gols, é
verdade, mas não teve culpa em nenhum deles e ainda salvou o time do pior.
Destaque negativo
VACILO. Nos dois jogos o
tricolor sofreu apagões que poderiam ter custado uma classificação; ÁLVARO PEREIRA. Raça. E só!
Rafa Malagodi

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