Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari.
O Criciúma veio
ao Morumbi sonhando repetir o feito de outro time catarinense, a Chapecoense,
há duas semanas. A ideia era se fechar na defesa, deixando o São Paulo ficar
com a posse de bola, esperando um erro para se lançar no contra-ataque. Foi
assim que o time de Chapecó venceu o Tricolor, por 1 a 0. A diferença é que o
Tigre não mostrou a mesma qualidade na hora de agredir o São Paulo. Só Silvinho
tentava alguma coisa. E sem nenhum brilho.
Com três
volantes (Denilson, Souza e Maicon), a ordem de Muricy era para que os laterais
jogassem como alas. Douglas e Alvaro Pereira tiveram uma liberdade que não
vinham tendo. Mas o Tricolor insistiu muito nas jogadas pelo centro, com Ganso,
Pato e Kardec ocupando todos uma faixa de uns 30 metros quadrados. Mesmo assim,
criou várias chances. Só Pato teve pelo menos três. Errou. E ouviu a torcida
gritar "Luis Fabiano" - o camisa 9 se recupera de lesão na coxa
direita e ainda não tem data para voltar.
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| Outra vez? SP perde pontos preciosos em casa. |
Mas o São Paulo
não jogava mal. Tinha mais posse de bola e criava uma chance atrás da outra. A
torcida, porém, demonstrava impaciência. E levou um susto quando Alvaro Pereira
se chocou com Bruno Lopes e caiu de cara no chão, desacordado. A ambulância
chegou a ser acionada. Mas o lateral, assim como fez na Copa do Mundo (em
jogada com Stearling, da Inglaterra), se recusou a sair de campo. Voltou e
acabou iniciando a jogada que culminou no gol de Kardec - desarmou, passou para
Souza, que deu para Ganso deixar o ex-palmeirense na cara do gol.
Com a vantagem,
o São Paulo recuou. O castigo veio aos 35, numa cobrança de falta da direita. A
bola alçada na área pegou Ceni de susto - no rebote do goleiro, Rodrigo Souza
marcou. O placar de 1 a 1 acabou sendo injusto para o São Paulo, que propôs o
jogo desde o início e teve várias chances para marcar. Mas caiu como uma luva
para o Criciúma.
“Impressionante como nosso treinador não dá um padrão tático ao
tricolor. Não à toa o time vem sofrendo contra times mais fracos, que se
fecham. O time parece não ter jogadas para furar a defesa, a não ser os
cruzamentos na área.”

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