Análise retirada do site globesporte.com
Sylvinho faz gol e
salva o primeiro tempo
O calor de 36ºC em Campinas prejudicou muito as
duas equipes no primeiro tempo. Não havia como exigir mais dos atletas, que
fizeram um jogo em ritmo lento. Pontepretanos e são-paulinos pouco criaram,
tanto que Roberto e Rogério Ceni não tiveram trabalho nos 45 minutos iniciais. O
São Paulo iniciou a partida com quatro novidades. Além dos estreantes Souza e
Pabón, o técnico Muricy Ramalho barrou Luis Ricardo para colocar Douglas na
lateral-direita, além de poupar Luis Fabiano, que havia disputado todas as
partidas da equipe na temporada. O colombiano ocupou a vaga de Fabuloso
e, nos 15 minutos iniciais, agradou bastante. Ele só não abriu o placar aos 13
porque César desviou chute que tinha endereço certo. Após Antônio Carlos desperdiçar
grande chance de cabeça, o São Paulo parou em campo. E a Ponte, mesmo que
timidamente, conseguiu equilibrar a partida. Sua marcação se estabilizou em
campo e o time, com a ajuda do rival, criou duas chances. Na primeira, após
falha de Souza, Diego Sacoman chutou com perigo. Na segunda, Silvinho
aproveitou rebatida errada de Rodrigo Caio, se livrou de Douglas e bateu
cruzado, sem chance para Ceni: 1 a 0 Macaca.
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| Pabón estreou, mais pouco pouco ajudar em nova derrota. |
Tricolor empata, e Macaca faz o segundo
em seguida
Os dois times voltaram para o segundo tempo sem
alterações. O São Paulo, em seu primeiro ataque, chegou ao empate aos 12, com
Rogério Ceni cobrando pênalti sofrido por Alvaro Pereira. No entanto, não houve
nem tempo para a equipe comemorar: dois minutos depois, Alemão aproveitou falha
de marcação de Luis Ricardo, que havia entrado na vaga de Douglas, e recolocou
a Macaca em vantagem ao fazer de cabeça. O Tricolor, desorganizadamente, foi à
frente e deixou espaços na defesa. Ademir, aos 19, exigiu bela defesa de Ceni.
No ataque, Ademilson e Osvaldo erravam tudo que tentavam, o que levava Muricy
Ramalho ao desespero no banco de reservas. Aos 21, o treinador resolveu mexer e
colocou Lucas Evangelista na vaga de Osvaldo. Nada mudou. Aos 33, Ewandro
entrou na vaga de Souza. Com quatro atacantes, o time partiu para o tudo ou
nada. A Ponte, bem posicionada defensivamente, buscava um contra-ataque para
matar o jogo. Rogério Ceni, aos 35, fez milagre em cabeçada de Alemão. O
São Paulo, apesar de contar com quatro atacantes, seguia perdido em campo.
Ganso não era notado no setor de armação, tanto que Pabón recuou um pouco para
tentar ajudá-lo. Nada dava certo. E a Ponte, com justiça, soube segurar a
vantagem até o final.

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