Análise retirada do site globoesporte.com por Felipe Zito.
O clássico colocou frente a frente dois
adversários que, independentemente da posição na tabela, precisavam de um
resultado positivo para recuperar o prestígio abalado por recentes tropeços.
Com o gramado molhado e o meio de campo congestionado, Santos e São Paulo
buscaram o jogo pelas laterais nos primeiros minutos. Aos oito, Luis Fabiano
teve ótima chance para abrir o marcador, ao completar cruzamento de primeira e
obrigar Aranha a fazer grande defesa. Depois de tentar chegar ao gol em chutes
de longa distância, com Willian José, Thiago Ribeiro e Cícero, o jovem Santos
de Claudinei Oliveira usou uma tática bastante trabalhada por Muricy Ramalho
para abrir vantagem: a bola parada. O Peixe se aproveitou da bagunçada defesa
tricolor para pressionar e conseguir abrir o marcador. Após três lances
idênticos, em cruzamentos de escanteio da esquerda, Edu Dracena ganhou de Paulo
Miranda e subiu sozinho para desviar de Ceni: 1 a 0. Em dois lances de
contra-ataques, ambos puxados por Thiago Ribeiro, o Peixe perdeu grande chance
de ampliar diante de um adversário praticamente entregue em campo. Aos 42,
Alison deu carrinho por trás em Douglas e acabou expulso pelo árbitro Ricardo
Marques Ribeiro. Com um a mais em campo, o Tricolor fez nos minutos finais o
que pouco havia conseguido: criar jogadas ofensivas. Mas a bola não queria
entrar. Após chute de Rodrigo Caio e rebote de Aranha, Douglas, livre na
pequena área e com o gol vazio, entrou para o Inacreditável Futebol Clube ao
mandar por cima.
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| Tricolor vacila na defesa, joga mal e perde mais uma. |
Com um jogador a menos, o Santos voltou para o
segundo tempo com postura mais defensiva. Formando duas linhas de quatro na
defesa, o Alvinegro até deu campo para o São Paulo sair mais para o jogo, mas,
com uma marcação eficiente na dupla Jadson e Ganso, praticamente não sofreu
perigo. E conseguiu ser mortal nos contra-ataques. Apostando na velocidade de
Cicinho pela direita, o Peixe ampliou o marcador aos 14 minutos. O lateral
avançou nas costas de Reinaldo e cruzou para Thiago Ribeiro, que deu toque de
categoria de primeira, com força suficiente para tirar de Rogério Ceni: 2 a 0. Atrás
no marcador e precisando vencer para não se reaproximar da degola, Muricy
tentou mexer na estrutura da equipe. De uma vez só, sacou Osvaldo, que não
marca desde fevereiro, e Edson Silva para as entradas de Lucas Evangelista e
Aloísio, respectivamente. Mas a alteração não fez com que os meias conseguissem
entrar na partida e levassem perigo ao bem postado sistema defensivo alvinegro.
Sem sofrer pressão, o Santos controlou bem o clássico e deu seu último golpe
nos minutos finais. Novamente com Cicinho pela direita. A ala foi até a linha
de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Léo apareceu como centroavante
entre os defensores e desviou para o fundo do gol. Festa na Vila, gritos de
"olé" e vitória com V maiúsculo para o currículo de Claudinei
Oliveira.

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