Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
Tricolor faz gol polêmico; Paulo Baier empata
Desde o primeiro minuto de jogo, o São Paulo
mostrou uma postura diferente. O time acuado, temeroso de se expor dos últimos
jogos, deu lugar a uma equipe vibrante e empenhada em encerrar a crise. Nem o
susto em chute perigoso chute de João Paulo logo no início esfriou o Tricolor,
empurrado pela boa presença da torcida no Morumbi. A ausência de Luis Fabiano,
vetado de última hora por causa de dores nas costas, foi benéfica para o
ataque. Com Aloísio e Osvaldo na frente, auxiliados por Jadson e Lucas
Evangelista, o time ganhou mobilidade para abrir a defesa rival e ensaiar uma
leve pressão. A crise, porém, impede até que o gol saia de forma natural. Aos
17, Rodrigo Caio desviou de cabeça uma cobrança de falta de Jadson, acertando o
canto esquerdo baixo de Weverton. Aloísio chegou para desviar, não alcançou a
bola, mas o assistente Fábio Pereira ergueu a bandeira marcando impedimento. No
entanto, depois de sofrer pressão dos dois times, o árbitro Anderson Daronco
validou o lance. A desvantagem fez o Atlético-PR acordar e expor falhas na
defesa são-paulina. A começar por Rogério Ceni, que errou uma antecipação de
bola e permitiu que Dellatorre acertasse o travessão. A igualdade veio aos 37
em uma jogada infantil de Rafael Toloi. O zagueiro deu um carrinho
desnecessário na área e derrubou Marcelo. Paulo Baier soltou a bomba na
cobrança do pênalti, o goleiro chegou a desviar, mas a bola entrou.
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| São Paulo não aproveitou as chances e só empatou em casa. |
A necessidade de recuperar a vantagem atrapalhou
novamente o São Paulo. O time voltou para o segundo tempo com o mesmo ímpeto,
apoiado pelos torcedores, mas se afobou. Aloísio e Osvaldo não se entenderam,
correram mais que a bola e quase não foram produtivos. Para assustar, Fabrício
errou uma saída de bola que Marcelo chutou com perigo à direita de Ceni. Paulo
Autuori tentou conter o desespero do time com mais cadência no meio de campo.
Ganso entrou na vaga de Fabrício, mas, ao contrário dos dois últimos jogos,
nada fez. A segunda tentativa foi com Ademilson na vaga de Jadson, o único com
poder de criação. A troca piorou a exibição e passou a irritar parte dos
torcedores. O Atlético-PR optou por não arriscar. Quando tentou sair, abriu a
defesa e quase foi surpreendido por um adversário que pouco construiu na etapa
final. Rogério Ceni fez boa defesa em falta batida por Elias, mas, no
contra-ataque, Léo quase marcou contra após cruzamento rasteiro de Ademilson. Os
minutos finais foram de desespero no campo e nas arquibancadas. O São Paulo
errou tudo que tentou no ataque e na defesa. Por sorte, Ederson parou em Ceni
na maior chance do segundo tempo. Bom resultado para os paranaenses, colados
nos líderes e vendo o Tricolor cada vez mais distante na classificação.
“Realmente
a fase não é boa. Vamos precisar de muito futebol e mais sorte pra sair desta
inédita situação”

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