Quando os dirigentes fecharam o acordo dos jogos amistosos do São Paulo
na Europa (e no Japão), sem dúvida não imaginaram que o clube estaria vivendo
seu “inferno astral”. Os jogos disputados na Alemanha (Copa Audi), Portugal
(Eusébio CUP) e Japão (Copa Suruga, vencedor da Sul-americana) poderiam ter feito
boa imagem lá fora e ainda ter trazido bons ensinamentos, não fosse o
desempenho do time na competição nacional, somado aos problemas de bastidores.
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| Derrota esperada para Bayern (2 x 0) |
Com quatro jogos e três derrotas (venceu apenas o Benfica, em Portugal
por 2 x 0), a bagagem tricolor teve grandes problemas. É verdade que a
lamentável série negativa (e histórica) de 14 jogos sem vitórias foi quebrada
na única vitória da Eusébio CUP, mas esse tipo de jogo não traz parâmetro algum.
O principal problema enfrentado, e que ainda poderá trazer sérios danos foi à
quantidade de jogos e viagens em curtíssimo espaço de tempo. O time chegou a
jogar duas vezes em menos de 24H.
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| Milan "mais fraco" outro revés. 1 x 0 |
Por serem amistosos, foi à chance pra muitos jogadores sem espaço
aparecerem, mas nem assim foi o suficiente para melhorar a média positiva. O
tricolor chega de viagem na sexta feira (09/08) e já no domingo tem jogo diante
da Portuguesa, na luta contra a zona da degola. Aumentando então as chances do
desgaste físico ser ainda pior. Pensando nisso, após a vitória diante do
Benfica, o treinador mandou de volta cinco atletas, para se condicionarem
melhor para a volta do Brasileirão.
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| Única vitória e taça. Pouco, muito pouco |
Não consegui assistir aos jogos, apenas melhores momentos, e apesar do
time ter sido drasticamente modificado em alguns jogos, é possível notar que
ainda falta um pouco de conjunto ao time. A equipe parece um pouco
desorganizada, sem poder ofensivo. E ainda contou com falta de sorte em pelo
menos dois jogos. Diante do Kashima Antlers-JAP, pela Copa Suruga, o gol
sofrido nos últimos segundos foi uma prova disso.
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| Do outro lado do mundo 3x2 |
A expectativa é que o time possa mesmo ter tido esses dias de mais
proximidade e convívio, e que esses fatores possam ajudar para a sequência do
BR-13.
Caso contrario, a ferida exposta no fim do ano será incurável.
Rafa Malagodi




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