7 de agosto de 2013

Excursão fora de hora



Quando os dirigentes fecharam o acordo dos jogos amistosos do São Paulo na Europa (e no Japão), sem dúvida não imaginaram que o clube estaria vivendo seu “inferno astral”. Os jogos disputados na Alemanha (Copa Audi), Portugal (Eusébio CUP) e Japão (Copa Suruga, vencedor da Sul-americana) poderiam ter feito boa imagem lá fora e ainda ter trazido bons ensinamentos, não fosse o desempenho do time na competição nacional, somado aos problemas de bastidores.
Derrota esperada para Bayern (2 x 0)
Com quatro jogos e três derrotas (venceu apenas o Benfica, em Portugal por 2 x 0), a bagagem tricolor teve grandes problemas. É verdade que a lamentável série negativa (e histórica) de 14 jogos sem vitórias foi quebrada na única vitória da Eusébio CUP, mas esse tipo de jogo não traz parâmetro algum. O principal problema enfrentado, e que ainda poderá trazer sérios danos foi à quantidade de jogos e viagens em curtíssimo espaço de tempo. O time chegou a jogar duas vezes em menos de 24H. 

Milan "mais fraco" outro revés. 1 x 0
Por serem amistosos, foi à chance pra muitos jogadores sem espaço aparecerem, mas nem assim foi o suficiente para melhorar a média positiva. O tricolor chega de viagem na sexta feira (09/08) e já no domingo tem jogo diante da Portuguesa, na luta contra a zona da degola. Aumentando então as chances do desgaste físico ser ainda pior. Pensando nisso, após a vitória diante do Benfica, o treinador mandou de volta cinco atletas, para se condicionarem melhor para a volta do Brasileirão.

Única vitória e taça. Pouco, muito pouco
Não consegui assistir aos jogos, apenas melhores momentos, e apesar do time ter sido drasticamente modificado em alguns jogos, é possível notar que ainda falta um pouco de conjunto ao time. A equipe parece um pouco desorganizada, sem poder ofensivo. E ainda contou com falta de sorte em pelo menos dois jogos. Diante do Kashima Antlers-JAP, pela Copa Suruga, o gol sofrido nos últimos segundos foi uma prova disso.

Do outro lado do mundo 3x2
A expectativa é que o time possa mesmo ter tido esses dias de mais proximidade e convívio, e que esses fatores possam ajudar para a sequência do BR-13. 
Caso contrario, a ferida exposta no fim do ano será incurável.





Rafa Malagodi

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