23 de março de 2013

São Paulo 2 x 0 Bragantino (paulista 2013, por globoesporte.com)

 
Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
 
Bragantino assusta, mas São Paulo marca
A estratégia que funcionou contra o São Bernardo, na quarta-feira, trouxe problemas para o São Paulo no início da partida diante do Bragantino. Ney Franco optou novamente por um setor de marcação mais técnico, com Denilson e Maicon como volantes, e sobrecarregou a defesa. Desta vez, o time jogou menos, mas conseguiu uma vantagem mais tranquila no placar. O Bragantino foi melhor nos primeiros minutos. A velocidade dos alas fez a equipe do interior controlar a partida e impedir que o Tricolor deixasse a defesa. Carlinhos, em falha de posicionamento da zaga rival, quase fez de cabeça. Diego Macedo e Léo Jaime exigiram boas defesas de Rogério Ceni. O São Paulo, aos poucos, conseguiu se acertar e procurar mais o ataque. Com os laterais presos na defesa, Maicon teve liberdade para se aproximar dos armadores. No entanto, o time voltou a apresentar um de seus maiores problemas na temporada: os passes errados. Com tantas falhas, principalmente perto da área adversária, o primeiro chute a gol veio apenas aos 20 minutos. Em busca de espaço no elenco, Wallyson ganhou pontos com Ney Franco ao ser o mais lúcido do setor ofensivo. Aberto pelo lado direito e muito voluntarioso, o ex-cruzeirense ganhou praticamente todas as jogadas de seus marcadores e abriu espaço para o gol sair, aos 30. Após passe rasteiro dele, Preto tentou impedir que a bola chegasse a Ganso e fez contra. Pela direita começou também a jogada do segundo gol que deixou o São Paulo muito próximo da vitória. Wallyson disparou em contra-ataque e tocou para Jadson. Com um passe preciso por trás da defesa, o meio-campista colocou Luis Fabiano em condições de chutar forte na área e vencer o goleiro.
 
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Vitória tranquila
O São Paulo voltou para o segundo tempo disposto a ampliar a vantagem e resolver a partida. Isso poderia ter acontecido logo aos dois minutos se não fosse o goleiro adversário. Carleto roubou a bola pela esquerda e cruzou. Luis Fabiano apareceu na pequena área e cabeceou. Defendi afastou com a ajuda da trave. A resposta foi imediata. Preto carimbou o travessão. Com o Bragantino mais avançado, o Tricolor teve liberdade para criar. Ney Franco também liberou os laterais para encostarem no ataque e aumentou o poder ofensivo. O terceiro gol quase saiu assim. Ganso recebeu de Luis Fabiano e cruzou para Carleto chutar e o goleiro afastar mais uma vez. Com o placar favorável, o treinador são-paulino optou por fazer testes. Cañete entrou para atuar pelo lado direito do ataque, fazendo o time voltar ao esquema 4-2-3-1. Jadson e Ganso passaram a trocar constantemente de posição pelo centro e pela esquerda. O Tricolor, contudo, diminuiu o ritmo com o passar do tempo e administrou o placar. Aloísio ainda entrou para dar velocidade ao ataque, mas a vitória por 2 a 0 estava de bom tamanho para um time que joga o Paulistão com a cabeça nas decisões que fará na Libertadores.

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