Análise retirada do site
globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
Bragantino
assusta, mas São Paulo marca
A estratégia que
funcionou contra o São Bernardo, na quarta-feira, trouxe problemas para o São
Paulo no início da partida diante do Bragantino. Ney Franco optou novamente por
um setor de marcação mais técnico, com Denilson e Maicon como volantes, e sobrecarregou
a defesa. Desta vez, o time jogou menos, mas conseguiu uma vantagem mais
tranquila no placar. O Bragantino foi melhor nos primeiros minutos. A
velocidade dos alas fez a equipe do interior controlar a partida e impedir que
o Tricolor deixasse a defesa. Carlinhos, em falha de posicionamento da zaga
rival, quase fez de cabeça. Diego Macedo e Léo Jaime exigiram boas defesas de
Rogério Ceni. O São Paulo, aos poucos, conseguiu se acertar e procurar mais o
ataque. Com os laterais presos na defesa, Maicon teve liberdade para se
aproximar dos armadores. No entanto, o time voltou a apresentar um de seus
maiores problemas na temporada: os passes errados. Com tantas falhas,
principalmente perto da área adversária, o primeiro chute a gol veio apenas aos
20 minutos. Em busca de espaço no elenco, Wallyson ganhou pontos com Ney Franco
ao ser o mais lúcido do setor ofensivo. Aberto pelo lado direito e muito
voluntarioso, o ex-cruzeirense ganhou praticamente todas as jogadas de seus
marcadores e abriu espaço para o gol sair, aos 30. Após passe rasteiro dele,
Preto tentou impedir que a bola chegasse a Ganso e fez contra. Pela direita
começou também a jogada do segundo gol que deixou o São Paulo muito próximo da
vitória. Wallyson disparou em contra-ataque e tocou para Jadson. Com um passe
preciso por trás da defesa, o meio-campista colocou Luis Fabiano em condições
de chutar forte na área e vencer o goleiro.
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| Chateado ainda, LF9 pouco festeja seu gol. SPFC ainda líder |
Vitória
tranquila
O São Paulo
voltou para o segundo tempo disposto a ampliar a vantagem e resolver a partida.
Isso poderia ter acontecido logo aos dois minutos se não fosse o goleiro
adversário. Carleto roubou a bola pela esquerda e cruzou. Luis Fabiano apareceu
na pequena área e cabeceou. Defendi afastou com a ajuda da trave. A resposta
foi imediata. Preto carimbou o travessão. Com o Bragantino mais avançado, o
Tricolor teve liberdade para criar. Ney Franco também liberou os laterais para
encostarem no ataque e aumentou o poder ofensivo. O terceiro gol quase saiu
assim. Ganso recebeu de Luis Fabiano e cruzou para Carleto chutar e o goleiro
afastar mais uma vez. Com o placar favorável, o treinador são-paulino optou por
fazer testes. Cañete entrou para atuar pelo lado direito do ataque, fazendo o
time voltar ao esquema 4-2-3-1. Jadson e Ganso passaram a trocar constantemente
de posição pelo centro e pela esquerda. O Tricolor, contudo, diminuiu o ritmo
com o passar do tempo e administrou o placar. Aloísio ainda entrou para dar
velocidade ao ataque, mas a vitória por 2 a 0 estava de bom tamanho para um
time que joga o Paulistão com a cabeça nas decisões que fará na Libertadores.

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