Análise
retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
Jadson
tira o São Paulo do sufoco
O início da partida foi atrasado em aproximadamente sete minutos por causa de uma confusão nos uniformes. O Arsenal subiu ao gramado de calção branco, mesma cor do São Paulo. Como os argentinos não tinham outro em uma tonalidade diferente, os tricolores desceram aos vestiários para colocar um escuro. Enquanto os visitantes batiam bola e os brasileiros se vestiam, os hinos de cada país foram executados. Quase ninguém ouviu. Quando a bola rolou, o São Paulo voltou a apresentar erros defensivos que resultaram em alguns sustos na torcida e em broncas de Rogério Ceni, desesperado com o posicionamento errado. Logo no primeiro minuto, Furch apareceu nas costas de Douglas na área e chutou cruzado, bem perto da trave esquerda. Pelo alto, principalmente em cobranças de escanteio, Lúcio e Rafael Toloi também tiveram problemas. Assim como aconteceu contra o Strongest, na semana passada, o ataque mostrou pouca inspiração diante de um rival bastante fechado. Jadson, único homem encarregado de criar, foi muito marcado e não conseguiu abrir espaços para o trio ofensivo. Ceni, de falta, teve a primeira boa chance, somente aos 18 minutos, mas parou em Campestrini. A sorte também parecia não acompanhar o Tricolor quando as oportunidades apareceram mais claramente. Aloísio carimbou a trave ao ganhar da defesa pelo alto e chutar de primeira. Já perto do fim da etapa inicial, Osvaldo soltou uma bomba de fora da área e acertou o outro poste argentino. Em seguida, quase um castigo. Livre na área, Furch apareceu de frente para Ceni, mas perdeu gol incrível ao chutar por cima. O alívio veio apenas aos 47 minutos. Em contra-ataque pela direita, Aloísio foi à linha de fundo e tocou de calcanhar para trás. Jadson recebeu e bateu forte, com desvio no travessão, e colocou o São Paulo em vantagem.
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| Sem vencer, tricolor liga o sinal de alerta na competição. |
Vermelho
para o Fabuloso
A vantagem
são-paulina durou muito pouco no segundo tempo. Exatamente três minutos. A
defesa, ainda bastante exposta, voltou a enfrentar dificuldades para combater o
ataque adversário. O empate veio em um lance polêmico. Após cruzamento pelo
lado direito, a bola tocou no braço de Cortez, e o árbitro Wilmar Roldán marcou
pênalti. Benedetto, que acabara de entrar, chutou forte no canto direito. Rogério
nem esboçou reação para tentar a defesa. Os são-paulinos passaram toda a
segunda etapa reclamando com o juiz a penalidade. Ney Franco repetiu logo em
seguida o que fez contra os bolivianos: trocou um volante (Fabrício) pelo meia
Paulo Henrique Ganso. A mudança, contudo, não surtiu efeito rapidamente. Os
argentinos amarraram a partida, seguraram a bola no campo ofensivo e impediram
que o Tricolor sufocasse. A equipe tricolor só acordou do choque depois dos 20
minutos e, mesmo assim, sem apresentar grande evolução. A dupla Ganso e Jadson
apareceu em um lance que levou o torcedor ao desespero. Ao tabelar com Paulo
Henrique, o baixinho recebeu na área e chutou dividiu com o goleiro. A bola,
caprichosamente, caiu rente ao travessão, sobre a rede.
A pressão com pouca organização tática aumentou com o passar do tempo. Entre os pedidos de “raça” e os incentivos vindos das arquibancadas, o segundo gol esteve novamente muito perto dos pés de Jadson. Ao receber pelo meio, ele girou e chutou forte. De novo, a trave estava no caminho. Os minutos finais foram de sufoco e descontrole. Depois sacar Aloísio e colocar Maicon, Ney Franco tirou Wellington para a entrada de Cañete. O nervosismo e a pressa em impedir o resultado ruim pesaram negativamente para um time que precisará fazer fora de casa aquilo que não conseguiu diante de sua torcida. Agora, com ainda mais pressão e sem Luis Fabiano, que cumprirá suspensão na próxima rodada.
A pressão com pouca organização tática aumentou com o passar do tempo. Entre os pedidos de “raça” e os incentivos vindos das arquibancadas, o segundo gol esteve novamente muito perto dos pés de Jadson. Ao receber pelo meio, ele girou e chutou forte. De novo, a trave estava no caminho. Os minutos finais foram de sufoco e descontrole. Depois sacar Aloísio e colocar Maicon, Ney Franco tirou Wellington para a entrada de Cañete. O nervosismo e a pressa em impedir o resultado ruim pesaram negativamente para um time que precisará fazer fora de casa aquilo que não conseguiu diante de sua torcida. Agora, com ainda mais pressão e sem Luis Fabiano, que cumprirá suspensão na próxima rodada.
“Tem noite que as coisas não dão certo, e
hoje parecia uma delas. Agora, o arbitragem fraca hein, e pior ainda é ouvir
Mario Sérgio comentando o jogo e Carlos Eugênio Simon comentando a
arbitragem.... Meu Deus!!!”

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