15 de março de 2013

Arsenal/ARG 2 x 1 São Paulo (libertadores 2013)

São Paulo não repetiu o time, o bom futebol e os gols. A repetição foi apenas da má atuação na competição sul-americana.
 
Ney Franco sabendo do problema que teria com a derrota, escalou um time com três zagueiros e dois volantes, e a tendência seria que o time ficar mais resguardado e seguro. Ledo engano. O São Paulo (e os são-paulinos) passou sufoco nos primeiros minutos de partida. Os defensores pareciam perdidos e por duas vezes uma furada de bola na área quase resultou no gol argentino.
O tricolor até conseguiu assustar também, mas o goleiro Campestrine seria novamente o nome do jogo. Jadson não estava bem na noite de ontem, e isso foi fundamental para o tricolor não criar boas chances. O time até conseguiu igualar um pouco a partida e trocar bons passes, mas não conseguia entrar na área adversária e com isso chutou algumas bolas de fora da área, todas longe do gol.
Com o fim do primeiro tempo sem gols, a coisa não estava tão ruim para os brasileiros. Não estava.
 
Na segunda etapa o tricolor parecia que tinha encontrado uma forma de jogar, e não levava tanto perigo do Arsenal, mas logo no início Ney Franco resolveu mexer na equipe, e colocou Ganso e Maicon, tirando Lúcio e Douglas. Com os novos jogadores o tricolor voltaria a jogar com dois zagueiros, num esquema mais habitual.
Complicou. São Paulo repete mal resultado na competição.
Apesar das alterações, o São Paulo seguiu sem criar muito, o time tocava a bola sem objetividade. E quando conseguiu chegar até a área, novamente Campestrine estava na meta argentina. Parou Osvaldo e Jadson num chute a queima roupa. Depois disso o tricolor teve um banho de água fria. Em bola reboteada na área, Rogério ceni até evitou no primeiro lance, mas na sequência gol do Arsenal aos 20 min. Detalhe do lance era que o tricolor estava perdendo a segunda bola em quase todos os escanteios. 
Ney Franco preparava nova mudança, Wallyson entraria pra abrir o time, mas enquanto passava instruções o tricolor ligou rápido contra ataque e Osvaldo rolou pra Aloísio, que precisou tentar duas vezes até marcar de cabeça. O gol saiu 6 minutos depois de ter sofrido o revés, com isso, Ney pediu para Wallyson esperar mais um pouco. Creio que errou nesse aspecto, pois o São Paulo ainda necessitava de uma vitória.
A partir daí o tricolor seguiu vivo, e buscou por diversas vezes chegar a virada, mas contou com um pouco de falta de sorte e um pouco mais de vontade na partida. Lá atrás Ceni seguia segurando o que podia.
Faltando pouco tempo para o apito final, o tricolor teve uma chance de ouro na partida, Osvaldo arrancou em velocidade, mas cruzou mal para Aloísio, que teve que dividir com o zagueiro e o goleiro, e quando a bola estava entrando o zagueiro se recuperou e tirou. A bola de Osvaldo teria que ter sido tocada à frente do centroavante, não para trás. Poucos minutos depois, em bola cruzada na área, o São Paulo cortou mal e num chute forte o Arsenal marcou novamente.
Somente após o gol Ney Franco chamou novamente Wallyson, que já sem tempo não conseguiu contribuir na partida.
Com a derrota, o tricolor terá uma missão complicadíssima, pois terá que vencer na altitude de La paz, e depois vencer o melhor da competição, o Atlético/MG.
 
O tricolor segue em segundo do grupo, mais agora terá que brigar fortemente pela vaga, e ainda corre um sério risco de terminar a competição eliminado em último do grupo.
 
Destaque positivo
Aloísio. Brigou, muitas vezes isolado no ataque, marcou o gol de empate e teve a chance de virar a partida, mas no lance, a trombada com o goleiro não deixou o centroavante concluir em gol; Rodrigo Caio. Foi bem nos desarmes. Apesar de cometer algumas faltas. Vem tendo boa evolução; Rogério Ceni. Fez ótimas defesas a queima roupa. Não teve culpa nos gols.
 
Destaque negativo
Lúcio. Estava perdido com três zagueiros e ao ser substituído, saiu do banco e foi direto pro vestiário.  Odeio essas atitudes, jogador tem obrigação de ficar no banco!!!; Ney Franco. Foi mal. Escalou um time sem objetividade, e que não deu a segurança que pensou que teria. APESAR DISSO, NÃO TEM QUE SER MANDADO EMBORA.

Rafa Malagodi
 

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