Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
A todo vapor
O técnico Ney Franco, do São Paulo, abriu mão de
segurança no meio de campo, e deixou Wellington no banco para escalar um trio
de meias: Jadson, Maicon e Ganso. Sem o seu “cão de guarda”, a retaguarda
tricolor ficou exposta. Não foram raras as vezes em que os zagueiros Lúcio e
Toloi tiveram de sair da área para tentar matar jogadas nas laterais - falha
típica de defesas que não têm cobertura. Esse problema, porém, só ficou
evidente depois dos 25 minutos. Antes, o jogo parecia sob o controle do São
Paulo. Com Osvaldo inspirado, o time do Morumbi não demorou a abrir o placar.
Aos 13, o rápido atacante desceu pela esquerda em velocidade. Deixou três
marcadores para trás, invadiu a área e rolou para Luis Fabiano, que só teve o
trabalho de empurrar para o gol. Dava a impressão que o Tricolor teria vida
tranquila no Anacleto Campanella. Ficou mesmo só na impressão. O São Caetano
também apostou em velocidade. Se pelo lado são-paulino Osvaldo era o
responsável por levar perigo, no Azulão, Jobson infernizava a zaga adversária:
Lúcio que o diga. Aos 24 minutos, o atacante desceu pela esquerda, deixou
zagueiro pentacampeão para trás com facilidade e rolou para Danielzinho chutar
no canto direito de Rogério Ceni. Atordoado, o São Paulo levou mais um no
minuto seguinte, num lance que evidenciou a pane do seu setor defensivo: a bola
foi esticada da lateral direita, ainda no campo de defesa do São Caetano.
Jobson, sozinho, entrou pelo meio e só empurrou na saída de Ceni. Lúcio estava
na intermediária e não conseguiu alcançar. Toloi, na esquerda, só pôde olhar o
lance. Em desvantagem, o Tricolor tentou sair para o abafa, mas sem muita
coordenação. Ganso começou aceso e depois sumiu. Jadson, deslocado para o lado
direito, não fez muita coisa. O gol de empate, aos 45, saiu mais por sorte dos
são-paulinos: Maicon arriscou o chute, a bola desviou na zaga e encobriu o
goleiro Fábio.
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| Psiu! LF9 marca duas vezes e encerra jejum de gols. |
Luis Fabiano garante o bicho
O ritmo do segundo tempo foi bem mais lento.
Preocupado com os problemas na defesa, Ney Franco tirou Maicon e colocou
Wellington. Com o volante à frente, a zaga tricolor deixou de passar tantos
apuros. Além disso, o São Caetano não teve fôlego para manter a correria da
etapa inicial. Com o sistema de defesa recomposto, o Tricolor ganhou
tranquilidade para trocar passes e construir jogadas. No entanto, faltou
ímpeto. Lento, o time demorava a chegar ao ataque. Osvaldo não tinha com quem
tabelar, já que Cortez, que costuma chegar à frente para apoiar o ataque pelo
lado esquerdo, foi sacado para a entrada de Carleto, que não chega tanto. Coube,
então, a Luis Fabiano quebrar a monotonia. Aos 27 minutos, ele tentou tabelar
com Douglas, perdeu a bola, mas conseguiu recuperar, romper a defesa, bem a seu
estilo, e chutar rasteiro, de pé direito, colocando o São Paulo à frente mais
uma vez. O São Caetano sentiu o baque e pareceu ter desistido do jogo, pois
sequer esboçou reação. Tranquilo em campo, o Tricolor ainda teve tempo de
marcar mais um, já aos 47 minutos. Aloísio, que havia entrado no lugar de
Ganso, completou de cabeça cruzamento de Carleto.
“Pra mim, o Ganso mais uma vez mostrou que não aproveitou a
oportunidade que foi dada. Como é que o técnico vai dar sequência pro cara, se
ele parece mal fisicamente e tecnicamente? Assim fica difícil...”

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