Logo após Ney Franco confirmar presença de Ganso nos titulares para o
clássico, os comentários ao longo dos dias foram de como o jogador se portaria
diante da pressão da torcida santista. E a pressão foi grande.
Ney Franco escalou o tricolor com um time diferente do convencional,
mas da maneira que muita gente gosta. E assim como o treinador, a torcida foi
pega de surpresa com o corte de Rogério Ceni, após sentir dores no ombro
esquerdo. O inicio do jogo foi das equipes se estudando, trocando passes mais
sem se arriscar. O tricolor parecia melhor, pois conseguia tocar mais a bola em
seu campo de ataque, mas também não finalizava.
Com 13 mim. Ney Franco resolveu mudar seu posicionamento e colocou
Jadson aberto na direita e Osvaldo na esquerda. Ganso era responsável pela
armação. O São Paulo teve a primeira
chance de marcar, e foi com Luis Fabiano, mas o centroavante mandou pra fora.
Eu creio que esse gol poderia ter mudado o resultado final da partida, pois o
São Paulo estava bem na partida. Mas bola pra frente.
O Santos igualou o jogo e também teve uma oportunidade de marcar, mas
Dênis foi seguro na bola. O jogo estava bom de assistir, mas não tinha tantas
chances de gols. Ganso era bem marcado e não conseguiu desenvolver boas
jogadas. Luis Fabiano parecia muito
isolado, e quando pegou na bola, parecia estar brigando para se manter em pé,
estava com dificuldades. E foi num lance seu que o Santos armou contra ataque,
e após deixarem Neymar sozinho, o craque deu passe que abriu o placar do jogo.
Antes do apito final, o tricolor conseguiu empatar, porém a assistente
errou ao dar impedimento de Luis Fabiano. Novamente um lance capital da
partida.
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| Hostilizado por torcedores, Ganso foi discreto em campo. |
Na volta do intervalo, os tricolores pareciam irritados com a assistente
por ter marcado a infração, certamente os jogadores viram o lance na TV, no vestiário.
A irritação pareceu ter passado um pouco para o campo, pois os minutos
iniciais os jogadores pareciam atordoados, e ficaram ainda mais depois que
infantilmente, o fraquíssimo Paulo Miranda deu um carrinho em Neymar, dentro da
área. 2 a 0 Santos.
As coisas ficaram mais difíceis, porém o tricolor passou a ter mais
posse de bola novamente e buscava diminuir. Tentava, tentava, mas não conseguia
furar o bloqueio santista. Se na bola rolando foi difícil, o jeito foi com a
bola parada, e Jadson de falta marcou um golaço, diminuindo. O São Paulo melhor
na partida, tentou se aproveitar do momento, e Cañete e Douglas entraram. O
lateral no entanto, esteve com extrema dificuldade de passar uma bola com
precisão, isso quando não segurava a bola em demasia. Já o argentino era quem
mais atormentava a defesa santista, fazendo o goleiro Rafael trabalhar.
Novamente esse momento melhor do tricolor não foi aproveitado e depois
Douglas segurar a bola e perde-la, a defesa ficou com três jogadores contra
quatro santista, mas conseguiu colocar para escanteio. Na cobrança rápida, o
Santos marcou novamente. O gol foi um banho de água fria no tricolor.
Olhando pela TV, foi possível ver que o São Paulo não tinha mais força
para buscar nenhum gol e nem a entrada de Aloísio no lugar do apagado P. H.
Ganso mudou isso. Mais pro final da partida, alguns jogadores tentavam decidir
sozinhos e isso pouco ajudou para o resultado final.
A derrota do tricolor foi a primeira de Ney Franco em clássicos, mas
nesse campeonato com fraco índice técnico, fará pouca diferença. A lição para
os próximos jogos deve ser de aproveitar mais as chances quando se esta melhor
na partida.
Destaque positivo
Lúcio. Mesmo tomando três
gols, o zagueiro/capitão ganhou diversas
divididas, inclusive de Neymar. Tudo por conta da sua seriedade. Exemplo para
os demais; Jadson tem mais destaque
pelo gol marcado. Quando o São Paulo esteve melhor na partida, foi um dos
responsáveis por fazer o jogo rodar; Cañete
entrou bem e deu muita opção ao ataque. Quase marcou o seu.
Destaque negativo
Wellington. É um caso a se
estudar a quantidade de passes errados que da em campo. Tomou bronca de Lúcio,
mas nem assim aprendeu; Paulo Miranda.
Deve ter pesadelo com Neymar. No ano passado, pelo mesmo campeonato foi
humilhado pelo santista; Douglas
entrou, prendeu a bola e pouco fez.
Rafa Malagodi

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