Depois de longos três anos o tricolor volta a disputar uma partida de
libertadores. Por enquanto “pré-libertadores”, mas depois da partida disputada,
podemos dizer que o grupo 3 nos espera.
Ney Franco surpreendeu algumas pessoas ao escalar no último
treinamento Aloísio na vaga de Ganso. Na cabeça do treinador, com mais um
atacante, o São Paulo ficaria mais ofensivo, e como necessitava de um placar
elástico (a volta será na altitude de La Paz/BOL.), optou pelo 4-3-3.
Com o decorrer do jogo, foi possível perceber que a escolha do
treinador surtiria efeito. Com Luis Fabiano centralizado, os outros atacantes
tinham as beiradas do campo para criarem, e Jadson era o armador responsável da
equipe. O resultado começou a dar certo logo aos 7 min. quando Jadson achou
Osvaldo na esquerda, que emendou um bom chute, a bola inda bateu na trave antes
de dormir na rede.
Na sequência ao gol tricolor, o time boliviano saiu de sua defesa e se
jogou ao ataque, exigindo que Ceni fizesse boa defesa em uma, e na outra um
voleio pra fora. Essas, seriam as únicas chances do Bolivar. Logo em seguida, o
tricolor tomou as rédeas da partida e voltou a ditar o ritmo. Não demorou muito
e com 20 min. o São Paulo faria 2 a 0. Jadson deu longo passe para Aloísio, que
depois do drible deixou o gol feito para L. Fabiano marcar.
O São Paulo seguiu pressionando, mas não encontrava espaços. Alguns
chutes de longa distância foram arriscados, mas as jogadas saiam mesmo era
pelas beiradas, ou então dos passes açucarados do camisa 10 tricolor. Com o
jogo controlado, o zagueiro Lúcio arriscou algumas das suas principais
características, sair jogando em direção ao gol.
Já no fim da partida, o tricolor martelou e pregou mais um tento, e
novamente com Luis Fabiano, pegando rebote do goleiro.
3 a 0 na primeira etapa estava no caminho certo, mas o tricolor queria
mais.
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| "5" LF9 marca dois e tricolor goleia no primeiro jogo. |
No segundo tempo a tônica do jogo era a mesma, um time atacava, São Paulo,
e o outro defendia, Bolivar. Assim como na primeira etapa, o tricolor seguia
tendo chances e quase ampliou o marcador com Osvaldo, mas a bola saiu pra fora.
Cinco minutos depois, aos 13, Osvaldo retribuiu o passe e achou Jadson, na cara
do gol pra guardar o quarto gol da noite.
A torcida era só festa, pois o resultado estava aparecendo, e possivelmente
Ney Franco gostava do que estava vendo. Denílson e Wellington davam segurança a
defesa pouco exigida do tricolor.
Pra completar a reestréia na competição, faltava o gol do maior ídolo
tricolor, e ele veio, após Osvaldo sofrer pênalti. Rogério deslocou o goleiro
para marcar o seu gol 12 em libertadores. Com 5 a 0 no placar, a ordem era gastar
o tempo e chegar ao gol com tranqüilidade. Ganso entrou na vaga do aplaudido
Jadson. Cañete e Casemiro também entraram nas vagas de Aloísio e Denílson.
No restante da partida, o São Paulo até teve mais chances, mas não
conseguiu converter em gols.
O tricolor precisava de um placar largo, e conseguiu, e é com ele que
o tricolor viajará para La Paz na próxima partida, podendo perder por até 4
gols. Na bola, isso é praticamente impossível, o maior adversário será sem
dúvida a altitude boliviana, que chega ser até desumana.
Destaque positivo
Jadson. O camisa 10 deu
ótimos passes e ainda guardou o seu. Tem que ter lugar cativo na equipe; Osvaldo. Outro que teve grande responsabilidade
pelo placar. Deu passe, fez gol, sofreu pênalti...; Luis Fabiano. Fez dois gols e movimentou-se. Apenas um erro, o
cartão amarelo idiota no fim do jogo; Aloísio
fez boa partida, deu passe e deu bastante opção na frente; Ney Franco apostou certo na equipe.
Sem Destaques negativos
Rafa Malagodi

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