Não consegui acompanhar o jogo
como gostaria, por isso não tenho como analisar o jogo.
Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado
O capitão Rogério Ceni havia alertado: em uma
partida Brasil x Argentina, é preciso esquecer favoritismo, técnica ou melhor
momento. A rivalidade deixa os nervos à flor da pele. E, desde o primeiro
minuto de jogo, isso ficou muito claro. O Tricolor tinha mais qualidade com a
bola nos pés. Mas logo a catimba argentina, tão corriqueira em jogos de
torneios sul-americanos, tratou de equilibrar o duelo. Até então, a equipe
brasileira já havia perdido duas boas chances com apenas cinco minutos de jogo.
Uma com Lucas, que tabelou com Luis Fabiano, recebeu na área e bateu fraco,
facilitando as coisas para Albil. A outra com o Fabuloso, que ficou cara a cara
com o goleiro adversário e chutou em cima do seu rival. Aos 13, o jogo mudou de
figura com duas expulsões. Após cometer uma falta feia em Orban, Lucas foi
cercado por dois argentinos. Ao tentar defender o companheiro, Luis Fabiano se
desentendeu com Donatti. Na confusão, os dois receberam o cartão vermelho do
paraguaio Antonio Arias. Um pesadelo para o camisa 9, que estreava em La
Bombonera e havia dito na véspera que não iria cair na provocação dos rivais
argentinos. Com um homem a menos de cada lado, o clima ficou muito acirrado. A
cada dividida, os jogadores se estranhavam. Em um cruzamento na área tricolor,
o atacante Maggiolo foi para cima de Rafael Toloi. Em outro lance, Galmarini
acertou Denilson. Embora tenha continuado com o controle da partida, o São
Paulo sentiu demais a perda de sua referência. Tanto que o goleiro Albil só
voltou a trabalhar em chute de fora da área de Denilson, aos 26. A torcida do
Tigre não chegou a lotar a Bombonera, mas não parou de cantar nem por um
instante. Com isso, o time, muito inferior tecnicamente, assustou em dois
chutes de fora da área, um de Diaz e o outro de Ferreira.
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| Vacilou. LF9 está fora da decisão. |
Os dois times voltaram sem alterações para o
segundo tempo. Mas o Tigre retornou com uma postura bem mais agressiva,
inflamado por sua fanática torcida. No São Paulo, Ney Franco manteve o desenho
tático apostando nas escapadas em velocidade de Lucas e Osvaldo. O time
tricolor, porém, perdeu a liberdade que tinha para tocar a bola, já que os
argentinos subiram a marcação. As provocações continuaram em campo. Rafael
Toloi, em novo desentendimento com Maggiolo, levou cartão amarelo. Percebendo
que a equipe havia ficado sem saída de jogo, Ney Franco resolveu mexer, sacando
Jadson e colocando Cícero, com a função de ser um "falso
centroavante". Com isso, Lucas deixou o ataque e virou meia. O problema é
que a equipe seguia mostrando descontrole. Em dois minutos, Rhodolfo e Denilson
foram advertidos com amarelo por faltas violentas. Mesmo sem ter qualidade com
os pés, o Tigre tomou conta do jogo. O São Paulo seguiu sem saída para o
ataque. No banco de reservas, um preocupado Ney Franco mandou os outros atletas
para o aquecimento. Rogério Ceni, na linha da grande área, tentava ajudar,
gesticulando e pedindo movimentação aos atletas. A partida permaneceu nesse
panorama até o fim. A equipe da casa teve a posse de bola, mas não sabia o que
fazer com ela, enquanto o São Paulo, encolhido, passou a defender com até nove
jogadores e não deu sequer um chute a gol em todo o segundo tempo, preferindo
segurar a igualdade.

Sem Luis Fabiano, o tricolor perde muito. O problema na expulsão não foi o jogo de ontem, mas sim o próximo jogo.
ResponderExcluirEle é craque. Mas deve receber punição.