Análise retirada do site
globoesporte.com, por Marcelo Prado.
Gols saem com facilidade
Sem Osvaldo, fora de combate por causa de uma
pequena lesão na coxa esquerda, o técnico Ney Franco mudou o esquema tático que
vinha dando certo nas últimas partidas. Saiu de cena o 4-3-3 e entrou o 4-4-2,
com Maicon no meio-campo. Do outro lado, necessitando de gols para buscar uma
difícil classificação, Jorge Sampaoli manteve o Universidad de Chile com três
homens de frente (Lorenzetti, Ubilla e Gutierrez) e uma alteração no meio em
relação ao jogo disputado em Santiago: Castro na vaga de Cereceda. Com a
torcida fazendo enorme festa nas arquibancadas, o Tricolor começou o embate
como um rolo compressor e não precisou de mais do que cinco minutos para abrir
o marcador com Jadson, que, após contra-ataque iniciado por Maicon, recebeu no
meio e, de fora da área, bateu no canto direito de Herrera: 1 a 0. A
entrada de Maicon no meio-campo manteve a ofensividade e ainda resolveu
problemas defensivos. Com um homem a mais no setor, Jadson ganhou liberdade e,
a todo instante, encostava em Lucas e Luis Fabiano na frente. Atrás, a
cobertura dos laterais, que falhou em vários momentos da partida contra o
Fluminense no domingo, voltou a funcionar. O jogo ficou na mão do
Tricolor. Sampaoli gesticulava muito no banco de reservas com sua equipe, que
até subiu seu meio-campo, mas não levava perigo ofensivamente. E ainda deixava
o contra-ataque à disposição do São Paulo. Em um deles, Lucas avançou pelo
meio, deu o drible da vaca em Rodriguez e, cara a cara com o goleiro, bateu no canto
direito, marcando um golaço: 2 a 0. O tempo passava, e os comandados de
Ney Franco seguiam jogando em altíssima velocidade. Para completar a festa
da torcida, faltava o gol de Luis Fabiano. Que veio aos 29, após passe
açucarado de Lucas. Nas costas da marcação, o camisa 9 ficou na frente do
goleiro chileno e, com classe, deu toque por cima, fazendo seu 30º gol na
temporada.
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| Jogadores comemoram o 4º da goleada. Foi fácil! |
Passeio
Com o jogo definido, Ney Franco aproveitou para dar
descanso a alguns atletas, já que o time vem jogando às quartas e domingos e o
treinador tem usado sempre força máxima. Primeiro, ele sacou Lucas para colocar
Ademilson. Na sequência, Willian José, herói da vitória em Santiago, entrou na
vaga de Luis Fabiano. O time chileno, que voltou com Cereceda no lugar de
Castro, tinha uma missão muito complicada pela frente: marcar cinco gols em 45
minutos. E não tomar nenhum. Sem suas duas principais peças em campo, o São
Paulo diminuiu seu ritmo e, no lugar da velocidade do primeiro tempo, entrou em
ação a cadência, a valorização da posse de bola. Aos 17, Ney Franco queimou sua
última substituição, com Casemiro na vaga de Denilson. Mesmo assim, o show
continuou. E com mais um golaço. Rafael Toloi, vilão do empate com o Fluminense
ao falhar no gol de Fred, acertou uma linda cobrança de pé direito da
intermediária e mandou a bola no ângulo esquerdo de Herrera, que nada pôde
fazer: 4 a 0. Fatura definida? Nada disso. O Tricolor queria mais. Aos 32, após
belíssima jogada de Cortez pela esquerda, Jadson, um dos destaques da noite,
marcou o quinto. Entusiasmados, os 32 mil são-paulinos presentes no Pacaembu
começaram a gritar. - Oooooo, o campeão voltou, o campeão voltou, o campeão
voltoooou! Como o título brasileiro já não é mais possível, o Tricolor mira a
Sul-Americana para encerrar um jejum que vem desde 2008. E, para isso, ainda
poderá ter a estreia de Paulo Henrique Ganso, em fase final de recuperação de
uma lesão muscular.
Acompanhei o jogo em loco, e
mesmo conversando durante todo o jogo (rsrs), era possível notar a
superioridade tricolor na partida. Acredito que a vaga da libertadores está
garantida, e dificilmente não nos classificaremos! Seja ela pelo brasileiro ou
pela Sul-americana.

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