8 de novembro de 2012

São Paulo 5 x 0 La U (CHI) (Sulamericana 2012, por Marcelo Prado)



Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado.

Gols saem com facilidade
Sem Osvaldo, fora de combate por causa de uma pequena lesão na coxa esquerda, o técnico Ney Franco mudou o esquema tático que vinha dando certo nas últimas partidas. Saiu de cena o 4-3-3 e entrou o 4-4-2, com Maicon no meio-campo. Do outro lado, necessitando de gols para buscar uma difícil classificação, Jorge Sampaoli manteve o Universidad de Chile com três homens de frente (Lorenzetti, Ubilla e Gutierrez) e uma alteração no meio em relação ao jogo disputado em Santiago: Castro na vaga de Cereceda. Com a torcida fazendo enorme festa nas arquibancadas, o Tricolor começou o embate como um rolo compressor e não precisou de mais do que cinco minutos para abrir o marcador com Jadson, que, após contra-ataque iniciado por Maicon, recebeu no meio e, de fora da área, bateu no canto direito de Herrera: 1 a 0. A entrada de Maicon no meio-campo manteve a ofensividade e ainda resolveu problemas defensivos. Com um homem a mais no setor, Jadson ganhou liberdade e, a todo instante, encostava em Lucas e Luis Fabiano na frente. Atrás, a cobertura dos laterais, que falhou em vários momentos da partida contra o Fluminense no domingo, voltou a funcionar. O jogo ficou na mão do Tricolor. Sampaoli gesticulava muito no banco de reservas com sua equipe, que até subiu seu meio-campo, mas não levava perigo ofensivamente. E ainda deixava o contra-ataque à disposição do São Paulo. Em um deles, Lucas avançou pelo meio, deu o drible da vaca em Rodriguez e, cara a cara com o goleiro, bateu no canto direito, marcando um golaço: 2 a 0. O tempo passava, e os comandados de Ney Franco seguiam jogando em altíssima velocidade. Para completar a festa da torcida, faltava o gol de Luis Fabiano. Que veio aos 29, após passe açucarado de Lucas. Nas costas da marcação, o camisa 9 ficou na frente do goleiro chileno e, com classe, deu toque por cima, fazendo seu 30º gol na temporada.
Jogadores comemoram o 4º da goleada. Foi fácil!

Passeio
Com o jogo definido, Ney Franco aproveitou para dar descanso a alguns atletas, já que o time vem jogando às quartas e domingos e o treinador tem usado sempre força máxima. Primeiro, ele sacou Lucas para colocar Ademilson. Na sequência, Willian José, herói da vitória em Santiago, entrou na vaga de Luis Fabiano. O time chileno, que voltou com Cereceda no lugar de Castro, tinha uma missão muito complicada pela frente: marcar cinco gols em 45 minutos. E não tomar nenhum. Sem suas duas principais peças em campo, o São Paulo diminuiu seu ritmo e, no lugar da velocidade do primeiro tempo, entrou em ação a cadência, a valorização da posse de bola. Aos 17, Ney Franco queimou sua última substituição, com Casemiro na vaga de Denilson. Mesmo assim, o show continuou. E com mais um golaço. Rafael Toloi, vilão do empate com o Fluminense ao falhar no gol de Fred, acertou uma linda cobrança de pé direito da intermediária e mandou a bola no ângulo esquerdo de Herrera, que nada pôde fazer: 4 a 0. Fatura definida? Nada disso. O Tricolor queria mais. Aos 32, após belíssima jogada de Cortez pela esquerda, Jadson, um dos destaques da noite, marcou o quinto. Entusiasmados, os 32 mil são-paulinos presentes no Pacaembu começaram a gritar. - Oooooo, o campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltoooou! Como o título brasileiro já não é mais possível, o Tricolor mira a Sul-Americana para encerrar um jejum que vem desde 2008. E, para isso, ainda poderá ter a estreia de Paulo Henrique Ganso, em fase final de recuperação de uma lesão muscular.


Acompanhei o jogo em loco, e mesmo conversando durante todo o jogo (rsrs), era possível notar a superioridade tricolor na partida. Acredito que a vaga da libertadores está garantida, e dificilmente não nos classificaremos! Seja ela pelo brasileiro ou pela Sul-americana.


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