Análise retirada do site globoesporte.com, por Leandro Canônico.
Se nas arquibancadas do Morumbi havia mais de 62
mil são-paulinos, a impressão que o São Paulo teve dentro de campo era de que o
Náutico estava com milhares de defensores. Na retranca, o time pernambucano deu
muito pouco espaço aos donos da casa. Do outro lado, Rogério Ceni foi um mero
espectador. Com 68% de posse de bola no primeiro tempo, o Tricolor finalizou
dez vezes. Quem mais tentou pelo lado são-paulino foi Lucas. Com cinco chutes a
gol, o meia-atacante foi a principal arma do time anfitrião. Paulo Miranda, de
volta à lateral direita, também fez um ótimo primeiro tempo. Diante da
dificuldade pelo meio de campo, as jogadas pelas laterais apareciam como
alternativa. Foi assim com Paulo Miranda, com Cortês e também com Osvaldo. O
atacante apareceu algumas vezes pela esquerda na tentativa de surpreender a
zaga do Timbu. Mas faltava capricho nas finalizações. Em dia de festa pela
presença de Paulo Henrique Ganso no banco de reservas, a torcida do São Paulo
manteve a paciência. Mas aos 30 minutos deixou o seu recado ao técnico Ney
Franco: “Ô lê, lê, ô, lá, lá, o Ganso vem aí e o bicho vai pegar”. O meia
talvez fosse capaz de ajudar a furar a retranca pernambucana. Retranca, aliás,
que veio com um toque de catimba. Aos 43 minutos, Luis Fabiano atingiu o braço
no braço de Alemão, mas o jogador do Náutico caiu colocando a mão no rosto. O
árbitro, então, puniu o camisa 9 do São Paulo com o cartão amarelo. A torcida,
eufórica, novamente apoiou e gritou o nome do jogador.
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| Como sempre. M1to garante vitória e SPFC tem recorde de público. |
A expectativa dos torcedores do São Paulo era de
que o time voltasse para o segundo tempo com Paulo Henrique Ganso. Mas a única
alteração foi a entrada de Edson Silva no lugar de Rafael Toloi. O zagueiro
sentiu o tornozelo durante a etapa inicial e não teve condições de voltar ao
campo. É claro que a ausência de Ganso causou frustração nos mais de 60 mil
são-paulinos, muito embora o planejamento fosse para que o meia entrasse com a
etapa final em andamento, mas o gol do Náutico, aos três minutos, foi pior.
Souza, em cobrança de falta, acertou o canto direito de Rogério Ceni. Se a
frustração tinha sido em dose dupla, a euforia foi compensada da mesma maneira.
Aos nove minutos, o técnico Ney Franco chamou Paulo Henrique Ganso para entrar
no lugar de Jadson e “explodiu” o Morumbi, que segundos depois viu Luis Fabiano
cabecear após cruzamento de Osvaldo e empatar a partida. Em campo, o maestro
Paulo Henrique Ganso passou a ser a referência do time. A maioria das bolas
começaram a passar por ele, que arriscou alguns toques rápidos e lançamentos de
longa distância. Mas a virada saiu dos pés de alguém que está bem acostumado a
ser estrela: Rogério Ceni, o maior regente da torcida tricolor. O goleiro fez 2
a 1, de pênalti, aos 26 minutos. Quem sofreu a penalidade foi o artilheiro Luis
Fabiano, depois de linda jogada individual de Lucas. Com mais um gol, Ceni
chegou a 107 na carreira. Recentemente, aliás, o camisa 1 renovou seu contrato
com o Tricolor até o fim de 2013. Sem poder ficar mais na retranca, como na
maior parte do jogo, o Náutico teve de sair um pouco da defesa e deu mais
espaços ao São Paulo. Só que o placar final não saiu do 2 a 1 para os donos da
casa, que festejaram a volta à Libertadores.

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