Depois de vários jogos, realizando minhas análises, dessa vez não consegui escrever, e volto a postar a crônica do globoesporte.
Análise Retirada do site globoesporte.com por Marcelo Prado e Daniel Romeu
Primeiro
tempo
Quando as escalações de São Paulo e Atlético-GO
foram anunciadas, ficou claro quais seriam as posturas das equipes. O Tricolor,
no 4-3-3, repetiu a formação que teve êxito nas últimas cinco partidas, com
Lucas e Osvaldo aberto pelas pontas, Luis Fabiano centralizado e dois volantes
de marcação. No Dragão, Artur Neto montou um ferrolho com cinco homens no meio
e apenas Ricardo Bueno no ataque. Curiosamente, o primeiro ataque perigoso foi
do lanterna do Brasileirão, em chute de Dodô. Rogério Ceni defendeu. Os
primeiros dez minutos mostraram os donos da casa titubeantes e presos na
marcação adversária. A situação começou a mudar aos 13, quando Márcio fez boa
defesa em chute de Osvaldo. A partir daí, o Tricolor tomou conta do jogo. A
estratégia goiana era marcar as principais peças do anfitrião. Mas se Lucas e
Jadson eram bem vigiados, sobrava espaço para os outros atletas. Assim começou
a sobressair o futebol de Paulo Miranda. Aos 17, ele avançou ao ataque e
deu assistência a Luis Fabiano, que bateu para fora, à esquerda de Márcio, que
passou a travar um duelo à parte com o Fabuloso. Aos 27, o camisa 1 fez
duas grandes defesas em chute e cabeçada do artilheiro. O gol são-paulino
parecia questão de tempo. E surgiu logo depois, aos 28, com Paulo Miranda. Após
chute de Toloi e defesa de Márcio, a bola sobrou limpa para o defensor, que,
posicionado como se fosse um centroavante, empurrou para o fundo das
redes. O Tricolor seguiu soberano, e o Atlético-GO se perdeu. Ricardo
Bueno até deu um chute perigoso, aos 32, mas nada que ameaçasse o domínio da
equipe da casa. No minuto seguinte, novo round da disputa entre o Luis
Fabiano e Márcio: o goleiro fez grande defesa em cabeçada do atacante. Se
estava conseguindo parar Luis Fabiano, Márcio não foi páreo para Osvaldo. que
fez um golaço aos 38. Ele passou por dois marcadores pela esquerda, invadiu a
área e bateu com muita tranquilidade na saída do arqueiro rival: 2 a 0 e festa
no Morumbi
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| P. Miranda tem mais uma boa atuação na lateral, e com gol. |
Segundo tempo
Satisfeito com a vitória e com o jogo totalmente
controlado, o Tricolor diminuiu seu ritmo. Do outro lado, o Atlético, que
voltou com o atacante Felipe na vaga do lateral Eron, assustou no primeiro
minuto, em chute de Dodô bem defendido por Rogério Ceni. Depois, o Dragão não
chegou mais. Com marcha lenta acionada, o São Paulo só foi atacar aos 14,
quando Lucas recebeu na área e, de pé direito, acertou a trave de Márcio. O
Tricolor já havia tracado a velocidade da etapa inicial pela cadência na troca
de passes. Aos 33, teve boa chance para ampliar quando Luis Fabiano foi
derrubado na área por Diego Giaretta. Pênalti marcado por Márcio Chagas da
Silva e desperdiçado por Fabuloso, que exagerou na força e acertou o travessão. Preocupado
com o desgaste físico e com o fato de ter muitos atletas pendurados, Ney Franco
aproveitou para fazer alterações no São Paulo. Ele sacou Jadson e Osvaldo para
colocar Maicon e Cícero. Com festa nas arquibancadas, o time se limitou a tocar
a bola até o fim e comemorou a importante vitória. Para o Dragão fica a
impressão de que 2012 já era.
PS. Independente
de Luis Fabiano estar disputando a artilharia, Rogério Ceni deveria bater o
pênalti. Dois motivos: Ele é o cobrador oficial e LF9 não tem bom
aproveitamento em penalidades.

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