Análise retirada
do site globoesporte.com.
Não tive a
oportunidade de acompanhar a partida.
Primeiro tempo
As duas equipes
começaram a partida muito presas, especialmente o Fluminense, que pouco saía de
seu campo. O São Paulo, mais bem postado, com marcação mais avançada e
procurando atacar na base do toque de bola, pelo menos conseguia alguns
arremates a gol e entrar na área adversária, apesar de ter sido escalado pelo
técnico Ney Franco com apenas Ademílson na frente. Nos contra-ataques, ambas as
equipes achavam algum espaço para ameaçar, mesmo que de leve, o oponente. Se o
time paulista teve uma boa chance desperdiçada por Douglas com um chute para
fora, aos 11 minutos, o Flu respondeu seis minutos depois, em finalização de
Rafael Sobis de fora da área que passou à direita de Rogério Ceni. Aliás, foi
com o seu goleiro que o São Paulo teve uma ótima chance, em cobrança de falta
rente ao ângulo esquerdo de Cavalieri, aos 28. A infração foi feita por Gum em
Ademílson perto da meia-lua, após se enrolar sozinho com uma bola alta. Logo
depois, a equipe paulista por pouco não abriu o marcador, em nova falha da
defesa do time carioca. Wallace tentou passar dentro da área para Gum, mas
acabou dando a bola para Jadson. Do bico da pequena área, ele bateu colocado e
obrigou Diego Cavalieri a fazer sua primeira grande defesa na partida. O São
Paulo era um pouco melhor, mas com sua principal arma o Fluminense chegou ao
seu sétimo gol de cabeça no Brasileirão: Thiago Neves cobrou falta, Leandro
Euzébio se antecipou a Rogério Ceni, que saiu mal, e pôs o time carioca na
frente: 1 a 0, aos 35 minutos. O placar contou melhor a verdade do jogo quando,
aos 43, o time paulista respondeu na mesma moeda e empatou a partida. Jadson
cobrou falta na área, e Cícero, ex-jogador do Flu, desviou de cabeça para
mandar a bola no canto direito de Cavalieri. O jogador do São Paulo estava na
mesma linha do último defensor adversário e fez um gol legítimo. Cortez ainda
teve uma chance no fim do primeiro tempo, em penetração pela esquerda, mas a
bola foi à linha de fundo e logo depois Heber Roberto Lopes apitou o fim do
primeiro tempo.
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| Cícero cabeia para fazer gol solitário tricolor. |
Segundo
tempo
O São Paulo
voltou para a segunda etapa mais ofensivo. Mas o Fluminense voltou à frente no
placar logo aos 4 minutos. Foi num contra-ataque, novamente de cabeça, dessa
vez com Fred. O atacante colocou a bola por cima de Ceni aproveitando um belo
lançamento de Jean da direita. A equipe paulista sentiu o golpe e por pouco não
levou o terceiro, um minuto depois: Fred recebeu livre na área, mas, em vez de
chutar, tentou o passe para Wagner. Ceni se atrapalhou com Tolói, que afastou
mal, mas na sobra Sobis deu um chute horroroso da meia-lua, isolando a bola. Quando
a equipe carioca começava a tomar conta do jogo, perdeu seu artilheiro, que
disse ter sentido cansaço e pediu para sair. Fred foi substituído por Rafael
Moura, aos 13. O São Paulo se reequilibrou, e a partida passou a ter mais
lances de área em ambos os lados do campo. Aos 21, o time visitante quase faz
um gol de placa, com Willian José - que havia substituído Maicon - completando
de letra passe de Douglas, da direita. A bola passou à direita de Cavalieri,
que ficou torcendo para a bola ir pela linha de fundo. Deu certo. O Flu
respondeu aos 27 em chute forte de Sobis de fora da área, que passou à esquerda
de Ceni. Um minuto antes, Abel Braga havia promovido o retorno do volante
Diguinho, que não jogava há mais de três meses, no lugar de Wagner, tornando o
time da casa mais cauteloso. O último jogo de Diguinho havia sido no dia 25 de
abril, na primeira partida contra o Inter, pelas oitavas de final da
Libertadores. O São Paulo passou a ter muitas dificuldades de penetrar na
defesa adversária. Mesmo assim, procurou pressionar e teve boa chance em chute
forte de Jadson que Cavalieri salvou com boa defesa no seu canto direito,
jogando a bola a escanteio, aos 42. Dois minutos depois, Rhodolfo recebeu livre
na pequena área, mas cabeceou mal, por cima do gol. Aos 47, o mesmo zagueiro
teve a bola quicando à sua frente dentro da área, mas chutou para longe a
última chance que a equipe paulista teve para empatar.

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