10 de junho de 2012

São Paulo 1 x 0 Santos (Brasileiro 2012, por globoesporte.com)


Análise retirada do site globoesporte.com, por Alexandre Lozetti


Primeiro tempo
Mais entrosado, o São Paulo tentou decidir a partida logo de cara. Marcou no campo de ataque, recuperou a bola rapidamente e impediu que o Santos jogasse. Na pressão, Jadson fez dois bons cruzamentos, o segundo na cabeça de Rhodolfo, que escorou para o parceiro Paulo Miranda, livre, finalizar e dar mais um passo em sua redenção após as falhas no Paulista. Parecia que o anfitrião passearia no Morumbi. As aparências enganam. O time de Leão voltou a exibir velhas falhas: arrancadas improdutivas, pressa com a bola nos pés e um buraco no meio. Setor onde o visitante cresceu, com Henrique e Gerson Magrão permitindo o avanço de Léo, antes sufocado por Lucas do lado esquerdo. Quando o Tricolor conseguia roubar a bola no campo de ataque, assustava. Foi o caso da jogada que terminou em chute de Willian José. Mas os desarmes passaram a ser raros, e os reservas do Santos ficaram mais com a bola. Alan Kardec, acostumado a atuar ao lado de Neymar, teve esforço dobrado com o parceiro Rentería. Em lance individual, ele fintou Paulo Miranda e bateu de pé esquerdo para fora. Fernandinho e Felipe Anderson irritavam os comandantes com erros em sequência. O meia santista ainda teve chance no intervalo, mas o atacante são-paulino ficou no vestiário, substituído por Maicon.
Paulo Miranda marcou no clássico vazio (até de craques).

Segundo tempo
Lucas teve chance de, assim como no primeiro tempo, marcar logo no início e tranquilizar a torcida. Em bela arrancada, entortou Léo e bateu cruzado, fora do alcance de Aranha. A bola saiu por muito pouco. De resto, o filme repetiu o que se viu nos primeiros 45 minutos. O prenúncio de bom futebol não se concretizou, e as equipes, principalmente o Santos, voltaram a sentir muita falta dos desfalques. As bolas enfiadas de Jadson ainda eram ameaçadoras, mas encontravam Willian José marcado por suas limitações. Lucas, sozinho, precipitou-se ao tentar lançar o centroavante e deu a bola nos pés de Bruno Rodrigo. Os presentes do São Paulo davam esperança ao Santos. Muricy recuou Ewerthon Páscoa para a zaga com o intuito de tentar ganhar o meio e levar perigo com o apoio de Maranhão e Léo. Também colocou Dimba no lugar de Rentería, em má jornada. A revelação logo mostrou serviço, fez boa jogada pela esquerda e obrigou Denis a fazer sua defesa mais difícil no clássico. O goleiro voltaria a salvar os titulares contra os reservas nos minutos finais ao pegar bola rasteira e não dar rebote. A boa movimentação de Gerson Magrão levou o Peixe adiante, mas não foi suficiente para conseguir o empate. Foi a segunda vitória do São Paulo, que sobe na tabela, mas continua exibindo futebol muito ruim. E o Santos, mesmo com algumas contratações, ainda é totalmente dependente de seus titulares e segue sem vitórias em quatro rodadas. Enquanto a Libertadores não terminar, será sofrido para o torcedor alvinegro assistir às partidas do Brasileiro. 


“O São Paulo teve a chance de matar a partida por vezes, mas vacilou, e em alguns momentos ainda tomou sufoco desse reserva limitado do Santos.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário