16 de abril de 2012

Linense 2 x 1 São Paulo (paulista 2012, por globoesporte.com)

Ainda sem o PC em boas condições, retirei a análise do site globoesporte.com, que conta como foi a derrota e a perda da liderança no paulista.

Primeiro tempo

São Paulo e Linense precisavam da vitória no Gilbertão. As posturas das duas equipes, no entanto, eram diferentes na tentativa de fechar bem a primeira fase do Paulista. Enquanto o Tricolor priorizava a posse de bola, com calma nos avanços, o Linense apostava na correria de seus jogadores de meio e ataque. Em uma chance de bola parada, o time da casa acabou dando sorte e largou na frente no duelo até então aberto e equilibrado. Luis Fabiano cometeu falta perto da grande área e foi para a barreira. Aos nove minutos, o volante Andrade, ex-Vasco, cobrou de longe, e a batida desviou justamente no Fabuloso. Pior para o goleiro Dênis, que saía para bloquear o canto direito. O goleiro voltou e se esticou, mas a bola entrou devagar no canto esquerdo. O São Paulo criava mais, chegava com qualidade e o Elefante se segurava na defesa. Só faltava um pouco mais de calma ao Tricolor, atrapalhado pelo forte calor. Em um chute de longe, nasceu a jogada do primeiro gol. Lucas, apagado, bateu firme e o goleiro Douglas espalmou para escanteio – um erro, sabendo da sintonia entre Jadson e Rhodolfo nos últimos jogos. Dito e feito. O camisa 10 levantou na cabeça do zagueiro, que subiu sozinho para marcar seu quinto gol nos últimos seis jogos, aos 23 minutos. A virada só não veio na primeira etapa porque o Tricolor pecava no último passe, apesar de seguir rondando a área adversária. Em cobrança de falta, Denilson soltou a bomba e obrigou o goleiro Douglas a fazer defesa cinematográfica. Até que o São Paulo foi punido mais uma vez. Já aos 44 minutos, André Luiz fez linda jogada e invadiu a área são-paulina driblando pela direita. No cruzamento, Lenílson pressionou e Paulo Miranda acabou desviando para o próprio gol.

Dificuldade. Lucas, apagado, tenta passar por adversário.
Segundo tempo

Para o segundo tempo, Leão acreditava que presença de área e faro de gol eram mais importantes que correria e posse de bola no setor ofensivo. Por isso, tirou o pouco incisivo Osvaldo e mandou Willian José a campo. Mas o artilheiro do time na competição, com dez gols, não foi o bastante para superar o Linense – satisfeito com a vantagem de um gol e a primeira vitória sobre um grande na competição. Com o time da casa recuado, o segundo tempo foi um bombardeio são-paulino. Luis Fabiano, que havia pedido para ser poupado, sentiu o cansaço e pouco ajudou. Os erros de passes ainda eram um problema e, apesar da posse de bola esmagadora, poucas jogadas de perigo foram criadas. Em uma delas, Fabuloso recebeu lindo lançamento na pequena área e enrolou-se com o goleiro Douglas. Pelas laterais, Piris ainda errava todos os cruzamentos e Cortez apoiava pouco. A retranca do Linense ficou ainda mais evidente com a entrada do volante Ademir Sopa. Mesmo assim, o Tricolor tentava criar a maior parte das jogadas pelo congestionado meio-campo. Os zagueiros do time da casa não se envergonhavam em devolver no chutão para a defesa. Sem trabalho, Rhodolfo e Paulo Miranda jogavam quase sempre no círculo central. Aos 33, Rafinha invadiu a área driblando pela esquerda, cruzou e Willian José chegou tarde. Mesmo que tivesse chegado ao empate, no entanto, de nada adiantaria - já que o Corinthians vencia com tranquilidade a Ponte Preta em Campinas. O São Paulo precisava da virada. No último minuto, Maicon ainda bateu de longe e o goleiro fez mais uma boa defesa, no último lance do jogo. Após 11 vitórias consecutivas, uma derrota fora de hora.

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