Analise retirada do site globoesporte.com por Leandro Canônico e Marcelo Hazan
Primeiro tempo
Na chegada ao Morumbi, Neymar avisou que atua melhor quando apanha dos rivais. O São Paulo, porém, não apelou para parar o craque no primeiro tempo. Colocou o volante Rodrigo Caio, improvisado na lateral direita, para seguir o santista. No início, deu certo. O são-paulino levou a melhor na maioria dos lances. Só que exagerou na força e levou um amarelo. Seria expulso mais tarde. Com Neymar anulado, Ganso apagado e o meio de campo tricolor em tarde inspirada, o primeiro tempo foi totalmente dominado pelo São Paulo. O time do Morumbi, aliás, abriu o marcador rapidamente. Aos oito minutos, Casemiro bateu de fora da área, a bola desviou em Edu Dracena e enganou o goleiro Rafael: 1 a 0. O lance animou ainda mais o Tricolor e deixou o Peixe abatido. Com dificuldade em conseguir se encontrar, o Santos entrou em pane com o bom toque de bola do São Paulo. Os marcadores alvinegros não sabia para onde correr. A equipe de Emerson Leão só não aplicou uma goleada na etapa inicial porque faltou pontaria aos seus jogadores de frente. Bem armado, o Tricolor levou perigo com Luis Fabiano, Lucas, Cícero, Jadson... Talvez se tivesse caprichado um pouco mais na finalização, o São Paulo teria conseguido um placar que fizesse valer o futebol apresentado. 1 a 0 foi pouco. Teve ainda três cabeçadas importantes de Paulo Miranda. Nelas, Rafael apareceu bem. O Santos só entrou no jogo quando Paulo Henrique Ganso teve um lampejo. Com o meia mais ligado na partida, o Peixe assustou algumas vezes. Mas o primeiro chute da equipe da Vila Belmiro saiu apenas aos 33 minutos, quando Borges encheu o pé na grande área e viu Denis realizar linda defesa. Por fim, o excelente primeiro tempo do São Paulo não foi bem aproveitado. E com um apático início de partida, o Santos saiu no lucro levando apenas um gol.
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| A coletividade foi a resposável pela vitória. 3 a 2 |
Segundo tempo
Na volta para o segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho pediu para o Santos tentar ficar mais com a bola para evitar a pressão são-paulina. E para isso fez uma alteração no meio de campo. Colocou Elano na vaga de Ibson, que não fez um bom primeiro tempo e já tinha sido advertido com o cartão amarelo. Elano fez valer sua entrada aos seis minutos. Foi depois de um escanteio batido por ele que o goleiro Denis se atrapalhou com Luis Fabiano e a bola sobrou para o zagueiro Edu Dracena empatar a partida. Depois do massacre tricolor no primeiro tempo, nada melhor para o Peixe do que reagir rapidamente na etapa final. O gol de empate não foi a única “punição” ao São Paulo. Aos oito minutos, Rodrigo Caio, que afirmou no intervalo que não seria expulso pela forte marcação em Neymar, levou o cartão vermelho por entrada dura no craque santista. De qualquer maneira, o são-paulino teve, ao menos na maioria das jogadas, marcação leal. A expulsão e o gol sofrido poderiam ter deixado o Tricolor abatido. Mas não foi bem assim. A equipe de Emerson Leão se reencontrou em campo, foi para cima e voltou a ficar em vantagem aos 19 minutos. Luis Fabiano, que foi derrubado pelo goleiro Rafael na área, pediu para bater e fez seu sétimo gol na temporada. O perigo de jogar com o Santos de Neymar é achar que o jogo está ganho. O garoto pode mudar a partida em instantes. Ainda mais com ajuda. Aos 34 minutos, Casemiro perdeu a bola na intermediária, e o garoto foi acionado. Ele driblou Denis e rolou para o fundo do gol: 2 a 2. O Tricolor não se abateu. Muito menos Lucas. Em escapada pela direita, ele cruzou para Cortez, que arrematou de primeira. A bola bateu na trave e voltou para o meia tricolor empurrar para o gol, encerrando o jogaço no Morumbi.
"Na minha visão, o Leão foi responsável pela expulsão de Rodrigo Caio na segunda etapa. Principalmente porque ele estava responsável por marcar Neymar e já tinha recebido o primeiro amarelo. Agora, quanto ao terceiro gol tricolor, Lucas estava um pouco á frente (impedido), mas achei que o São Paulo merecia sair com a vitória, pois dominou praticamente todo o jogo. Os gols sofridos foram falhas individuais, Dênis e Casemiro.
O setor defensivo foi o destaque tricolor na partida, e desta vez Lucas soube, mesclar a individualidade, com a coletividade e ainda, desta vez, se mostrou maduro na entrevista as rádios."

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