20 de outubro de 2011

São Paulo 1 x 0 Libertad (por Marcelo Prado)


Crônica retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado

Primeiro tempo
Crucificado pela torcida, o técnico Adilson Batista foi demitido no último domingo, mas nada mudou no São Paulo desde então. O primeiro tempo no Morumbi, com muito frio, foi um castigo para quem foi ao estádio e viu um time sem a menor inspiração. Milton Cruz manteve os titulares usados pelo ex-treinador, mas fez mudanças no posicionamento. Wellington, que saía mais para o jogo com Adilson, voltou a ser primeiro volante. Denilson ganhou liberdade pela direita, Cícero seguiu pela esquerda. À frente, uma linha com Lucas aberto pela direita, Dagoberto pela esquerda e Luis Fabiano mais à frente, como referência. É verdade que o São Paulo encontrou um adversário visivelmente preocupado com a marcação. O argentino Jorge Burruchaga escalou o Libertad com duas linhas de quatro, e em algumas jogadas o time paraguaio tinha até nove jogadores do meio para trás. Aos 16, na única investida de perigo do Tricolor no primeiro tempo, Lucas fez belo lance pela direita e cruzou para Cícero, que disparou uma bomba de pé direito. Medina rebateu, e Luis Fabiano chutou por cima. No mais, o jogo se arrastou. O Libertad chegou uma vez com perigo por causa de uma falha de Rhodolfo em passe na entrada da área. Mas Rogério Ceni saiu da meta e evitou o pior. O tempo foi passando, e a pequena torcida começou a se irritar com o São Paulo, que não dava sinais de reação. Luis Fabiano, em lance na área com Benegas, merecia cartão amarelo por jogada violenta aos 34. No apito para o intervalo, as vaias tomaram conta do estádio do Morumbi.
Após 5 jogos, Luís Fabiano marca, mas tricolor continua "sonolento"

Segundo tempo
Sem alterações, o São Paulo pelo menos voltou com outra postura para a etapa complementar. Mais aceso, o time foi ao ataque três vezes nos primeiros oito minutos, com Dagoberto, Luis Fabiano e Cícero. Mas, assim como subia, deixava espaços na defesa. Aos 13, em descida rápida de Nuñez pela esquerda, Ramírez ficou cara a cara com Rogério Ceni e, de pé direito, exigiu grande defesa do camisa 1. Irritado com o desempenho do time, Milton Cruz resolveu fazer duas alterações aos 16. Ele sacou Cícero e Denilson para colocar Marlos e Casemiro. O meia entrou com disposição e fez o time acordar em campo. Se o São Paulo não era um primor de organização, pelo menos passou a ter um pouco de velocidade. Aos 29, após jogada de Marlos, Piris foi travado na hora do chute. Dois minutos depois, o alívio tomou conta do Morumbi: Juan cruzou da esquerda, Dagoberto tocou de cabeça, e Luis Fabiano, de pé direito, bateu no canto direito alto de Medina. Abraçado por todos os companheiros, o Fabuloso correu para comemorar com a torcida. Com a vantagem, o time se tranquilizou em campo e passou a tocar a bola com mais propriedade. Milton Cruz sacou o apagadíssimo Lucas para colocar Rivaldo e assim ter uma peça que valorizasse a posse de bola. Aos 43, após bela troca de passes, Juan cruzou, e Marlos só não marcou o segundo de cabeça porque Medina fez grande defesa. No fim, apesar do placar magro, a torcida aplaudiu o time, cena que não acontecia há muito tempo.

Bom, pelo que vi do segundo tempo, o São Paulo nada mudou, ai eu pergunto, que culpa tinha o Adilson? Se é o ex-treinador que colocasse Marlos e não colocasse o Rivaldo, aos 16 min, a torcida estaria chiando até agora. Isso só mostra o quanto de torcedor chato tem o São Paulo Futebol Clube.

PS. Agora vai, hein, Luís Fabiano!!!

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