Análise retirada do site globoesporte.com por Fernando Martins Y Miguel
Primeiro tempo
Mesmo com a crítica situação na tabela de classificação, sem vencer há oito jogos, a torcida do Cruzeiro resolveu apoiar a equipe desde o início da partida e, com muitos gritos, incentivou o tempo todo. No Tricolor, a novidade foi a escalação de Rivaldo como titular. O técnico Adilson Batista sacou Casemiro para dar oportunidade ao veterano meia. O jogo começou muito truncado, com forte marcação de ambos os lados. Com a corda no pescoço, próximos à zona de rebaixamento, os jogadores da equipe celeste, em determinados momentos, até exageraram, com entradas mais fortes. A torcida são-paulina, também com boa presença no estádio, provocava os cruzeirenses com gritos de “ão ão ão, segunda divisão”. Montillo, o maestro argentino, não se importou e, aos 11 minutos, tocou para Keirrison abrir o placar e dar a resposta que os torcedores celestes tanto queriam. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa da Raposa. O gol dos donos da casa fez com que o São Paulo buscasse o ataque com mais insistência. Jean, aos 23 minutos, acertou uma bomba na trave de Fábio, que ficou batido no lance. Mais presente na frente, o time paulista cedia vários contra-ataques para a Raposa. Aos 30 minutos, a melhor chance do jogo para o São Paulo. O empate esteve nos pés de Luís Fabiano, que desperdiçou uma penalidade marcada pelo árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra, que entendeu que Cícero foi derrubado por Fábio. O goleiro cruzeirense defendeu a cobrança e evitou que o Fabuloso marcasse o primeiro gol nesta segunda passagem pelo time paulista. O São Paulo ainda teve mais uma grande chance de igualar o marcador, com Dagoberto, que tocou por cima de Fábio, mas Everton, muito esperto, tirou a bola quase em cima da linha. Ao fim da primeira etapa, os jogadores do Cruzeiro foram ovacionados pela torcida. Fato raro nos últimos jogos.
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| Comemoração no 2º gol. Pouco mais de atenção traria a vitória |
Segundo tempo
O jogo ficou aberto, com as duas equipes em busca do gol a todo momento. O Cruzeiro queria o segundo para definir a partida o quanto antes e ter a tranquilidade nos minutos finais. O São Paulo buscava esfriar de vez uma possível reação cruzeirense na competição. E foi o Tricolor que conseguiu o objetivo, com Cícero, que tabelou com Luís Fabiano e tocou por baixo de Fábio, aos 14 minutos. Silêncio sepulcral no lado azul do estádio. E o caldo da Raposa entornou de vez. Cinco minutos depois, Dagoberto driblou desde a intermediária, penetrou como quis e tocou por cima de Fábio. Um golaço! A alegria do atacante contrastava com o desespero do goleiro cruzeirense, que esbravejava diante de uma defesa atônita. Mas o Cruzeiro chegou ao empate. Aos 26 minutos, Charles pegou um rebote, após cobrança de falta, e deixou tudo igual. A torcida celeste se encheu de esperança e voltou a incentivar a equipe. Mas o São Paulo voltou a ficar na frente. Aos 31 minutos, Dagoberto deu passe primoroso na cabeça de Juan, que só teve o trabalho de cabecear para as redes. Mas Anselmo Ramon empatou pouco depois, aos 34. Jogo eletrizante em Sete Lagoas. No fim, Denílson ainda foi expulso, após falta em Charles. Final: 3 a 3, em uma partida memorável.
Assisti ao jogo a partir dos 35 minutos do primeiro tempo, por tanto, consegui assistir ao segundo tempo por completo. O time esteve muito bem, buscando sempre o gol, e logo depois do empate teve um gol mal anulado do Fabuloso. Agora, o Sr. Rivaldo não aguenta um jogo inteiro. Morreu no segundo tempo. Só toca de lado, e ainda fez uma falta bizarra no segundo gol cruzeirense. Outro detalhe, o Rogério não DEVE deixar o Luís Fabiano bater pênalti. O cara não joga a 7 meses... Sem contar que ele nunca foi um exímio batedor.
Casemiro entrou faltando poucos minutos e ainda se achou no direito de dar toquinhos de calcanhar.
Em minha opinião, o título já era, não ganhamos de ninguém mais.

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