14 de agosto de 2011

São Paulo 2 x 2 Atlético/PR (por Leandro Canônico globoesporte.com)


Texto retirado do site globoesporte.com.

Primeiro tempo
Com Rivaldo no banco e Ilsinho no time titular, o São Paulo tomou a iniciativa e dominou os primeiros minutos da partida. Dominou, no entanto, sem levar perigo ao gol do Atlético-PR. Quando teve uma chance, aos sete minutos, Lucas recebeu na direita da grande área e acertou a rede pelo lado de fora. Sem muita criatividade e sofrendo para furar a retranca do Furacão, o Tricolor passou a errar passes bobos. E num contra-ataque, aos 20 minutos, os visitantes tiveram uma boa chance na bola parada. Foram eficientes. Aos 21, após a cobrança de Edilson, Fransérgio apareceu para desviar de cabeça e abrir o marcador. Pouco antes do gol do Furacão, a torcida do clube rubro-negro protagonizou uma cena lamentável no espaço destinado a ela no  Morumbi. Duas torcidas organizadas se desentenderam e a Polícia Militar teve de intervir para conter a confusão. Depois, as duas assistiram ao jogo separadas e protegidas por policiais. O gol do Atlético-PR poderia ter abalado o São Paulo, que estava melhor em campo. Mas a reação foi tão rápida que não deu tempo para lamentações. Aos 24 minutos, Ilsinho, que está a seis dias do término do contrato, acertou um belo chute de fora da área e empatou o jogo. Ele chegou a gingar na frente do zagueiro. Com tudo igual no placar novamente, as duas equipes passaram a se arriscar mais e as chances apareceram. Do lado do Tricolor, Ilsinho perdeu um gol incrível da pequena área, aos 40 minutos. Aos 45, pelo Atlético-PR, foi a vez de Morro Garcia desperdiçar uma ótima oportunidade. Também da pequena área.
Ilsinho autor de um golaço, está com situação indefinida

Segundo Tempo
Nada de mudanças para o segundo tempo. Adilson Batista e Renato Gaúcho mantiveram as duas equipes da mesma maneira. E assim como na primeira etapa, o São Paulo tomou a iniciativa e foi para cima do Furacão, bem fechado na defesa. Só que o Tricolor sentia a falta de inspiração do garoto Lucas. Aniversariante do dia, o garoto de 19 anos, que esteve com a Seleção Brasileira na Alemanha no meio de semana, pouco aparecia para as jogadas. Melhor para o Atlético-PR, explorador de contra-ataques. Aos oito minutos, Madson só não marcou porque Zé Vitor deu um carrinho salvador e cortou o chute. Com a dificuldade das duas equipes de chegarem à área, os arremates de longa distância foram uma saída. Mas não deu certo para nenhum dos lados. Os dois treinadores, então, resolveram mudar. No Furacão, Edigar entrou no lugar de Morro Garcia. E no Tricolor, Rivaldo ficou com a vaga de Ilsinho, aplaudido na saída. A entrada de Rivaldo fez bem ao São Paulo. A armação das jogadas ficou mais fácil. E aos 31 minutos, só a trave parou Dagoberto após passe do pentacampeão. Mas a resposta do Atlético-PR, um minuto depois, foi mais eficiente. Edigar, aquele que entrou na vaga de Morro Garcia, fez o segundo gol do Furacão. O São Paulo, porém, não desistiu. E se apoiou na boa atuação de Rivaldo. Foi do pentacampeão o gol salvador da noite. Aos 45 minutos, após cruzamento de Cícero, o meia desviou de joelho e comemorou efusivamente, ajoelhando-se no gramado. Uma resposta aos torcedores que pediram raça e empenho após o segundo gol do Atlético-PR. A reação, no entanto, parou por aí.

“Mais uma vez o tricolor perdeu pontos que farão muita falta.”

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