Primeiro tempo
Nem sempre mais tempo com a bola significa que o time está melhor em campo. A prova disso foi o primeiro tempo de América-MG x São Paulo. A equipe paulista terminou a etapa inicial com 65% de posse, mas finalizou apenas uma vez. O Coelho, por sua vez, teve apenas 35%. Porém, foi mais efetivo e chutou oito bolas. A única vez que o Tricolor chegou com perigo foi logo aos dois minutos de jogo. Cícero cruzou da esquerda, Lucas fez o corta-luz e Rivaldo, de perna esquerda, acertou a trave de Neneca. A partir daí, o sonolento São Paulo errou muito passes, criou pouco e não deu velocidade ao jogo. Até os 30 minutos, o América-MG assistiu passivamente ao toque de bola do adversário, mas a partir daí só não abriu o placar porque Rogério Ceni estava inspirado. Aos 33, Alessandro recebeu cruzamento e a zaga tirou. Após escanteio, aos 34, o próprio atacante cabeceou e obrigou o goleiro a grande defesa. Dois minutos depois, Rogério Ceni salvou mais uma vez em nova tentativa de Alessandro. O atacante girou em cima da zaga e bateu rasteiro. O camisa 1 fez boa intervenção. A pressão desestabilizou o já apático São Paulo. E Lucas, ao cometer falta em Dudu, levou seu terceiro cartão amarelo no Campeonato Brasileiro. Assim, o time do Morumbi perde um dos seus principais jogadores para o clássico de domingo.
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| Lucas apagado não ajuda o tricolor. Meia está fora do clássico |
Segundo tempo
No intervalo, o técnico do São Paulo, Adilson Batista, pediu mais velocidade ao time. Solicitou também que os jogadores encurtassem o espaço. E na tentativa de agradar ao chefe, Lucas arriscou lance individual logo no primeiro minuto. Passou por três marcadores e chutou. A bola, porém, desviou na zaga adversária. O lance animou o Tricolor na partida. E a pressão sobre o Coelho aumentou. O visitante tentou com Lucas, após passe de Rivaldo, mas Neneca defendeu. Depois em cabeçada de Rhodolfo, que o goleiro do América-MG também salvou. Diferentemente do primeiro tempo, o São Paulo parecia mais acordado. A partida estava ficando boa, mas o árbitro Leandro Pedro Vuaden começou a perder o controle. Aos 20 minutos, Juan deixou o braço em Micão. O zagueiro do América-MG revidou no lance seguinte em que teve a oportunidade. E o juiz fez vista grossa, só marcou falta e não deu advertência em ambos. Impaciente, a torcida tricolor chamou um coro de “burro” para Adilson Batista, logo depois de ele sacar Dagoberto e colocar Fernandinho. Momentos antes, os são-paulinos pediam Cañete. O problema do São Paulo, na verdade, era a desatenção. Aos 31, Cícero recebeu cruzamento de Juan, se atrapalhou e finalizou mal. Melhor no segundo tempo, o Tricolor só conseguiu fazer prevalecer o seu futebol aos 41 minutos, quando Marlos abriu o placar, em uma jogada estranha. Wellington finalizou, e Gabriel tirou quase em cima da linha, mas o meia pegou o rebote e colocou para dentro. Só que a alegria são-paulina durou pouco. Muito pouco. Aos 42, Kempes fez um golaço de bicicleta e empatou. Um placar mais justo pelo fraco nível técnico da partida.
É lamentável a quantidade de pontos que o tricolor perde para times pequenos...

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