11 de dezembro de 2010

São Paulo 2010


Sem dúvida o ano de 2010 poderia ser apagado do calendário tricolor. O clube vinha de uma década vitoriosa, com títulos em quase todos os anos, mas o ano de fechamento não foi dos melhores. Vou tentar descrever alguns acontecimentos, uma espécie de retrospectiva tricolor 2010.
Seis dos 15 jogadores contratados em 2010
Começaremos falando das contratações. A tempos que o tricolor não contratava tantos jogadores para uma temporada. 15 no total (Fernandinho, Xandão, André Luís, Cleber Santana, Léo Lima, Fernandão, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba, Carleto, Samuel, Cicinho, Ilsinho, R. Oliveira, Alex Silva e Rodrigo Souto). Além disso grande maioria não deram certo (ou não tiveram oportunidade), apenas alguns se encaixaram e viraram titulares.
No primeiro jogo do ano, o São Paulo enfrentou a Portuguesa, no Morumbi, e logo de cara saiu derrotado por 3 a 1 (Rogério perderá o 1º pênalti da temporada - viriam outros...). Até ai foi encarado com naturalidade, pois o os jogadores estavam se entrosando. Porém, com o decorrer do campeonato o time continuou fora dos eixos, mas ainda sim chegou a semi final do paulista, perdendo os dois jogos para o Santos, que se consagraria campeão com os "meninos da vila". Derrotas em clássicos virou rotina. o tricolor perdeu os três clássicos paulistas (ao longo da temporada foram mais 3 derrotas). 
Cena rara em 2010
Pra salvar o primeiro trimestre do tricolor, o time de juniores foi campeão da Copa SP de Futebol Júnior, diante do Santos. Uma molecada boa de bola por sinal. Já na libertadores, a equipe continuava apática.  muito se devia o técnico, que com todo respeito, é fraquíssimo. Ricardo Gomes foi uma aposta da diretoria em 2009, que não deu certo, mais ainda sim ficou pouco mais de um ano no cargo. O time não tinha bom desempenho nem diante de equipes fraquíssimas, em pleno Morumbi, ainda sim conseguiu a segunda melhor campanha da primeira fase. A classificação para as quartas de final foi um bom exemplo.  O time empatou por duas vezes em 0 a 0 contra o fraco Universitário/PERU e garantiu sua vaga nas mãos de Rogério Ceni, em disputa de pênaltis. o próximo adversário seria o Cruzeiro, que vinha embalado na competição. Diante dos mineiros, o time parecia ter se encaixado. Hernanes jogou muito as duas partidas. A chegada de Fernandão na ocasião deu mais qualidade ao toque de bola tricolor, e o Sampa conseguiu duas belas vitórias pelo placar de 2 a 0. Fernandão inclusive foi tido como um dos responsáveis.
Tricolor derrotado em pleno Morumbi
Enquanto disputava libertadores, o time também disputava o brasileiro e estava com muitos altos e baixos. Conseguia algumas vitórias inesperadas, mas também acumulava empates e derrotas inacreditáveis (algumas em pleno Morumbi). Após a parada para copa do mundo o São Paulo teria pela semi finais da libertadores o Inter/RS. Os dois já haviam se enfrentado antes da para pelo brasileirão, e com vitória tricolor.
Agora o campeonato era outro, e o primeiro jogo seria no sul. naquele jogo o Sampa não parecia ter ido até Porto Alegre pra jogar, e sim para se defender. O time não chutava ao gol. A pressão por parte do inter era forte, mas o São Paulo aceitava com muita naturalidade e sem agredir o adversário. O placar final de 1 a 0 para os gaúchos soou como vitória para o tricolor, pois se tivéssemos um placar elástico, não seria de se espantar. 
R. Ceni chora após o apito final
Muitos São paulinos achavam que era possível reverter o placar, mas confesso que pra mim não. O time não me convenceu ao logo do campeonato, não seria naquela partida que tudo mudaria. Mas mesmo assim segui na torcida. o Morumbi lotado foi o palco do segundo jogo. O decisivo. Terminamos o primeiro tempo com 1 a 0, gol de Alex Silva, em falha do goleiro Renan. Goleiro este que não foi "testado" pelo São Paulo no sul, talvez se tivesse sido, quem sabe não teria falhado também?! Pois bem, no inicio da segunda etapa o Inter empata, e com esse placar, o São Paulo precisaria de mais dois gols. Logo em seguida ao gol colorado, Ricardo Oliveira, que fora escrito para essa fase da competição, amplia o marcador. 2 a 1. Mas ainda era pouco. Com o apito final, o São Paulo perdeu a chance de chegar em sua sétima final de libertadores, e de quebra perdeu a chance de ir direto ao mundial de clubes, pois o outro finalista, o mexicano Chivas, não poderia disputar o mundial, por pertencer a CONCACAF (federação americana). Uma cena para ser lembrada foi o choro do Rogério Ceni. o goleiro, mas do que ninguém queria ganhar esse jogo para ter a oportunidade de mais uma final. 
Interino não deu conta do recado
Como já esperado, Ricardo Gomes foi demitido e para o seu lugar veio o interino Sérgio Baresi, que havia sido campeão de juniores no início do ano. Com ele no comando, a intenção da diretoria era que fosse usado mais jogadores da base (o que é uma besteira, pois não é necessário um técnico formado no clube para subir jogadores das categorias de base!). De certa forma, Baresi estava realmente promovendo alguns de seus comandados do passado (Casemiro, Marcelinho - que viraria Lucas, Zé Vitor, entre outros), porém, o técnico era muito fraco. Suas improvisações, deixavam a todos sem entender absolutamente nada. Após alguns resultados adversos, mesmo com a diretoria afirmando que ele não cairia, não foi possível segurá-lo mais. E para o seu lugar chegou Paulo César Carpegiani. o novo treinador chegou sob desconfiança de parte da torcida (e muitos diretores, diga-se de passagem), que gostariam de ter Luxemburgo ou Dorival Júnior, que estavam "desempregados". A diretoria que inclusive não foi das melhores nesse ano. Se nos últimos anos foi motivo de admiração, neste, as coisas feitas não pareciam dar certo.
Com a vaga da libertadores cada vez mais distante, o novo técnico mudou o esquema, buscando um São Paulo mais ofensivo, e já projetando 2011, o time chegou a atuar por diversas vezes no 4-2-1-3. A confiança depositada em alguns jogadores mudou a cara da equipe. Lucas (que no início era conhecido por Marcelinho) passou a ser o articulador da equipe, e com os seus 18 anos não fugiu da responsabilidade. Pra mim, esse foi o jogador revelação do campeonato. Dagoberto, outro que estava esquecido após a queda da libertadores (acusado de fazer corpo mole nos jogos), também foi muito elogiado como o novo treinador. Com alguns bons jogos, mas ainda longe do que era esperado, o Sampa passou a aceitar que no ano seguinte (2011) o que restaria mesmo era a copa do Brasil. O tricolor ficaria fora da libertadores após 7 participações consecutivas.   
Goleada no galo. Tarde demais
A última partida do ano foi diante do Atlético/MG, no Morumbi, e o são Paulo goleou por 4 a 0. os dois times não tinham mais interesse no campeonato, e ao termino da competição a posição do tricolor foi o 9º lugar. E com a vaga na Sul-americana (o que não é de se vangloriar) o tricolor termina o seu ano conturbado de 2010. Muito diferente do que o clube estava "acostumado", é verdade, mas eu tenho pra mim que foi bom o que aconteceu, pois dessa maneira, espero que a diretoria tenha aprendido, mude a postura e a mentalidade para os anos seguintes, pois nem sempre sairemos vencedores e algumas coisas terão sim que serem modificadas e planejadas para voltarmos a ser campeões.
Agora é torcer para o elenco, objetivos e metas de 2011 sejam diferentes!

                                                                                                        Rafael B Malagodi

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