Santos – nota 6,5
Inicio de ano aconteceu como os dois anos anteriores, com a equipe da
baixada levando o campeonato paulista pela terceira vez consecutiva, e com
Neymar sendo novamente a estrela. Os santistas tinham a esperança também de
chegar na libertadores, e era tido por muitos como um dos principais favoritos.
Chegou a semi final, mas parou no SCCP e foi eliminado. As notáveis e publicas
divergências da diretoria e comissão técnica esquentavam os bastidores (Ganso
foi por vezes a pauta da vez), e o título da recopa, diante da La U veio apenas
para dar aos santistas, mais um triênio com dois títulos na mala. Fim de
brasileiro instável, e novamente com Neymar-dependência.
Palmeiras – nota 5
Que ano foi esse palmeirense?! Nem São Marcos salvou o time no ano da
sua despedida. Não conseguiu chegar novamente no estadual, sendo eliminado nas
quartas para o Guarani. Diante disso, a equipe focou-se na copa do Brasil, e
com seu elenco limitadíssimo, mas com Scolari no banco e M. Assunção no campo,
conseguiu levar o título. Esse foi a única alegria palmeirense, que comemorou o
título por muito tempo e deixou de lado o brasileiro, quando acordou era tarde
de mais. Com o time na zona da degola, Felipão saiu (p/ muitos abandonou) e nem
mesmo a troca de treinador salvou o time do vexame do rebaixamento, e depois de
10 anos a série B estava no caminho. O ano acabou muito ruim, com direito a
dispensa coletiva no elenco.
São Paulo – nota 7
Um ano que gerou mais incertezas do que certeza. O tricolor paulista
teve um 2012 irregular. As inconstâncias tomaram conta do time nesse período. O
início com um técnico (Leão) gerava algumas incertezas no clube, e após as
eliminações do paulista (terceira vez consecutiva para o Santos) e a
desclassificação da copa do Brasil nas semi-finais custou a cabeça do então técnico, que não agradava
parte do elenco. A chegada de Ney Franco ao comando, gerou novamente
incertezas, mas com o passar do tempo, e aliado a volta de Rogério Ceni (após
cirurgia), líder da equipe, Ney conseguiu fazer algumas mudanças na equipe e
dar mais consistência ao time. Mesmo sem muitos acreditarem, o tricolor
garantiu a vaga para libertadores com a 4ª colocação no Brasileiro, e de
quebra, após 4 anos sem títulos, de forma invicta, o São Paulo sagrou-se
campeão do fraco torneio da Sul-Americana, que também dava vaga para a
libertadores. Com o título, o tricolor também garantiu um troféu no ano.
SCCP – nota 9
O melhor dos quatro grandes. Depois de se sagrar campeão nacional no
ano anterior, a equipe foi montada e organizada para a competição mais
importante dos sul-americanos. No início do ano, o paulista foi usado com
preparação, mas ao ser eliminado, pela Ponte Preta, em pleno Pacaembu, ligou um
sinal de alerta. Julio César, o oleiro foi o bode expiatório. Na medida em
avançavam na libertadores, mais confiantes estavam pelo título inédito. Ao
passar do Santos na semi final, a história de chegar a uma final já estava
garantida. Ao ganhar do Boca, o inédito título foi o êxtase. Restava então o
mundial no Japão. Usando o brasileirão como “treinamentos”, Tite foi montando
uma equipe mais forte, e sem muito esforço, a equipe fez boa preparação e
chegou no Japão confiante. O inesperado novamente aconteceu, ao bater o Chelsea
na final, por 1 a 0. Este feito, foi também inédito, e o SCCP levantou a 1ª
taça de campeão mundial.
Rafael B. Malagodi
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