Análise retirada do site globoesporte.com, por Alexandre
Lozetti
Primeiro tempo
Mais entrosado, o São Paulo tentou decidir a
partida logo de cara. Marcou no campo de ataque, recuperou a bola rapidamente e
impediu que o Santos jogasse. Na pressão, Jadson fez dois bons cruzamentos, o
segundo na cabeça de Rhodolfo, que escorou para o parceiro Paulo Miranda,
livre, finalizar e dar mais um passo em sua redenção após as falhas no
Paulista. Parecia que o anfitrião passearia no Morumbi. As aparências enganam.
O time de Leão voltou a exibir velhas falhas: arrancadas improdutivas, pressa
com a bola nos pés e um buraco no meio. Setor onde o visitante cresceu, com
Henrique e Gerson Magrão permitindo o avanço de Léo, antes sufocado por Lucas
do lado esquerdo. Quando o Tricolor conseguia roubar a bola no campo de ataque,
assustava. Foi o caso da jogada que terminou em chute de Willian José. Mas os
desarmes passaram a ser raros, e os reservas do Santos ficaram mais com a bola.
Alan Kardec, acostumado a atuar ao lado de Neymar, teve esforço dobrado com o
parceiro Rentería. Em lance individual, ele fintou Paulo Miranda e bateu de pé
esquerdo para fora. Fernandinho e Felipe Anderson irritavam os comandantes com
erros em sequência. O meia santista ainda teve chance no intervalo, mas o
atacante são-paulino ficou no vestiário, substituído por Maicon.
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| Paulo Miranda marcou no clássico vazio (até de craques). |
Segundo tempo
Lucas teve chance de, assim como no primeiro
tempo, marcar logo no início e tranquilizar a torcida. Em bela arrancada,
entortou Léo e bateu cruzado, fora do alcance de Aranha. A bola saiu por muito
pouco. De resto, o filme repetiu o que se viu nos primeiros 45 minutos. O
prenúncio de bom futebol não se concretizou, e as equipes, principalmente o
Santos, voltaram a sentir muita falta dos desfalques. As bolas enfiadas de
Jadson ainda eram ameaçadoras, mas encontravam Willian José marcado por suas
limitações. Lucas, sozinho, precipitou-se ao tentar lançar o centroavante e deu
a bola nos pés de Bruno Rodrigo. Os presentes do São Paulo davam esperança ao
Santos. Muricy recuou Ewerthon Páscoa para a zaga com o intuito de tentar
ganhar o meio e levar perigo com o apoio de Maranhão e Léo. Também colocou
Dimba no lugar de Rentería, em má jornada. A revelação logo mostrou serviço,
fez boa jogada pela esquerda e obrigou Denis a fazer sua defesa mais difícil no
clássico. O goleiro voltaria a salvar os titulares contra os reservas nos
minutos finais ao pegar bola rasteira e não dar rebote. A boa movimentação de
Gerson Magrão levou o Peixe adiante, mas não foi suficiente para conseguir o
empate. Foi a segunda vitória do São Paulo, que sobe na tabela, mas continua
exibindo futebol muito ruim. E o Santos, mesmo com algumas contratações, ainda
é totalmente dependente de seus titulares e segue sem vitórias em quatro
rodadas. Enquanto a Libertadores não terminar, será sofrido para o torcedor
alvinegro assistir às partidas do Brasileiro.
“O São
Paulo teve a chance de matar a partida por vezes, mas vacilou, e em alguns
momentos ainda tomou sufoco desse reserva limitado do Santos.”

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