17 de dezembro de 2015

Obrigado, Mito Rogério!!!

25 anos de amor ao clube.

Enfim, o fim!
Após 25 anos dedicados ao São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni encerra sua gloriosa e vitoriosa carreira de goleiro/artilheiro/capitão/líder/exemplo.

A criação do ídolo.
Obviamente que lá atrás no inicio dos anos 90, Rogério não sabia que Deus tinha reservado á ele, mas certamente tinha confiança no todo poderoso. E Deus abençoou e deu um dom, mas obviamente, não fosse sua vontade e seus dias de trabalho, Ceni não suportaria ficar por tanto tempo esperando sua chance. Zetti era um goleiro excelente, um ídolo que ganhou tudo pelo São Paulo, e Rogério fez disso seu aprendizado. No momento mais glorioso do clube, esteve ali, pertinho, buscando ensinamentos, até que um dia chegou sua vez. 

1ª vez no Morumbi, lá estava ele

É justamente a partir daí que começo a observar de perto meu ídolo, pois ele vira titular justamente na fase em que começou meu fanatismo pelo São Paulo F.C. 

Desde a primeira vez que fui ao Morumbi, o goleiro era ele. Naquele São Paulo 1 x 1 Ajax, num amistoso de 1997, no famoso jogo da neblina. E curiosamente, estive na ultima partida oficial do goleiro no Morumbi, diante do Santos pela Copa do BR-15. 
Última partida em casa...
Digo curiosamente pois ninguém imaginaria que na partida seguinte, em Santos, o goleiro se machucaria e perderia o restante da temporada.

Em toda minha vida jamais xinguei Rogério Ceni. Mas infelizmente, já vi muitos são paulinos fazerem isso. Tai uma coisa que me deixa profundamente chateado. Quando Rogério falha também. A quantidade de gente que o xinga chega a impressionar. Óbvio que a grande maioria são os rivais, mas infelizmente alguns tricolores também. Quando isso acontece, coloco sempre na balança a quantidade de alegrias que ele nos deu, e creio que seja por isso que recebem tantas criticas, pois devem se sentir incomodados com a trajetória  do M1to. Só pode ser.


Defesa no jogo mais emocionante
Rogério já fez diversas partidas memoráveis, defesas inesquecíveis. Daria pra escrever um livro. Fui na partida entre São Paulo x Rosário Central, na libertadores de 2004, partida decidida nos pênaltis, justamente com o M1to decidindo. Pra mim, a partida mais emocionante que já vi (e fui). E olha que vi finais de libertadores, mundiais, brasileiros... Certa vez, vi Rogério dando uma entrevista e dizendo que aquela foi a partida mais emocionante da carreira dele, apesar de outras finais terem sido mais importantes e tal. Porra, quando ouvi isso, na hora fiquei muito feliz, pois tive o prazer de presenciar in loco a tal façanha. 
O gol marcante
Sem contar os diversos gols que já presenciei do M1to. Uma emoção a parte. Gols dele parecem ter outro significado. Aquela história de esperar seu momento, tem muito a ver com estes gols, pois nesse período Rogério Ceni foi se aperfeiçoando dia após dia, até chegar nos seus 131 gol. Mais gols que muitos jogadores de linha, inclusive. Está na história! 
100º pra história. Inesquecível.

Tive o prazer de presenciar vários deles, mais, o mais marcante e emocionante, sem dúvida, foi o 100º contra nosso rival. Puta que Pariu, aquilo foi do cacete. Lembro de virar meu colchão de ponta cabeça, após o gol, tamanha alegria.



Dos títulos, certamente o mundial de 2005 foi o mais marcante. Ele merecia mais do que ninguém. E pensar que muitos, achavam que ele era um “pé frio” e que o São Paulo só voltaria a ser vencedor quando o camisa 1 saísse do clube. Juro que tenho dó das pessoas que diziam isso.

Título marcante. É TRI.
Agora que ele encerrou a carreira, vi algumas entrevistas em que ele mostra um lado mais humano. Impressionante, mais esse cara é fora de série. Sempre tive a mesma impressão dele e do Marcos (PAL), esses caras por serem muito autênticos são facilmente incompreendidos, e por isso as criticas pessoais tomam proporções enormes.
Pode parecer hipocrisia, mais uma das coisas que mais me fizeram um fã do M1to, foi sua carreira não ser associada á seleção CBF. Evidente que por sua carreira vitoriosa, ele teve oportunidades e até chegou a vencer com a seleção, esteve em grupos vitoriosos e perdedores, porém, quando mais mereceu sua titularidade ela não ocorreu. Na CBF as coisas acontecem assim mesmo, de forma estranhas... Em 2006, na copa, estava literalmente voando dentro de campo, mas o então técnico preferiu deixá-lo no banco. Passado algum tempo, já não querendo mais ser convocado, soltou uma frase que pra mim é muito marcante “a minha seleção tem três cores. Vermelho, branco e preto”.
Nesse momento, meu grau de fanatismo foi no ápice, pois todos sabem minha opinião sobre a seleção CBF...

Eterno ídolo da torcida.
Apesar das especulações se será um futuro presidente ou diretor de futebol ou técnico, sinceramente, não gostaria que ele fosse nada disso. Não por duvidar da sua capacidade, pelo contrário, pois isso ele deve ter de sobra, apenas fico temeroso. Se ele comete algum equivoco estando num desses cargos, muitos esquecerão o que ele fez e certamente irá xingá-lo, vaiá-lo e etc. Isso não pode acontecer! 
Pra mim, uma espécie de embaixador, que está sempre em eventos divulgando o clube, viajando para os principais centros do futebol seria o ideal. Pois sua imagem é muito forte e merece ser sempre lembrada pelos feitos maravilhosos que ele nos deu.

Rogério Ceni me deu tantas alegrias, que certamente se um dia encontrá-lo, gostaria de apertar sua mão e dizer “muito obrigado, M1to”, pois ele ajudou a recolocar o São Paulo no mapa mundial novamente e como ele mesmo diz, “entrar pra história”. E que história.

A DESPEDIDA

Última entrada do M1to
Esse jogo de despedida, tive o prazer de ir, e certamente estará na minha memória. Contarei para meus filhos e netos.... Foi muita emoção! Ver a festa da torcida e torcedores, com bandeiras, camisas com o nome do Mito, músicas....foi demais!!!
Eu fui! Pequena
homenagem na camisa
Eu tinha feito um pedido a mim mesmo, que quando ele se aposentasse, eu faria o possível para estar na partida, e quis Deus que eu estivesse. Sem contar os outros ídolos. Nunca tinha visto in loco Zetti, Cafu, Muller entre outros. Que emoção! Uma festa digna da grandeza de seus feitos. Inesquecível!!!



Obrigado M1to! Obrigado por 25 anos dedicados ao clube bem amado! Obrigado pela dedicação e profissionalismo nesses 1.237 jogos, 131 gols e inúmeros títulos.
Muito Obrigado mesmo!

Rafa Malagodi



6 de dezembro de 2015

Goiás 0 x 1 São Paulo (38ª rodada brasileiro 2015)

Impressionante!
O São Paulo fez um 2015 pra dar tudo errado. Principalmente no campeonato brasileiro, e por incrível que pareça, ainda pegou a quarta vaga da libertadores. Não sei o que está pior, o time ou o futebol brasileiro.

O time fez uma péssima partida hoje. Jogou para empatar com um time que já começava a rodada rebaixado. Somente um milagre livraria o Goiás, e mesmo assim o São Paulo foi até Goiânia pra jogar por um ponto, que o garantiria na libertadores.
O futebol foi digno do restante do campeonato.
Pra se ter uma ideia, o tricolor não conseguiu fazer 6 pontos (somando turno e returno) em nenhum dos time rebaixados! Porra, um time grande como o São Paulo, deveria ter obrigação de vencer times como esses no campeonato. Mas com jogadores como os nossos, isso seria realmente impossível.

Golaço. Rogério entra e marca em seu
primeiro chute ao gol. Já os titulares...
No primeiro tempo teve apenas uma chance de gol, no segundo, jogava pra segurar a partida. O time atravessava o campo e tinha a coragem de recuar a bola, e não entrar dentro da área. Uma vergonha. Se o time ainda estivesse vencendo... Mas pelo contrário, uma derrota tiraria a classificação da equipe. Se o Goiás fosse um pouquinho melhor talvez sairia com a vitória.
Tudo isso acontecia sob a batuta do fraco Milton Cruz, que ao colocar Rogério faltando 7 min. para o fim, pediu para o atacante segurar, porém, o camisa 17 não deu ouvidos e foi pra cima e marcou um golaço, e isso garantiu a vitória do tricolor. Todos festejaram... Ai me pergunto: Por que o time não ousou desde o inicio, já que era superior??? Lamentável.

Hoje marcou a última vez que Rogério Ceni esteve presente com os jogadores. Mesmo machucado, o Mito viajou com a equipe. Tenho pra mim, que ele termina sua carreira com certa decepção. Não só por não ter conseguido um título, mais pelo ano melancólico do São Paulo, por seus jogadores sem brio, sem qualidade e que não mereciam a presença de um ídolo, do seu tamanho, jogando junto com cabeças de bagres.

Destaque positivo
THIAGO MENDES. Foi o único lúcido da equipe nos últimos jogos. Seu futebol decolou com Osorio; ROGÉRIO. Diferente dos demais, entrou com vontade de marcar, e fez um golaço.

Destaque negativo
TODOS OS DEMAIS. Que campeonato medonho.

Rafa Malagodi


28 de novembro de 2015

São Paulo 3 x 2 Figueirense (37ª rodada brasileiro 2015, por globoesporte.com)

Análise retirada do site globoesporte.com

Quando o Morumbi já estava calado, pronto para novos protestos em um dos anos mais bagunçados da história do clube, o pé direito de Thiago Mendes mudou o panorama e deixou o São Paulo mais perto da Taça Libertadores. No último lance, o volante garantiu a vitória tricolor por 3 a 2 sobre o Figueirense, neste sábado, no Morumbi, num jogo que esteve longe de ser simples. Protestos, vaias e vacilos do time dentro de campo não formavam exatamente o cenário desejado por Luis Fabiano e Alexandre Pato, que vão deixar o clube depois do Campeonato Brasileiro e se despediram do Morumbi neste sábado. Fabuloso fez seu gol, viu o time sofrer a virada com Clayton e Carlos Alberto, mas vibrou também com os “milagres” de Alan Kardec, aos 45, e Thiago, aos 49 do segundo tempo.  

Rogério Ceni, outro que está perto da despedida, mas se recupera de lesão, sequer viu a reviravolta: deixou o Morumbi quando o duelo ainda estava empatado por 1 a 1.
Merecedor. Thiago Mendes faz o gol da vitória.
Volante é um dos isentos em 2015.

O jogo

– Hoje é um dia atípico, com uma sensação diferente. 


A frase de Luis Fabiano fazia referência ao seu último jogo com a camisa tricolor no Morumbi, mas pode resumir bem os fatos em curso no estádio desde horas antes da partida. Novos protestos, com os mesmos bodes expiatórios – Lucão, principalmente. Torcedores insistindo por soluções para o clube. Um time precisando vencer para se manter no G-4. 
Em campo, o Fabuloso tratou de dissipar a ansiedade que aparentava ter quando chorou durante a execução do Hino Nacional. O São Paulo começou bem, com infiltrações do atacante e boas trocas de passes com Ganso, Pato e Thiago Mendes.  Bastante ligado, o Tricolor aproveitou uma saída de bola errada do Figueirense para  abrir o placar. Pato roubou, passou a Ganso, que serviu Luis Fabiano. O homenageado da tarde balançou as redes e fez a alegria do são-paulino pela 212ª vez com a camisa do São Paulo – 125 delas dentro do Morumbi. Parecia tudo resolvido, até o time apresentar os velhos problemas. Um meio-campo abandonado, com Ganso pouco combativo e só Thiago se esforçando para conter os avanços do rival. 
O Figueira, desesperado, gostou do que viu e agradeceu. Clayton, ilha de talento na equipe catarinense, aproveitou a falha na marcação para finalizar sozinho na área e empatar o duelo, aos 26 minutos. Milton Cruz tentou dar gás ao Tricolor no segundo tempo, com as entradas de Alan Kardec e Centurión. Nada funcionou, e o clima no estádio só piorou. Pato, outro que se despede do Morumbi, deixou o gramado vaiado. Ganso passou a jogar mais perto da área e até acertou um chute no travessão. 
O Figueira, sob comando de Carlos Alberto, fez o que lhe cabia. Tentou tocar a bola com calma, evitando erros graves e contra-ataques. O meia sofreu falta na intermediária e depois foi à área, sem marcação, decretar a virada catarinense com um belo voleio: 2 a 1, aos 29 minutos. 
Kardec, nos acréscimos, empatou. Thiago Mendes, heroico, fez o terceiro no último lance do jogo. O São Paulo está vivo e cada vez mais perto da Libertadores.


22 de novembro de 2015

Mandante 6 x 1 São Paulo (36ª rodada brasileiro 2015)

Uma vergonha!

Nunca imaginei que diria isso, mas o jogo de hoje (mais o placar acachapante) me fez lembrar o 7 x 1 da Alemanha na CBF, durante a copa 2014.

Não que o SCCP fosse uma seleção alemã, mais o impacto que me passou foi o mesmo, de um futebol organizado em que os jogadores compram a ideia do treinador e querem vencer porque sabem que isso provará sua superioridade, contra um time de relaxados, que ganham salários absurdos e com um futebol bizarro. Sem comprometimento. Como fez a Alemanha contra a CBF.

Vergonha! Se tivessem respeito a camisa, não
teríamos levado goleada histórica.

No caso da CBF , se sentir os melhores, os "penta campeões" imbatíveis, fez a queda ser vista como tragédia, mais não, a verdade é que pegaram um futebol estruturado, enquanto eles pararam no tempo.
Já o São Paulo, estacionou em seu berço esplêndido, no "soberano". Desde então, não ganha mais nada e vive passando vexames. 
Nos dois casos os "homens do poder" nos fez enxergar que, se não tiver organização e pessoas de boa índole, não chegará em lugar nenhum.

Se as coisas não mudarem drasticamente em 2016 (duvido que aconteça), teremos mais um ano bizarro e a soberania será dos vexames de jogadores sem compromissos e dirigentes que pensam apenas no ego.

Que vergonha!!!

Rafa Malagodi


20 de novembro de 2015

São Paulo 4 x 2 Atlético/MG (35ª rodada brasileiro 2015)

Quem assistiu o primeiro tempo do jogo, logo deve ter imaginado que seria mais uma daquelas apresentações pífias do São Paulo. O jogo era ruim, com poucas oportunidades.
Para seguir na disputa pelo G4, o tricolor teria que ganhar e torcer por um tropeço do Santos. E não é que isso aconteceu mesmo?!

O primeiro tempo não tem nem o que comentar, a não ser as bolas perdidas por Alexandre Pato e pelo ganso estar viajando.

Subiu! São Paulo volta ao G4, mas terá
jogos difíceis pra se manter no grupo.

No segundo tempo e sob olhares de Osorio, que foi ao estádio acompanhar seu ex time, o time tricolor precisou levar um susto para começar a reação. O Atlético marcou primeiro. E depois de quase levar o segundo, Milton Cruzzzzzzz resolveu mexer no time. E não é que a mudança surtiu muito efeito!
Rogério entrou no lugar do vaiado Pato, e Kardec no lugar de Bruno.
Logo no primeiro toque na bola Kardec empatou, mas quase não tivemos tempo de comemorar e sofremos novo revés. Foi ai que Rogério (que não é o mito) começou a aprontar. Ele fez o lado direito do galo rebolar e criou chances atrás de chances. Resultado disso: Michel Bastos marcou uma pintura. Gol que vale ser visto e revisto. Depois Kardec, em nova jogada de Rogério virou pra 3 a 2. Os dois jogadores que Milton colocou em campo fizeram a diferença.
Com o resultado, o São Paulo ajudava o SCCP a ser campeão por antecipação. Com isso, o galo já não tinha mais tanto animo para mais nada. Foi ai que no fim do jogo, Rogério aprontou novamente e foi derrubado na área. Pênalti cobrado com muita força por Luis Fabiano, que completava 350 jogos pelo tricolor. Resultado final 4 a 2 São Paulo.

Óbvio que muitos irão dizer que o São Paulo ajudou o SCCP, mas não, o tricolor apenas precisava se ajudar, precisava melhorar aquele futebol horrível do primeiro tempo. Se o SCCP foi campeão com o nosso resultado, azar. E pensar que eu vi nas redes sociais, “torcedores” do São Paulo querendo que o time perdesse...lamentável.

Destaque positivo
ROGÉRIO. Entrou e mudou o jogo. Ganhou praticamente todas as jogadas e foi responsável por pelo menos dois gols; ALAN KARDEC. Entrou junto com Rogério e fez dois gols; LUIS FABIANO. Foi valente todo o jogo. Pena que não faz isso sempre.

Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Sabem aquelas partidas que ele não faz nada e só perde bola?! Pois é!; CARLINHOS. Muito mal. Errou todos os cruzamentos e dribles.

Rafa Malagodi


9 de novembro de 2015

Cruzeiro 2 x 1 São Paulo (34ª rodada brasileiro 2015, por globoesporte.com)

Devido á viagem, não vi nada sobre o jogo.
Análise retirada do site globoesporte.com

Denis fez o que pôde. A boa atuação do goleiro são-paulino, porém, não foi suficiente para parar o Cruzeiro, que voltou a vencer após empate diante do Avaí - já são dez jogos de invencibilidade para os mineiros no Brasileirão. Com gols de Willian e Leandro Damião, a equipe de Mano Menezes superou o arqueiro tricolor por 2 a 1 no Mineirão e manteve o sonho de lugar no G-4. Não foi simples, apesar da superioridade celeste. Denis fez pelo menos quatro defesas complicadas no primeiro tempo. Luis Fabiano abriu o placar, numa das poucas chances dos paulistas, que depois não conseguiram mais segurar os rivais. Com a vitória, o Cruzeiro foi aos 48 pontos e se manteve na décima posição - seis pontos separam o time do Santos, o quarto colocado. O Tricolor, que também luta por lugar entre os quatro primeiros, ficará mais uma rodada na quinta posição, com 54 pontos. O Cruzeiro agora volta a campo no próximo domingo, dia 15, contra o Sport, novamente no Mineirão. O próximo compromisso do São Paulo está marcado para o dia 19, no Morumbi, quando a equipe enfrenta o Atlético-MG.
Mesmo sendo o destaque, Denis não conseguiu
assegurar a vitória tricolor.
O jogo

Até os 31 minutos da etapa inicial, o jogo tinha sete finalizações, todas do Cruzeiro. Na oitava, a primeira do São Paulo, Luis Fabiano subiu mais alto que os defensores, aproveitou escanteio cobrado por Alexandre Pato e abriu o placar no Mineirão. Parecia injusto. Denis já tinha feito quatro defesas difíceis e era o principal personagem da partida. Mas o goleiro tricolor não pôde fazer nada quando, um minuto após o gol paulista, Willian pegou a bola na entrada da área e bateu no canto para empatar. Logo em seguida, Arrascaeta teve sua chance, mas bateu para fora. A superioridade cruzeirense era clara, apesar do 1 a 1, e ficava nítida no meio-campo, dominado pelos donos da casa. O São Paulo conseguiu equilibrar o confronto no começo do segundo tempo. Contra a volúpia cruzeirense, apostou na tranquilidade e na troca de passes. Pato teve oportunidade de desempatar aos 11 minutos, mas perdeu gol na pequena área. Aos 35 minutos, porém, Ariel fez lançamento perfeito para Leandro Damião, que invadiu a área e bateu forte para marcar o gol da vitória cruzeirense.


1 de novembro de 2015

São Paulo 3 x 0 Sport (33ª rodada brasileiro 2015)

Depois da eliminação com um futebol bizonho diante do Santos, pela copa do Brasil, o São Paulo voltou a campo pra enfrentar o Sport e tentar a recuperação do seu futebol e uma vaga no G4 do Brasileiro. São Paulo 3 a 0.

O tricolor foi desde o principio o dono do jogo. Os pernambucanos apenas se defendiam, tanto que no primeiro tempo chegaram próximo ao gol apenas uma vez, num lance sem querer. Denis defendeu em cima da linha.
Com espaço pra jogar, o quarteto ofensivo do São Paulo foi criando suas jogadas. O primeiro gol saiu com Ganso. Esse foi apenas o 2º gol do camisa 10 em 2015. É pouco, muito pouco. Jogando com o placar a favor as coisas foram ficando mais fáceis. Por incrível que pareça, o segundo gol saiu depois da troca de passes de Pato para Ganso, para Pato, que tocou pra Luis Fabiano e rede. Justamente os jogadores que vem sendo constantemente criticados pela torcida. Vale lembrar também o meio de campo mais solto, contra um time que não tinha poder ofensivo tem facilitado. Wesley e Thiago Mendes foram os volantes.
Você por aqui? Ganso marca e São Paulo vence.
Esse foi apenas o 2ª gol do meia no ano.

Na segunda etapa o tricolor seguiu melhor. Trocava mais passes, procurava mais o gol. Pato que tinha dado uma assistência procurava o seu, mas não conseguiu finalizar bem ao gol. Até então teve apenas uma bola na trave no inicio do primeiro tempo.
O Sport por sua vez saiu mais, mas ainda sim tinha dificuldades. Muito por conta de Rodrigo Caio. De zagueiro, fez boa partida. Quando passaram pela defesa tricolor, os pernambucanos pararam em Denis, que fez duas boa defesas, mas foi só.
Quando a torcida pegava no pé de M. Bastos e pedia Rogério (com razão), o camisa 7 acertou um chute de esquerda, que desviou e morreu no fundo das redes. Na comemoração, saiu fazendo sinal de silêncio para os torcedores.
Ainda que o tricolor continuasse martelando, o placar se encerraria ali, e a vitória, coloca o São Paulo momentaneamente no G4, e dependendo dos placares de seus concorrentes, pode fazer o time brigar de verdade por uma vaga na libertadores.

Agora, pensando friamente em como está o clube, nem sei o quanto interessante pode ser uma competição internacional. A menos que os bastidores comecem a mudar para melhor.

Destaque positivo
RODRIGO CAIO. Fez uma partida impecável na defesa.

Destaque negativo
ALAN KARDEC. Jogou quase 30 min. e quase não tocou na bola.

Rafa Malagodi


29 de outubro de 2015

Santos 3 x 1 São Paulo (semi final copa do Brasil 2015, eliminação)

Como esperado, o tricolor tinha missão impossível na Vila Belmiro.
Como esperado, o medalhões do São Paulo não jogaram bola.
Resultado disso tudo, São Paulo perdeu mais uma vez por 3 a 1, e o Santos, merecidamente está na final, e deve ser campeão.

O ataque do Santos é letal! Dorival Jr. ainda não perdeu na Vila, e diante da escalação do ofensiva do tricolor, o time praiano fez muito bem seu papel, e com 25 min já ganhava por 3 a 0.
O São Paulo foi pro tudo ou nada, mas seus jogadores não possuem o ímpeto dos santistas, e com isso, mal assustavam o goleiro. Já a defesa são paulina sofria, sofria, sofria. Ainda que o Santos tivesse “tirado o pé” acertaram bola na trave, assustavam Rogério, mas o placar ficou nisso.

Pra lamentar. São Paulo perde os dois jogos
pro Santos e Rogério não levantará mais taças.
No segundo tempo Denis voltou no lugar de Ceni, pois o goleiro se machucou num lance de dividida com Lucas Lima, mas o Santos já não tinha mais ambição de atacar como antes. O tricolor sim foi com tudo ao ataque, mas não adiantava mais. Já era tarde. Os gols perdidos (e sofridos) no primeiro jogo devem ter repercutido na cabeça dos jogadores. Principalmente Ganso e Kardec, que perderam lances capitais para a equipe. Michel Bastos ainda fez o único gol do São Paulo.

Pois Bem, o que podemos esperar de um clube que o presidente trocou socos com o vice de futebol? Não podemos espera muita coisa. As derrotas tem sido anunciadas. Espero pelo menos, que o time jogue com vontade o restante do campeonato brasileiro, e torço para o ano acabar logo, pois assim, Luis Fabiano, Pato e quem sabe Ganso, possam cair fora do São Paulo.

Destaque positivo
TIME DO SANTOS.

Destaque negativo
TIME DO SÃO PAULO.

Rafa Malagodi


25 de outubro de 2015

Coritiba 1 x 2 São Paulo (32ª rodada brasileiro 2015, por globoesporte.com)

Não consegui acompanhar o jogo, vi apenas os melhore momentos. Pelo que vi, foi um jogo bem aberto, com chances pros dois lados. Mas vejo que apesar da vitória, o São Paulo perdeu gols e mais gols...


Coritiba e São Paulo começaram a partida acelerados. Tanto que confundiram vontade com jogo duro. Nos primeiros lances, por exemplo, Luiz Eduardo fez falta forte em Cáceres. Henrique, logo em seguida, revidou e acertou o zagueiro são-paulino. O lance gerou confusão entre os rivais, teve bate-boca e distribuição de cartões amarelos. Passado isso, muita emoção. As duas equipes jogaram para frente e protagonizaram uma boa partida.Aos nove, Luiz Eduardo vacilou e perdeu a bola para Kléber, que parou em Ceni. O goleiro tricolor, aliás, fez outros duas boas defesas no primeiro tempo. Do lado do Coxa, Wilson também salvou. Mas não conseguiu parar Alan Kardec. Aos 24, após passe de Ganso, o atacante bateu cruzado e abriu o placar. Esse gol, o primeiro de Kardec depois de 210 dias, afinal ele se machucou em abril e ficou fora, foi o de número 10 mil da história do São Paulo. O Coritiba não se intimidou com isso e foi em busca do empate, que saiu aos 45, em chute de Cáceres de fora da área.

Jogadores comemoram vitória. 3 pontos
importantes para seguir na disputa G4
As duas equipes voltaram diferente para a segunda etapa. Não na escalação, mas na postura. São Paulo e Coritiba não conseguiram manter o ritmo ofensivo da primeira etapa. Uma pena... O jeito foi tentar jogar no erro do adversário. Também não deu. A solução era buscar criatividade, toque de bola... E o Tricolor fez bem isso, com boa posse de bola. Tanto que chegou ao segundo gol, aos 18 minutos. Depois de boa troca de passes, Ganso deu bom passe para Alexandre Pato, de fora da área, bater de esquerda e fazer 2 a 1. Golaço! Ao Coritiba restou correr atrás da reação, prejudicada pela expulsão de Henrique, aos 27. O jogador fez falta dura em Luiz Eduardo e levou vermelho. Depois disso, nada mudou no Couto Pereira.


22 de outubro de 2015

São Paulo 1 x 3 Santos (semi final copa do Brasil 2015) In loco

Jogar a primeira em casa seria a maior vantagem do tricolor, mas o time não soube aproveitar e certamente deve ser eliminado pelo possível campeão da Copa. Santos tem um ataque muito efetivo, coisa que o tricolor não tem faz tempo.

Posso dizer que esse jogo diante do Santos ficará na memória. Não pelo lado positivo, mas pela experiência. Que chuva foi aquela?!?! Meus pés estavam submersos na arquibancada. E isso tudo depois de um apagão que durou mais de 20 minutos.
Dentro do campo o São Paulo saiu atrás do placar, na única chance real do Santos no primeiro tempo. O gol nos deixou apreensivos.
Não fosse o gol de empate do Pato, ainda no primeiro tempo, dificilmente teríamos ânimo na arquibancada. O gol deu esperança e inflamou a torcida por um longo tempo, que debaixo do dilúvio gritava.
O São Paulo foi tentando na medida em que ficava com a bola, mas nem sempre chegava em condições. E a chuva aumentava.
Minutos antes do apito o lance capital da partida. Ganso recebeu dentro da área, livre (livre mesmo) e isolou! Tentou tirar do goleiro e jogou pra fora. Um gol naquele instante mudaria o jogo, certamente.
Escureceu. São Paulo desperdiça oportunidades
 e sai com péssimo placar do Morumbi.

Durante todo o intervalo, ficamos embaixo das arquibancadas, pois a chuva estava cada vez mais forte. A chance perdida pelo camisa 10 repercutia entre os torcedores.
Assim que os times voltaram a campo, os torcedores voltavam também. Assim que o jogo iniciou, com 1 min. um novo banho gelado. Era o segundo gol do Santos, que quatro minuto depois faria também o terceiro. Que fria, literalmente! Aquela altura, como o jogo começou com muito atraso, já era possível ver alguns jogadores indo embora. Era compreensível, pois o São Paulo não vem apresentando um futebol convincente e que motive o torcedor. O ano de 2015...
Na copa do Brasil, sofrer um gol fora de casa já é péssimo, levar três e ainda perder o jogo, estava nos piores pesadelos.
O que se viu a partir dali foi uma infinidade de gols e chances perdidas pelo tricolor. O Santos por sua vez jogava com a bola nos pés, com inteligência. No primeiro tempo o São Paulo cruzou várias bolas na área, no segundo tempo então, com o gramado cheio de poças d’águas, ai que as bolas viajam mesmo. E quase sempre não aproveitadas. Alan Kardec foi quem mais desperdiçou. Inclusive, perdeu o segundo gol mais feito da partida, ao cabecear livre, pra fora aos 47 min.
Não é que o jogo foi ruim, que o tricolor tenha sido péssimo, o problema é não aproveitar as chances e ainda dar vacilos que estão custando cada vez mais caros. Com 3 a 1 contra, a chance de reverter é praticamente impossível. O Santos na vila é complicado.

Destaque positivo
BRUNO. Foi o jogador mais lúcido. Fez boas jogadas no ataque.

Destaque negativo
LUIS EDUARDO. Muito fraco. Não merece estar vestindo a camisa do clube; PAULO HENRIQUE GANSO. Sabe por que ele não é craque? Porque não é decisivo quando precisa. Perdeu a bola do jogo.

Rafa Malagodi


18 de outubro de 2015

São Paulo 2 x 2 Vasco (31ª rodada brasileiro 2015)

São Paulo estreava sua terceira camisa, pela primeira vez na história, mais foi o placar que deixou o torcedor envergonhado, da cor da camisa. 2 a 2 contra o Vasco e o G4 cada vez mais distante.


Na semana passada, fiz uma pequena projeção de dois jogos do São Paulo. Esperava ao menos 4 pontos dos 6 disputados diante de Fluminense e Vasco, porém, após as duas partidas o tricolor somou inexpressivo 1 ponto! Para um time que briga por G4, isso é inaceitável! Ainda mais se analisarmos o adversário.
Quando Luis Fabiano abriu o placar com menos de 1 min. era esperado uma goleada contra os cariocas, mas o tricolor não se aproveitou do placar a favor. Parou de agredir e começou a tirar o pé das jogadas. Muito em função do clássico pela copa do Brasil. O problema disso era não criar jogadas e tentar liquidar a partida, e com isso foi deixando o Vasco ir chegando aos poucos.
Numa dessas chegadas dos cariocas, o árbitro marcou um pênalti inexistente, muito comum nesse campeonato brasileiro, que está cheio de erros em todas as rodadas. No lance Matheus Reis foi expulso. No jogo passado eu já tinha alertado para afobação do jovem lateral, hoje ela se confirmou ainda mais. O lance do primeiro cartão dele diz tudo.
Tá difícil! Apesar do empate no fim,
São Paulo vai mal e se afasta do G4.

Na volta do segundo tempo, o tricolor parecia pesado, sem forças para atacar. De fato, seus “principais” jogadores não produziam. Ganso e Pato faziam uma partida bizarra. Esse último fez até lembrar seu tempo de SCCP.
O Vasco se aproveitou e foi ao ataque. Quando conseguiu Rogério livrou o tricolor, mas não faz milagres e o tricolor levou a virada. Daí em diante o tricolor acusou ainda mais o golpe. Não criava nada. Nem mesmo a entrada de Alan Kardec, após 6 meses parado, mudou os rumos do jogo. Pato saiu vaiado; Falando do camisa 11, ao vê-lo jogar, tem hora que chega a dar nojo do seu preciosismo, egoísmo e sua displicência. Um jogador mimado, que se preocupa apenas com o seu desempenho.
Detalhe: 3ª camisa usada pela 1ª vez.
O jogo se encaminhava para o fim, e o Vasco seguia perdendo a chance de matar a partida, mas como não fez isso, aos 42 min. Rodrigo Caio marcou o gol de empate para o tricolor. O gol não livra o péssimo futebol que o time apresentou novamente.
Se o time não jogar pelo menos o suficiente para vencer o Santos, pela semi final da Copa do Brasil, o clima no Morumbi que já está conturbado, vai ficar ainda pior.

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Foi bastante exigido e fez o que dava. A trave também foi sua aliada.

Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Percebam como é recorrente o nome dele aqui... Quinta partida consecutiva que ele não faz nada em campo; MATHEUS REIS. Mais uma partida atabalhoada. Expulso após pênalti á brasileira; GANSO. Outra partida que se escondeu atrás do seu marcador.

Rafa Malagodi


15 de outubro de 2015

Fluminense 2 x 0 São Paulo (30ª rodada brasileiro 2015)

Na rodada anterior á essa, o São Paulo tinha um treinador e um presidente. Após dez dias de paralisação do campeonato, o São Paulo trocou o treinador e também o presidente (!!!). Obviamente que isso seria refletido dentro de campo. Num jogo moroso, fraco e de jogadores sem vontade,

O tricolor começou a partida tendo dificuldade na saída de bola, e isso parecia um presságio do jogo. Durante os noventa minutos o São Paulo não soube aproveitar suas chances. Teve a bola nos pés mais não soube jogar. Thiago Mendes foi um exemplo disso. Diferente do que vinha fazendo nos últimos jogos, o meio campo pouco produziu. Não conseguiu auxiliar na transição meio/ataque.
Sem a bola o tricolor dava espaços. O lado direito, nas costas de Bruno era uma avenida.
Hudson não se encontrava em campo. “Jogou” apenas 45 min. fazendo faltas e perdendo bola. Normal...
O São Paulo terminou levemente melhor, mas nãofez o principal, ao contrário, levou.

Cade a bola? São Paulo não encaixa e
sai derrotado na estreia de Doriva.
Para o segundo tempo o tricolor não se acertou. Continuou com os mesmo problemas de finalização e posse de bola. Pior de tudo foi á entrada de Wesley, que não agregou em nada e ainda ajudou o Fluminense. Num dos seus passes bizarros, os cariocas armaram um rápido contra ataque e liquidaram o jogo, logo no inicio do segundo tempo. Liquidaram, pois as investidas do São Paulo eram de dar dó. Luis Fabiano, Ganso e Pato, pouco se ajudavam. Luis Fabiano ainda saiu trombando com todo mundo, agora o Pato... Deus do céu. Coitado de quem se ilude com essa meia dúzia de gols que ele marca... hoje o jogador errava tudo.
Outra ressalva é Matheus Reis. Que o jogador tem futuro, isso não é novidade, agora, o jovem jogador já teve algumas oportunidades e constantemente comete alguns erros bobos. Falta mais cautela, ainda parece afobado.
Antes do inicio do jogo, tinha projetado que o São Paulo faria 4 pontos dos dois seis a disputar contra Fluminense e vasco. Agora só restam 3 pontos á conquistar. E precisam ser conquistados!!!
Imaginava que teríamos melhor sorte hoje, mas me enganei. Apesar do tricolor ter mais finalização, duas bolas na trave e mais posse de bola, o que interessa é bola na rede, e isso não soubemos fazer.

Destaque positivo
Hoje é difícil, hein. Não teve quem se destacasse.

Destaque negativo
HUDSON. Parece perdido. Jogou apenas 45 min.; ALEXANDRE PATO. Mais um jogo em que entra desligado. Foi presa fácil para a defesa carioca; WESLEY. Entrou em campo, mas não jogou. Muito mal, não cria jogadas e ainda prende a bola.


Rafa Malagodi


6 de outubro de 2015

Juan Carlos Osório, valeu!

Pois bem! Como já era sabido, Osório não aguentou a baderna que o São Paulo F.C. tem passado e pediu seu boné e partiu para o México.
Difícil avaliar o trabalho do treinador, que esteve á frente do clube em apenas 28 vezes. Se alguém acha que esse é um tempo suficiente para tirar conclusões, Parabéns (sic). Você já está apto a exercer alguma função na CBF, a entidade que mais entende de futebol .

O que podemos afirmar, é que Osório conhece de futebol. Suas entrevistas provam isso. Basta observar que ele fala do campo e como quer que os jogadores joguem. E fala com propriedade. Aqui, isso quase não acontece!
Eu particularmente estou triste com essa situação, pois acreditava que um treinador estrangeiro e com conhecimentos, poderia mudar alguns paradigmas. E quem sabe com o tempo mudaria o conceito de futebol que temos enraizados há anos. Óbvio que um sozinho jamais faria isso, pois precisaria de pessoas confiáveis ao seu lado e que estejam dispostos a contribuir, e isso Osório jamais teve no São Paulo Futebol Clube.
Como disse o jornalista André Kfouri, “não foi o Osório que agiu errado, é o São Paulo que vem errando com seus técnicos”. Perfeito!!!
Talvez por isso que nossos treinadores não duram no cargo por muito tempo. Curiosamente, o único que aguentou por mais tempo esse monte de porrada foi Muricy Ramalho, e só aguentou porque é um ídolo, pois caso contrário teria saído muito antes.

Como foi noticiado, o presidente do clube e o vice de futebol trocaram socos em uma reunião! Parece mentira mas não é. Aí me pergunto, pra onde vão levar o São Paulo Futebol Clube?

Com um ambiente desses, o treinador ainda conseguiu entregar o cargo com a equipe próxima ao G4 e na semi final da Copa do Brasil. Diria que, fosse um outro, quem garante que não estaríamos na zona de rebaixamento?!?

Osório, obrigado! ESSE São Paulo Futebol Clube não te merece.

Rafa Malagodi

Seja feliz, pois esse SPFC não te merece.

A título de curiosidade, nos seus 28 jogos, Osório usou 31 jogadores diferentes, sendo 8 da base (se contar Ceni são 9), e quem mais teve chances com o treinador foi Thiago Mendes, que atuou em 24 jogos. Pato e Michel Bastos atuaram 22 vezes.

Foram apenas alguns números, pois tem muita gente injusta, que fala que ele não usa esse ou aquele jogador. 



4 de outubro de 2015

São Paulo 1 x 0 Atlético/PR (29ª rodada brasileiro 2015)

São Paulo joga bem, cria inúmeras chances, mas vence apenas pelo placar mínimo, em jogo que pode ter sido a última partida do técnico Osório.

O jogo foi encarado como despedida do treinador. Pelas palavras utilizadas em entrevista coletiva, isso deve realmente acontecer. Uma pena! Osório disse que decidirá seu futuro em até 5 dias (São Paulo voltará de folga na quarta-feira). Uma coisa é certa, pro ano que vem ele não fica. Mas gostaria que ele ficasse ao menos até o fim do ano, e se possível, com o único título que nos resta, a Copa do Brasil.
Falando do jogo, o tricolor foi superior desde o inicio. Nos 20 primeiros minutos, tinha chegado com chances claras de gols em pelo menos três oportunidades, mas sempre pecava nas finalizações. Quando a bola entrou, o assistente marcou impedimento em lance legal.
O Atlético/PR até conseguia sair em algumas oportunidades, mas poucas vezes chegaram com chances de marcar. Rogério Ceni terminou o jogo sem realizar uma única defesa.
Vale ressaltar a movimentação de Thiago Mendes na partida. Por vezes o jogador iniciava uma jogada na defesa e terminava dentro da área, com chance de finalizar.
Depois de várias chances, sai o gol e tricolor
vence em possível despedida de Osório

Na segunda etapa o tricolor seguiu pecando nas finalizações. Ganso apagado pouco municiava os homens de frente. O São Paulo era melhor, mas faltava mais calma. Pato, T. Mendes, Centurion e Rogério, todos esses tiveram chances de marcar.
O gol demorou a sair, somente aos 27 min. a bola de Rogério entrou, numa “assistência” sem querer de Ganso. O gol foi um alívio. Rogério era justamente o jogador que mais tentava, mais finalizava na partida.
O São Paulo ainda continuou com a bola, mas nem mesmo as alterações fizeram o time ampliar o marcador. Wesley entrou pra dar mais velocidade no meio e Auro pra puxar os contra ataques, mas ambos não tiveram muitas oportunidades.
Sobre as alterações de Osório ele cometeu um “erro”. Ao colocar Edson Silva faltando 10 minutos para o fim. À alteração não fez o Atlético pressionar o tricolor, até porque Rodrigo Caio foi jogar de volante e o tricolor seguiu atacando, mas ele correu um certo risco, muito em função da deficiência técnica de Edson.
O placar de 1 a 0 recoloca o tricolor na briga pelo G4, e ainda faz o São Paulo aumentar seus jogos de invencibilidade, que agora já são quatro.

A dúvida ficará por conta da decisão de Osório. Se eu pudesse , pediria pra ele ficar até o fim do seu contrato, mas tudo indica que essa foi sua despedida mesmo....com menos de 30 jogos....Esse é o futebol brasileiro.

Destaque positivo
LUCÃO. Ótima partida do capitão da noite. Seguro. Salvou uma bola dentro da área que fatalmente seria gol do CAP; THIAGO MENDES. Pecou na finalização, mas foi novamente o motorzinho do meio campo. ROGÉRIO. Foi quem mais tentou, e foi coroado com o gol da vitória.

Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Outra partida fraca, com bastante movimentação, mas sem objetivo. Perdeu algumas disputas mano a mano. Apenas um chute no gol.

Rafa Malagodi


1 de outubro de 2015

Vasco 1 x 1 São Paulo (quartas de final Copa do Brasil 2015)

São Paulo não fez bom primeiro tempo, mas na segunda etapa se impôs e controlou a partida. A classificação mesmo veio no jogo do Morumbi.

Vou começar falando da coisa que mais me incomodou. Muitos criticaram a equipe que Osório colocou em campo. Porra, o jogo já estava ganho desde o primeiro jogo!!! O adversário é fraquíssimo, certo ele de poupar e /ou inventar nesse jogo. Óbvio que dos 11 que entraram em campo, pelo menos 5 não tem condições de vestir a camisa do tricolor, tamanha a limitação técnica, mas esse é seu elenco. Ruim seria se ele tivesse feito isso na primeira partida.
O grande problema, é que as pessoas que o criticam, não gosta do seu estilo, e qualquer coisa que ele faça, não será bem visto. Essas são as pessoas que gostam de “mais do mesmo”.

Mas falando do jogo, não seria surpresa alguma o time tricolor jogar naquela inhaca toda. 3 a 0 no primeiro jogo, contra um time que está praticamente rebaixado, deixa qualquer jogador sem “vontade”. Nem mesmo o Vasco acreditava na partida. A diferença, é que queriam jogar pela “honra” e ao menos ganhar a partida.
O time da casa criou algumas oportunidades, chegou ao primeiro gol em falha defensiva tricolor, e ainda contou com a inoperância do São Paulo no primeiro tempo. O tricolor estava sem saída de bola, quando tinha ela nos pés não conseguia criar. Devido a isso, teve gente falando que o Vasco poderia até igualar o placar de São Paulo. Cada uma...

Após classificação fácil, o tricolor deve
ter clássico na semi final.
No segundo tempo, Osório quis dar mais posse de bola ao time e colocou Ganso e Bruno. Conforme os minutos passavam, é evidente que o Vasco começa a perceber que sua missão é cada vez mais impossível, e isso foi facilitando para o tricolor, que começou a trocar mais passes em seu campo de ataque, até chegar ao gol de empate com Centurión. Em jogada de Ganso e Pato.
Normal, pois o tricolor passou a ter o controle da partida e com uma equipe bem superior, poderia ter feito mais gols, mas o time foi se poupando, se poupando, e já não tinha mias a ambição de agredir o adversário, uma vez que só seria eliminado se levasse cinco gols.
No fim das contas, o resultado ficou bom para os dois. Primeiro que o jogo não foi nenhum primor, e também, porque com 1 a 1, Vasco não saiu ainda mais humilhado e o São Paulo fez algumas experiências e fez alguns jogadores rodarem no elenco, e quando quis, colocou qualidade e controlou o jogo.

Algumas pessoas reclamaram dizendo “Por que Osório não começou com Ganso e outros jogadores?”. Ai me pergunto – Pra que? O jogo já estava ganho, qual a necessidade de colocarem em campo desde o início?!
Sabe de uma coisa?! Essas pessoas merecem mesmo são os Roths, Leões, Kleinas, Felipão, Luxas da vida!

Destaque positivo
ESTAR NA SEMI FINAL. Ainda que esteja vivendo um caos dentro do clube, o tricolor tem chance de ser campeão ainda; THIAGO MENDES. Mais uma vez fez bons desarmes.

Destaque negativo
REINALDO. Pior passador do jogo, não realizou uma jogada se quer. Só tocou de lado; WESLEY. Prende muito a bola, não a toa perdeu a bola que originou o gol do Vasco. Muito fraco.

Rafa Malagodi


27 de setembro de 2015

São Paulo 1 x 1 Palmeiras (28ª rodada brasileiro 2015, in loco)

São Paulo não teve dificuldades, mas ainda sim, saiu sem vitória do clássico. Erro de Ceni no fim afastou a chance de vitória e retorno ao G4.

Se contarmos os jogos diante do Atlético/MG, SCCP e agora Palmeiras, são três jogos que o tricolor esteve melhor na partida e não ganhou. Hoje o time teve total controle do jogo, não era nem sequer “agredido” defensivamente. O problema, foi não aproveitar as chances que teve.
O Goleiro Palmeirense por vezes demonstrou que não estava tão seguro, chegou a errar tempo de bola, espalmar bola pra dentro da área, mas ainda sim o tricolor não marcava. O time girava a bola, trocava passes, avançava. Mas não concluía com precisão.
O time foi bem escalado, não teve surpresas, o que atrapalhou o time foi à atuação de Alexandre Pato. Completamente desligado, teve uma atuação horrorosa. Chegou a desperdiçar um contra ataque em que o tricolor entrou na área com 3 contra 2.

Vacilou. Rogério não faz na frente e
 seu xará errou lá atrás. 
Depois do intervalo o jogo era o mesmo, mas o Palmeiras foi quem vacilou primeiro. Depois de não aproveitar a chance dentro da área, o São Paulo partiu num contra ataque, que começou com roubada de bola de Thiago Mendes e terminou com Carlinhos marcando de perna direita. 1 a 0.
Parecia que a partir dali, o tricolor marcaria outros. Ledo engano. O São Paulo começou a gastar o tempo muito cedo e já não parecia querer “matar o jogo”. Talvez esse foi o pecado. Nem mesmo as alterações fizeram o tricolor atacar mais.
Da arquibancada, dava pra ver o treinador incomodado com os passes sem projeção do tricolor. Osório gesticulava pedindo para o time avançar.
Aquilo que parecia ser três pontos garantidos e a volta para o G4 assegurada, virou um pesadelo. Nosso maior ídolo, aos 48 min. saiu jogando com Lucão, que devolveu na perna errada de Ceni, o goleiro chutou, a bola desviou e caiu nos pés de Robinho. Gol por cobertura (de novo).
O empate foi um balde de água congelante. Foi difícil de acreditar. Foi um jogo ganho jogado fora.
O pior de tudo, foi ouvir vários torcedores xingando o Rogério Ceni. Isso é lamentável. Uma pena que torcedor tem memória muito fraca...Uma pena.

O tricolor precisa focar na Copa do Brasil. Se a equipe se concentrar, dá pra chegar a libertadores com um título. Pelo brasileiro está cada vez mais difícil.

Foi a primeira vez que vi (in loco) o Palmeiras fazer um gol no Morumbi. Já estava confiante no meu retrospecto, mas aquele erro foi cruel.

Destaque positivo
THIAGO MENDES. Foi Soberano no meio campo. Ganhou várias divididas e desarmou muito bem; RODRIGO CAIO. Outro que fez muito bem o papel de defesa.

Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Parece que voltou a ser o Pato de outros tempo...desligado do jogo, errou tudo que tentou.

Rafa Malagodi