12 de dezembro de 2013

Retrospectiva tricolor 2013



Quando o ano de 2012 foi finalizado com um título da Sul Americana, muita gente acreditava que bastaria ao São Paulo repor algumas peças que estavam sendo perdidas (caso do Lucas) para continuar na briga pelos títulos da atual temporada. Mais o que ninguém sabia era que 2013 seria um ano para esquecer. Teve pior sequência de derrotas da história, mudanças de treinador em menos de dois meses, discussões de diretoria/jogadores, excursão fora de hora...um verdadeiro pandemônio.

Expulsão e eliminação.
Libertadores. Pela primeira vez o tricolor começou a competição pela fase PRÉ. Depois de penar na fase de grupos, o tricolor conseguiu uma classificação suada na última rodada, após bater o Atlético/MG já classificado. Para os tricolores o jogo foi épico, pois já era dado como favas contadas a desclassificação precoce dos paulistas. Após o jogo, muitos diziam que o time mineiro vacilou em “deixar” o tricolor se classificar, porém, os dois times voltaram a se enfrentar nas oitavas e os mineiros atropelaram. Lúcio foi um dos principais responsáveis pela eliminação. O jogador foi expulso na partida em que o tricolor dominava o Galo. Depois disso, todos já sabem o que aconteceu.
 
Eliminado sem derrotas.


Paulista. Novamente a competição tem um regulamento medonho, que não privilegia o time que faz a melhor campanha. O tricolor terminou a primeira fase em primeiro. Passou pela Penapolense nas quartas (jogo em que a equipe jogou com um “terceiro” uniforme todo vermelho uma única vez) e caiu nos pênaltis diante do SCCP, na semi. O time de melhor campanha, foi eliminado sem ao menos ter perdido os jogos nas decisões.

A dispensa. Culpados? Não.
Dispensas. Após a eliminação das competições do primeiro semestre, o presidente JJ fez uma lista de dispensas. Sete jogadores foram colocados “a venda”. O presidente entendia que esses nomes não deveriam permanecer no tricolor e os dispensou, mais o técnico, que não fazia bom trabalho foi prestigiado. O primeiro erro do diretivo.


Legado zero, segundo Ceni.

Queda de Ney Franco. O treinador continuava sofrendo fortes criticas, pois seus times não pareciam ter um padrão de jogo. Muitos pediram a cabeça do treinador na parada da Copa das Confederações. O tricolor teria um clássico pela final da Recopa, e o time seguia sem padrões. Após derrota em casa no primeiro jogo, JJ demitiu o então técnico. Na partida final nova derrota.

Excursão piorou o desempenho
Parada Copa das Confederações. Após a parada, as cosas no Morumbi começaram a piorar. O time acumulava recordes negativos. O time chegou a ter 6 derrotas CONSECUTIVAS no Morumbi. O técnico já era Paulo Autuori. O time jogava mal, não time disposição dentro de campo, e para piorar a situação, a diretoria havia marcado jogos amistosos durante um excursão para Europa e Ásia. O tricolor tinha um compromisso de um torneio amistoso no Japão, após vencer a Sul americana 2012, e se aproveitando, a diretoria marcou esses jogos.
O time não fazia boas apresentações e chegou a  jogar 4 vezes em 8 dias. Autuori sofria com a parte física de seus atletas. São Paulo acumulou derrotas e venceu apenas o Benfica.

Sequência de derrotas. O São Paulo chegou a ter sua pior sequência sem vitórias na história. Sem contar os jogos amistosos, o tricolor chegou à 14 jogos se vencer. O time acumulava derrotas.

Ceni perdeu 4 pênaltis consecutivos.
Brasileiro. Com um número absurdo de derrotas (muitas delas em casa) o tricolor sofreu na competição. Passou a ficar rodadas atrás de rodadas na zona de rebaixamento. As coisas só caminhavam para o pior. Muita gente acreditou na queda do tricolor (eu não fui um desses, apesar de achar que as coisas estavam péssimas), em todo jornal não se falava em outra coisa. As coisas começaram mudar quando na virada de turno, Autuori foi erradamente demitido, e pra seu lugar chegou Muricy Ramalho. O novo comandante tinha seu nome gritado desde o inicio das derrotas.
O lado psicológico fez a diferença.
Com o atual treinador, a equipe passou a mudar sua postura e voltou a vencer. O time fugiu da zona de rebaixamento e conseguiu ficar sete partidas invicto. A missão do treinador foi comprida, pois o time não seria mais rebaixado para a segunda divisão, contrariando muita gente que torceu contra.



Novo vexame. Título salvaria o ano.
Sul Americana. Seria a única forma do tricolor levantar uma taça no ano e salvar 2013. Por ser atual campeão, o time entrou nas oitavas. A competição caiu no colo do tricolor, com adversários fracos pela frente, o time teria total condição de vencer o torneio e voltar para a libertadores. Após sofrer em duas classificações, o time caiu de forma vexatória diante da Ponte Preta e viu o sonho de voltar a libertadores ir por água abaixo.

Pensando num 2014 diferente.
Renovações. O fim do ano teve duas boas notícias para os torcedores. Os dois ídolos atuais tiveram seus contratos renovados. Rogério q    ue passou o ano com a incógnita de aposentadoria, renovou por mais um ano, e depois de quebrar o recorde mundial de partidas por um único clube, o goleiro ainda poderá continuar defendendo a meta tricolor. O outro ídolo que renovou foi Muricy. Seu contrata era até o fim do torneio. O treinador agora ficará até o fim de 2015.

Os momentos de alegrias foram poucos.
Decepções. O ano de 2013 não foi ruim apenas coletivamente. Alguns dos principais jogadores do tricolor também foram muito mal. Jadson que terminou e começou o ano bem, após a volta da seleção teve seu desempenho despencado e terminou o ano em baixa com parte dos torcedores. Luis Fabiano foi outro. A paciência da torcida se esgotou. O centroavante pouco jogou, ficou muito tempo parado por suspensões e lesões e isso fez a diretoria repensar em sua permanência para 2014.


Agora precisamos torcer para que 2014 seja muito melhor e que as bobagens da diretoria não se repitam. Precisamos de um time forte e competitivo. O São Paulo não pode passar mais tempo sem vencer uma competição de peso, pra isso, a diretoria, que mudará (ou não) a partir de abril, deve pensar no São Paulo Futebol Clube, e não em seu próprio umbigo.

Rafa Malagodi

9 de dezembro de 2013

Seleção Brasileirão 2013 (Rafa Malagodi)

Minha seleção dos melhores do brasileirão 2013

Sistema 4-3-3

Fábio (CRU)
Mayke (CRU)
Rodrigo (GOI)
Dedé (CRU)
Alex Telles (GRE)
Nilton (CRU)
Elias (FLA)
Everton Ribeiro (CRU)
Marcelo (ATL/PR)
Diego Tardelli (ATL/MG)
Éderson (ATL/PR)




                                                                    
 Rafa Malagodi

8 de dezembro de 2013

São Paulo 0 x 1 Coritiba (38ª rodada brasileiro 2013)



O último jogo do tricolor no péssimo ano de 2013 não poderia ter um resultado diferente do que foi, uma nova derrota. O algoz desta tarde foi o Coritiba, vencendo por 1 a 0.

O São Paulo até jogou bem antes de sofrer o único gol do jogo. Os jogadores de frente se movimentavam, arriscavam, mas o alvo não era acertado. Ganso acertou um belo chute no travessão, e Denilson, Rodrigo Caio, Douglas e Ademilson chutaram pra fora.
Assim como aconteceu na rodada anterior, o tricolor enfrentou um time que necessitava da vitória pra se manter na primeira divisão, e isso fazia com que os jogadores do Coxa brigassem mais pela bola.
Os tricolores ainda tinham mais posse de bola, mais não conseguia transformá-la em chances de gols.

Que ano. São Paulo termina o ano com nova derrota.
O segundo tempo teve algumas mexidas do Muricy, mais que não causaram tanta diferença. Sylvinho que ganhou uma oportunidade na segunda etapa, até brigava, pra mostrar serviço ao treinador, mais era pouco. Luis Fabiano que teve nova oportunidade no ataque, não criou nenhum perigo de gol.
O Coritiba vivia um grande dilema e preocupação, caso o tricolor empatasse, os paranaenses seriam rebaixado, pois dependiam dos três pontos. E o coxa branca ainda quase chegou ao segundo gol por duas vezes.
Perto do final da partida, o tricolor ainda tentou arriscar mais, jogando bolas na área, mais era pouco. O São Paulo teve poucos minutos de bom futebol, e isso causou a nova derrota. Talvez, se estivesse necessitando da vitória, o tricolor teria tido outra postura.

A melhor coisa da derrota do tricolor foi saber que com isso o Fluminense voltou para a segunda divisão. O tricolor carioca está enfim pagando a sua dívida de 1999, quando voltou para a série A sem ter jogado a série B.

Destaque Positivo
A renovação de contrato do Muricy. Não sou nenhum fã incondicional do treinador, mais não sou louco de achar que ele não tem suas qualidades. Tem fator crucial na recuperação do time na competição.

Destaque negativo
Luis Fabiano. Novamente foi mal. Os créditos já se acabaram, mais confesso que será no mínimo estranho vê-lo em outra equipe brasileira, caso saia do tricolor.

Obs. Rogério Ceni também renovou por mais um ano. Futebol ele tem, pois esse ano ele provou com ótimas defesas que ainda tem muito a oferecer, porém, fico receoso por ele, pois na primeira falha, muitos irão falar que ele está velho. Infelizmente isso deverá acontecer.

Obs. [2] Terminamos o campeonato em 9º e contrariamos MUITOS que achavam que esse ano cairíamos. Time grande não cai!!!!

Rafa Malagodi

1 de dezembro de 2013

Criciúma 1 x 0 São Paulo (37ª rodada brasileiro 2013)

Sem ambição no campeonato, era nítido que o tricolor jogaria as duas últimas rodadas bem abaixo do esperado, porém, o que se esperava dos jogadores que estão tendo suas últimas chances de mostrarem seu valor, era um pouco mais de vontade. 

Mostrou a língua. Sem ambição, SP não joga bem.
A derrota de hoje diante do Criciúma é o menos preocupante (gol saiu de pênalti aos 30 segundos, e foi só), até porque os catarinenses estavam em busca da vitória para se livrar do rebaixamento, o que preocupa são jogadores que passaram um ano “andando” em campo, continuarem nessa “inhaca”.
A esperança é que esse últimos jogos sirvam para a diretoria e para a comissão técnica, escolher bem quem merece fazer parte do próximo ano. Nomes como Maicon, Wellington, Osvaldo, Douglas, que figuram entre os titulares constantemente, sirvam como moedas de troca.
E espero também, que o Sr. Muricy Ramalho não continue fazendo suas improvisações. Hoje ele colocou novamente o Lucas Evangelista na esquerda, e possivelmente se perguntado, vai dizer que o garoto fez bem o papel.
 
Agora vamos ver como os jogadores que terão nova oportunidade diante do Coxa na última rodada se comportarão. Se manterem a “inhaca”, dificilmente terão contratos renovados. Apesar que o teimoso Muricy adora a maioria deles....


Rafa Malagodi

28 de novembro de 2013

Ponte Preta 1 x 1 São Paulo (eliminação sulamericana 2013)



Depois de mais um fraca atuação, o São Paulo não conseguiu reverter o placar de 3 a 1 contra e foi eliminado pela Ponte Preta. Time campineiro chega pela primeira vez em uma final internacional. Por outro lado, está praticamente rebaixada no nacional.

O São Paulo precisava fazer no mínimo três gols, mais isso não parecia um problema para Muricy, que entrou com um time comum, nada ofensivo.
Se era preciso no mínimo três gols, pelo menos mais um atacante o tricolor deveria ter no elenco. Mais a sua teimosia não ajuda em nada.
O time jogou mal, não conseguiu criar. Teve mais volume de jogo devido a retranca ponte pretana, mais não reverteu em jogadas a sua posse de bola. Na medida em que os minutos iam se passando, a ponte ficava cada vez mais a vontade, já o São Paulo...
O técnico da Ponte disse que jogaria por uma bola, e foi o que vez. Antes do apito final dos 45min. iniciais a Macaca marcou.
O tricolor anda precisava dos seus três gols, mais agora levaria o jogo para as penalidades, caso isso acontecesse.
Mais novamente Muricy não parecia incomodado com isso. Voltou para o segundo tempo sem nenhuma mexida. O jogo ia passando e nada do treinador mudar a equipe. Somente aos 16 min. entraram Luis Fabiano e Welliton. Se o time não fez nenhum gol em uma hora de jogo, não seria em meia hora que as coisas mudariam.
Pois bem, o São Paulo continuou tentando e não conseguindo e ainda viu a Ponte Preta quase ampliar por pelo menos duas vezes. No finalzinho da partida Luis Fabiano descontou. 1 a 1.
Muricy não armou bem os times pra decisão.  



Todos nós sabemos que o ano do tricolor foi péssimo, e que o principal objetivo do ano foi alcançado com o não rebaixamento (time grande não cai!), mais a eliminação pra Ponte preta, depois de ter jogado bem 20 min. de uma decisão de 180. Fica complicado.

Muricy tem responsabilidade direta. Armou um time ruim na primeira partida, e não consertou ontem. O Luis Fabiano já não tem mais créditos com a torcida, é verdade, mais deixá-lo de fora, no jogo em que era preciso de gols, é burrice. Muitas dessas teimosias aconteceram na passagem do treinador 2006/2009, mais o torcedor esquece disso, e só lembra do ídolo que ele realmente é.

Rafa Malagodi

24 de novembro de 2013

São Paulo 1 x 1 Botafogo (36ª rodada brasileiro 2013)


No jogo que marcava mais um recorde individual para Rogério Ceni (chegou ao jogo de 1.117 com a camisa de um único clube, superando Pelé), o tricolor até começou bem, mais não conseguiu a vitória diante do Botafogo. 

O gol logo no inicio, aos 3 min. marcado por Aloísio, após bola parada, deu mais tranquilidade ao tricolor, que veio a campo com o provável time de quarta feira. Com o placar a favor logo no inicio, o São Paulo trocava mais passes em seu campo de ataque, e era pouco incomodado pelo Botafogo.
Os primeiros 25 min. podemos dizer que o tricolor teve mais chances de gols, mas não caprichou na conclusão. O campo molhado dava mais velocidade as jogadas e isso fez parecer que o jogo estava a pleno vapor, mas não era bem assim.
Quando o tricolor caiu um pouco, foi a vez dos cariocas irem para o ataque e também em bola parada empatar o jogo. 1 a 1.
Depois dos 35 min. o Botafogo voltou a arriscar mais e obrigou o recordista da noite fazer duas ótimas defesas seguidas. O São Paulo seguia colocando velocidade pelos lados do campo, porém na frente não conseguia quem colocasse a bola pra dentro.
O término da primeira etapa foi de certa forma equilibrada, mais com uma pequena vantagem tricolor.
Festa pro M1to. R. Ceni bate recorde de Pelé e usa camisa
10. Goleiro é quem mais jogou por um único clube.
 
Já pro segundo tempo Muricy fez alteração no meio colocando Wellington na vaga de Maicon, isso fez o holandês Seedorf ter menos espaço. Assim, o São Paulo se mandou para o ataque. Ganso era o mastro tricolor. Com passes e jogadas fazia o São Paulo buscar o desempate. O camisa 8 fez excelente jogada individual dentro da área e na conclusão acertou a trave. Seria um golaço.
O segundo tempo foi melhor jogado, e o São Paulo queria chegar na quarta feira com uma vitória pra dar moral, já que não almeja mais nada na competição nacional. O tricolor até tentou. Ademilson e Antônio Carlos acertaram a trave. E nem mesmo a entrada de Luis Fabiano contribuiu para mais um tento.
O Botafogo pouco respondia, mais quando respondeu, já no fim da partida quase desempatou com Seedorf. Por sorte o craque holandês não alcançou a bola.
No jogo em que apenas um tinha interesse real na vitória (Botafogo), o empate acabou servindo para o futebol apresentado e pelo nível da competição, só não serviu para a quantidade de fogos soltos após o fim da partida. Certamente, a vitória abrilhantaria mais um recorde do M1to.
E os jogadores desceram para o vestiário ouvindo os gritos de “É quarta feira”, em alusão ao jogo decisivo para os tricolores.

Destaque positivo
Rogério Ceni. 1.117 jogos por um único clube. Nada mais a declarar.

Destaque negativo
Osvaldo. Jogou pouco mais de 15 min. O suficiente para mostrar que não teve bom ano. Não deve ficar para o ano que vem.

Rafa Malagodi

21 de novembro de 2013

São Paulo 1 x 3 Ponte Preta "IN LOCO" (semi final sulamericana 2013, por globoesporte.com)



"Nem mesmo os mais de 53 mil torcedores foram suficientes para ajudar o São Paulo a sair da Morumbi com pelo menos uma vitória. Todos molhados, devido a forte chuva, Muricy armou o time muito mal e errou também nas alterações. O resultado foi a vitória da Ponte Preta por 3 a 1. Agora o tricolor terá vida dura para se classificar, pois terá que vencer por três gols de diferença."

Análise retirada do site globoesporte.com, pois estive presente e não consegui escrever.


Tricolor começa bem mais vacila
Parecia que o São Paulo dominaria a Ponte e abriria vantagem no primeiro tempo com tranquilidade. Bem posicionado, o Tricolor criava espaços em toques rápidos pelo meio. Sob o comando de Ganso, o time do Morumbi era dono do jogo, não deixava a Macaca passar a linha de meio-campo.
Aos 20 minutos, a óbvia consequência desse domínio tricolor. Diego Sacoman falhou na frente de Aloísio, que tomou a bola e passou para Ganso. O meia, que é canhoto, ajeitou e chutou colocado de direita: 1 a 0. Uma arremate milimétrico, cirúrgico, típico do maestro tricolor. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.
A Ponte demorava a reagir. Parecia assustava, deslocada. O jogo se desenrolava à sua frente, e ela não conseguia participar. Até que, a partir dos 30 minutos, resolveu acordar. Colocou a bola no chão, passou a trocar passes certos e a rondar a área adversária. Faltava, no entanto, acertar o arremate final. Que o diga Artur, que recebeu a bola dentro da área, pela direita, e em vez de chutar tentou mais um corte, se atrapalhou e caiu.
O São Paulo sentiu o crescimento da Ponte. Nem sinal do domínio inicial. Com Uendel e Rildo combinando jogadas pelo lado esquerdo, a equipe de Campinas empurrou o adversário para o seu campo de defesa, e o gol de empate saiu aos 43. Antônio Carlos tentou cortar chute cruzado de Elias e marcou contra.

Difícil. Tricolor terá que vencer por 3 gols fora de casa.

Macaca em casa
Um dilúvio começou a desabar sobre o Morumbi nos minutos iniciais do segundo tempo. Mudou o tempo, mudou o jogo por completo no segundo tempo. Uma mudança a favor da Ponte. Logo aos sete minutos, a virada. Após grande defesa de Ceni em chute de Elias, a bola sobrou para Leonardo, que, livre na pequena área, empurrou para o gol.
O gol fez o São Paulo balançar forte. Já com Luis Fabiano, que havia entrado aos 16, o time de Muricy Ramalho estava nocauteado de pé, à mercê da firme marcação do adversário, que jogava como se fosse o seu último jogo. Determinados, os jogadores da Macaca passaram o cadeado na entrada da área impedindo o rival de se aproximar.
Mas não era só isso. A equipe alvinegra não foi covarde. Com a bola, se lançava em contra-ataques e assustava os são-paulinos. O golpe de misericórdia veio aos 26, quando Uendel recebeu pela esquerda e encheu o pé. A bola desviou em Wellington e tirou Ceni da jogada. Senhora da partida, a Macaca mandou o Tricolor à lona. Àquela altura, a pequena torcida da Macaca gritava "olé". Parecia estar no Moisés Lucarelli. Pura ironia: o Majestoso está vetado por pressão do São Paulo, que mandou à Conmebol documento atestando que o estádio não tem capacidade para 20 mil pessoas. O fim da partida foi dramático. Aos trancos e barrancos, o Tricolor foi para o abafa e criou duas chances. Na primeira, Roberto salvou chute de Luis Fabiano. Em seguida, Artur fez milagre ao afastar chute de Wellington quando a bola estava a centímetros de ultrapassar a linha. Uma Macaca aguerrida e copeira. O time de Muricy terá de se desdobrar para voltar de Mogi classificado.