6 de dezembro de 2012

Tigre (ARG) 0 x 0 São Paulo (final sulamericana 2012, por Marcelo Prado)



Não consegui acompanhar o jogo como gostaria, por isso não tenho como analisar o jogo.

Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado

O capitão Rogério Ceni havia alertado: em uma partida Brasil x Argentina, é preciso esquecer favoritismo, técnica ou melhor momento. A rivalidade deixa os nervos à flor da pele. E, desde o primeiro minuto de jogo, isso ficou muito claro. O Tricolor tinha mais qualidade com a bola nos pés. Mas logo a catimba argentina, tão corriqueira em jogos de torneios sul-americanos, tratou de equilibrar o duelo. Até então, a equipe brasileira já havia perdido duas boas chances com apenas cinco minutos de jogo. Uma com Lucas, que tabelou com Luis Fabiano, recebeu na área e bateu fraco, facilitando as coisas para Albil. A outra com o Fabuloso, que ficou cara a cara com o goleiro adversário e chutou em cima do seu rival. Aos 13, o jogo mudou de figura com duas expulsões. Após cometer uma falta feia em Orban, Lucas foi cercado por dois argentinos. Ao tentar defender o companheiro, Luis Fabiano se desentendeu com Donatti. Na confusão, os dois receberam o cartão vermelho do paraguaio Antonio Arias. Um pesadelo para o camisa 9, que estreava em La Bombonera e havia dito na véspera que não iria cair na provocação dos rivais argentinos. Com um homem a menos de cada lado, o clima ficou muito acirrado. A cada dividida, os jogadores se estranhavam. Em um cruzamento na área tricolor, o atacante Maggiolo foi para cima de Rafael Toloi. Em outro lance, Galmarini acertou Denilson. Embora tenha continuado com o controle da partida, o São Paulo sentiu demais a perda de sua referência. Tanto que o goleiro Albil só voltou a trabalhar em chute de fora da área de Denilson, aos 26. A torcida do Tigre não chegou a lotar a Bombonera, mas não parou de cantar nem por um instante. Com isso, o time, muito inferior tecnicamente, assustou em dois chutes de fora da área, um de Diaz e o outro de Ferreira. 
Vacilou. LF9 está fora da decisão.


Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo. Mas o Tigre retornou com uma postura bem mais agressiva, inflamado por sua fanática torcida. No São Paulo, Ney Franco manteve o desenho tático apostando nas escapadas em velocidade de Lucas e Osvaldo. O time tricolor, porém, perdeu a liberdade que tinha para tocar a bola, já que os argentinos subiram a marcação. As provocações continuaram em campo. Rafael Toloi, em novo desentendimento com Maggiolo, levou cartão amarelo. Percebendo que a equipe havia ficado sem saída de jogo, Ney Franco resolveu mexer, sacando Jadson e colocando Cícero, com a função de ser um "falso centroavante". Com isso, Lucas deixou o ataque e virou meia. O problema é que a equipe seguia mostrando descontrole. Em dois minutos, Rhodolfo e Denilson foram advertidos com amarelo por faltas violentas. Mesmo sem ter qualidade com os pés, o Tigre tomou conta do jogo. O São Paulo seguiu sem saída para o ataque. No banco de reservas, um preocupado Ney Franco mandou os outros atletas para o aquecimento. Rogério Ceni, na linha da grande área, tentava ajudar, gesticulando e pedindo movimentação aos atletas. A partida permaneceu nesse panorama até o fim. A equipe da casa teve a posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela, enquanto o São Paulo, encolhido, passou a defender com até nove jogadores e não deu sequer um chute a gol em todo o segundo tempo, preferindo segurar a igualdade. 


Um comentário:

  1. Sem Luis Fabiano, o tricolor perde muito. O problema na expulsão não foi o jogo de ontem, mas sim o próximo jogo.
    Ele é craque. Mas deve receber punição.

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